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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Lançamento do livro: O estranho mundo de Tim Burton


Tim Burton é um dos diretores mais aclamados e controvertidos das últimas décadas. Em seu currículo há filmes do porte de “Beetlejuice” (Os fantasmas se divertem), Tim Burton's The Nightmare Before Christmas” (O estranho mundo de Jack), “Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street” (Sweeney Todd: o barbeiro demoníaco da rua Fleet) e  “Alice in the Wonderland” (Alice no País das Maravilhas), responsáveis por ótimas bilheterias e, acima de tudo, por mostrar universos fantásticos, com visuais e personagens concebíveis apenas na mente de Burton. Muitos prêmios foram atribuídos a suas produções cinematográficas, além do reconhecimento da crítica e do público.
Excêntrico, Tim Burton é um homem diferente por natureza. Seu universo é bem pessoal, suas roupas são negras e seus filmes e pinturas retratam mundos bizarros, plenos de signos e de mensagens nem sempre leves. Trabalhos como “A noiva cadáver”, “Vincent”, “Frankenweenie”, “Sweeney Todd”, “Peixe grande”, “Edward, mãos de tesoura”, entre outros, abordam a solidão, o sobrenatural e a morte. O amor se faz presente, mas de uma forma diferente da que estamos acostumados a ver em outras produções.
Tim surpreende não só em seus filmes, pois escreve poemas e pinta. Suas telas podem ser admiradas clicando AQUI.  

Mas a melhor notícia é que a editora Leya está lançando um livro com textos e entrevistas do diretor e sobre o diretor. Com pré-venda em diversos sites, o livro já é um sucesso absoluto, tamanho é o prestígio e a credibilidade de Burton. A primeira edição está esgotada nos principais sites de venda.
Eis uma breve sinopse do livro:
O Estranho Mundo de Tim Burton é uma reunião de textos e entrevistas sobre (e com) Burton, dissecando seus filmes e o próprio em ordem cronológica e fazendo com que entendamos a "estranheza" do genial diretor. Você descobrirá que ele era um garoto isolado, que uma vez seus pais fecharam a janela de seu quarto com tijolos, que a maioria de suas produções tem referências a filmes antigos, que ele trabalhou na Disney, que uma de suas namoradas salvou sua vida e muito mais.
Esta é uma obra destinada não só aos fãs. Todo aquele que deseja ter uma melhor compreensão do que se passa na mente de um gênio deve ler e guardar este livro.
Já adquiri o meu exemplar (antecipadamente). É muito bom aprender com quem realmente tem algo a ensinar.
Parabéns à editora Leya pela iniciativa em publicar um material tão interessante.

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Apollo 18 - Primeiro Clip


Ficção científica com traços de horror que retrata, de forma similar aos filmes "A bruxa de Blair" e "Atividade Paranormal", as teorias conspiratórias da conspiração sobre as missões espaciais Apollo.


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Conn Iggulden - Saiba um pouco mais sobre o autor.


Amigos, esta é uma tentativa de incentivar os leitores a conhecerem este grande autor inglês de Ficção Histórica. Conn Iggulden esteve aqui, ano passado, na Bienal do Livro. Algumas de suas opiniões, fotos e até o autógrafo foram registrados em Conn Iggulden na Bienal 2010. O autor é amigo pessoal de Bernard Cornwell, outro romancista histórico.
Confiram!


sábado, 27 de agosto de 2011

DENÚNCIA: Falsos mendigos no Rio de Janeiro (e outros estados)


Essa é uma das matérias mais tristes de se ver. Um bando de malandros abusando da boa vontade das pessoas. Crime inafiançável.
Acompanhe a matéria e tire suas próprias conclusões. Comente e exponha sua opinião sobre um escândalo que já é rotina no país (de verdade).

Esta matéria faz parte do Jornal Sensacionalista, do Multi Show, abordando de forma bem humorada vários temas. Apesar disso, esse tipo de crime não faz parte apenas do imaginário popular ou de brincadeiras pela internet. Fingir-se de mendigo é um "emprego" que muitas pessoas usam para arrecadar dinheiro de pessoas com boa índole.



Super 8 - Trailer e breve comentário


As primeiras imagens mostram garotos em busca de sua primeira grande produção cinematográfica, valendo-se de uma câmera Super 8. Durante uma das cenas filmadas, eles testemunham um acidente violento entre um trem e um automóvel. A partir daí o suspense se instaura na trama, através de desaparecimentos e a suspeita de que o acidente pode não ter sido apenas uma obra do acaso.
O filme realmente tem potencial.
Watch the trailer.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Raphael Draccon também marcará presença na Bienal do Livro


RIO DE JANEIRO – BIENAL DO LIVRO

Autor da Trilogia "Dragões de Éter" e responsável pela indicação da série "Crônicas de Gelo e Fogo" - de George R. R. Martin -, Raphael Draccon estará presente no dia 10 de setembro, a partir das 17 horas no estande da Leya para um início de noite de autógrafos na Bienal do Livro e uma provável conversa com os fãs.
O endereço, relembrando, é Av. Salvador Allende, 6555 - Barra da Tijuca - RJ.




quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Eduardo Spohr estará na Bienal do Livro no Rio de Janeiro


Spohr na visão de Humberto Freitas
O autor e blogueiro Eduardo Spohr, responsável pelo sucesso indiscutível "A Batalha do Apocalipse", estará no Rio de Janeiro, palestrando em plena Bienal do Livro. O site do autor (http://filosofianerd.blogspot.com) indica que o bate-papo será no dia 11 de setembro, ao meio-dia, no pavilhão AZUL. Como citado pelo próprio Spohr, os autógrafos serão às 14 horas no auditório José Lins do Rego, no pavilhão VERDE. O endereço do Riocentro é Av. Salvador Allende, 6.555 - Barra da Tijuca.
Aos fãs e admiradores e também aos que ainda não o conhecem é uma oportunidade incrível de ouvir e aprender com ele. 
Quer ouvir um podcast de alta qualidade sobre seu primeiro livro? Acesse aqui
Relembrando que seu segundo livro "Os filhos do Éden" já está à venda.
P.S.: A imagem ao lado é do site cafecatura

Conto de George R. R. Martin, autor de "As crônicas de gelo e fogo"


Esta é a edição nº 4 da Isaac Asimov Magazine, edição brasileira de 1990, onde foram publicados o conto A FLOR DE VIDRO, de autoria de George R. R. Martin (As crônicas de gelo e fogo) e a reportagem de Orson Scott Card. Como quase já não existem exemplares a comprar, ainda que em sebos, baixem por:  Asimov Magazine#4
Boa leitura!
Franz Lima.

Conto - Entrevista com Orson Scott Card - IMPERDÍVEL



Esta entrevista foi publicada na Isaac Asimov Magazine #4 – edição brasileira de 1990. Como não pude usar o scanner, digitei tudo e revisei para evitar erros. Leiam e descubram o que esperam de nós (escritores) no exterior, principalmente nos países de língua inglesa. As opiniões são válidas até os dias atuais e servem como incentivo e inspiração a todos nós, independentemente da área de atuação na literatura. – Franz Lima.

MINHA EXPERIÊNCIA NO BRASIL – Orson Scott Card

Trechos de uma entrevista concedida a Roberto de Sousa Causo, editor do Anuário Brasileiro de Ficção Científica, por Orson Scott Card, autor do livro O Segredo do Abismo (The Abyss), publicado pela editora Record e inspirado no filme homônimo de James Cameron. Orson Scott Card é, no momento, um dos mais populares escritores de FC nos Estados Unidos.

Roberto de Sousa Causo (RSC) – Sr. Card, muitos brasileiros não sabem que o senhor viveu dois anos no Brasil, de 1972 a 1973, antes de vender sua primeira história, o que viria a ocorrer em 1976. Um outro missionário, natural de Oregon, me disse que se aprende mais em dois anos de missão do que em igual tempo passado em qualquer universidade do mundo. Sem dúvida o contato com pessoas de todas as origens, classes e opiniões parece ser o laboratório ideal para um escritor. Que influência tiveram essa passagem pelo Brasil e esse contato com o povo brasileiro na sua formação específica como escritor de FC?

Orson Scott Card (OSC) – Toda história de ficção científica se passa em um cenário diferente da realidade do momento. Entretanto, muitos autores de ficção científica nunca tiveram a oportunidade de ser “estranhos numa terra estranha”. O simples fato de viver em um país diferente daquele em que nasci me proporcionou uma dose dupla de educação: primeiro, porque me adaptei à língua, costumes e modo de pensar de outro povo até me sentir tão à vontade no Brasil como em minha terra natal; segundo, porque ao voltar aos Estados Unidos foi meu próprio país que me pareceu estranho.
Em outras palavras: viver em um país estrangeiro permite que um autor de ficção científica separe em sua mente os elementos que são características humanas dos que são apenas costumes locais. Os brasileiros fazem muitas coisas de forma diferente dos americanos, e alguns dos meus companheiros missionários jamais chegaram a compreender que isso não significava que os brasileiros estivessem errados, apenas que existem várias formas de fazer o que é certo. Muitos de nós nos apaixonamos pela maneira de viver dos brasileiros. Como os Estados Unidos, o Brasil tem problemas, e existem setores em que o povo brasileiro não é melhor que o povo norte-americano. Somos todos imperfeitos. Mas é exatamente por isso que precisamos de ficção… para mostrar nossas imperfeições e nos dar uma imagem clara do que podem ser a nobreza e a grandeza.
Isso é o que aprendi no Brasil em termos gerais. Especificamente, é claro, usei a língua e os costumes do Brasil em muitas das minhas obras, como uma maneira de forçar meus leitores norte-americanos a perceber que o futuro não será povoado exclusivamente por nativos do Kansas. Um dos defeitos mais gritantes da ficção científica que se faz hoje em dia é o número incrível de histórias que parecem sugerir que toda a raça humana será composta por norte-americanos daqui a cinqüenta anos. Que bobagem! O futuro não pertencerá a países decadentes como os Estados Unidos, que chegaram ao apogeu em 1920, ou mesmo o Japão, que está passando pelo auge no momento presente (1990). O futuro pertencerá, isso sim, a países em desenvolvimento, como o Brasil, o México, a Nigéria, a Polônia, a Hungria, e principalmente a China. De modo que é absurdo que os autores de ficção científica, que tem obrigação de imaginar todas as possibilidades para a raça humana no futuro, escrevam história após história nas quais todos os personagens do futuro agem, falam e pensam como norte-americanos.
Meus anos no Brasil me ajudaram a evitar essa tendência em minhas obras, embora eu me apresse a admitir que minhas histórias contêm uma certa dose de preconceito cultural. Afinal, sou norte-americano, e mesmo que possa evitar todos os preconceitos culturais que chegam à minha consciência, existem certamente mil outros preconceitos inconscientes, que aparecem no meu trabalho sem que eu me dê conta disso. É muito importante que os autores de ficção científica que não nasceram nos Estados Unidos situem muitas ou mesmo a maioria de suas histórias em um futuro criado por eles próprios, sem nenhuma influência da cultura norte-americana, exatamente porque, fazendo assim, estarão contribuindo para alargar os horizontes da ficção científica. Se vocês que escrevem ficção científica no Brasil quiserem dar um grande presente ao público norte-americano (que continua a ser o maior público deste planeta), permitam-nos experimentar a cultura de vocês nas histórias que escreverem, mesmo que se passem em tempos e lugares muito distantes da Terra do final do século XX.

RSC – No Brasil, hoje, ocorre uma discussão em torno da idéia de que os autores nacionais deveriam tentar se aproximar mais da realidade brasileira, descobrindo a ficção científica pelo modo de ver do brasileiro e vice-versa; ver a nossa realidade pela ótica da ficção científica. A corrente opositora argumenta que o caráter universalista da FC não permite esse tipo de proposta. Como o senhor se posicionaria? Através de sua experiência aqui, acredita que a cultura brasileira tem algo a acrescentar à ficção científica como gênero?

OSC – Já falei sobre o assunto em minha resposta anterior, mas gostaria de fazer mais algumas observações. A ficção científica é a maior revolução que ocorreu na literatura mundial desde a invenção do romance no século XVIII, mas até recentemente quase toda a ficção científica era escrita em inglês, e mais particularmente nos Estados Unidos. O resultado é que quando você lê ficção científica, a maior parte das vezes é ficção científica norte-americana e, se não tomar cuidado, acabará pensando que certos aspectos norte-americanos da FC são parte de qualquer obra desse gênero.
Na verdade, é exatamente o oposto. Para a ficção científica amadurecer, ela precisa se libertar de suas raízes nos Estados Unidos e Inglaterra. Isso é muito difícil para os autores norte-americanos e ingleses, mas deve ser fácil para vocês. De certo modo, vocês não podem deixar de se afastar de nós, porque, ao escreverem histórias de ficção científica, incluem necessariamente muitos aspectos da cultura brasileira, mesmo que não tenham consciência disso e que não situem deliberadamente a história em um ambiente brasileiro. Entretanto, acho importante que vocês localizem muitas, ou talvez a maioria, de suas histórias em um contexto brasileiro, por quatro motivos.
Primeiro, porque isso será bom para a ficção científica como um todo, ajudando-a a ampliar seus horizontes.
Segundo, porque é mais fácil escrever e ler histórias de ficção científica nas quais a sociedade do futuro difere apenas em alguns aspectos; por que aumentar a dificuldade do leitor brasileiro apresentando-lhe um cenário em que tudo é diferente da realidade a que está acostumado?
Terceiro, porque o uso de ambientes brasileiros, por estranho que possa parecer, facilitará a venda desses trabalhos nos Estados Unidos. No momento, o público norte-americano de FC está despertando para a idéia de que a ficção científica é uma literatura sem fronteiras. O fato de você ser um escritor estrangeiro ambientando as histórias em sua terra natal tornará essas histórias mais interessantes para o público norte-americano.
Quarto, porque é vital para qualquer comunidade literária adquirir uma personalidade própria. Se vocês tentarem escrever FC ignorando as raízes nacionais, acabarão provavelmente imitando a FC norte-americana. Por outro lado, se incluírem abertamente a cultura local, o brasileirismo resultante será uma revolução dentro da ficção científica, da mesma forma como a ficção científica praticada por vocês será uma revolução dentro da literatura brasileira! Quando a FC começou a existir nos Estados Unidos, nas décadas de 1930 e 1940, ela era orgulhosamente, quase arrogantemente, norte-americana. Isso foi parte do que nos deu forças para lutar. Vocês também têm muito a ganhar injetando um forte sentimento nacionalista na FC que fizerem.
Isso não quer dizer que a FC brasileira se dedique exclusivamente a louvar o Brasil. O trabalho de um contador de histórias é ajudar seu povo a crescer e a mudar. Em outras palavras, enquanto às vezes vocês usarão o cenário para mostrar que se orgulham de ser brasileiros, outras vezes o usarão para satirizar os erros que observam no país. Charles Dickens não apenas fez os ingleses se orgulharem de sua pátria, mas também os deixou envergonhados por suas falhas; Mark Twain e Harriet Beecher Stowe fizeram o mesmo com o povo dos Estados Unidos. Como, porém, vocês podem propor mudanças no Brasil se as histórias que escrevem não estão claramente contidas na cultura brasileira, se vocês não propõem questões tipicamente brasileiras?
O Brasil é um país que a qualquer momento terá um impacto cultural profundo no resto do mundo. A música brasileira está ficando cada vez mais popular nos Estados Unidos (pelo menos posso comprar vários CD brasileiros em qualquer cidade grande!); que isso seja acompanhado pela literatura de vocês… literatura de boa qualidade… que nos revele a cultura brasileira em toda a sua grandeza. Não estou exagerando quando afirmo que vocês têm a responsabilidade de ser os embaixadores do Brasil no resto do mundo, ao mesmo tempo que devem ser profetas dentro de sua pátria, apontando erros e clamando por mudanças.
Depois de dizer isso, naturalmente, devo também dizer que um autor deve escrever apenas sobre as coisas que gosta e em que acredita. Assim, se você escreve FC e não se interessa por histórias passadas no Brasil, não deve usar cenários brasileiros apenas porque um escritor norte-americano disse que devia fazê-lo. Escreva apenas sobre o que lhe agrada.
Mesmo assim, é inegável que os autores brasileiros de FC com maior probabilidade de sucesso, tanto no país como no exterior, são os que escrevem histórias que se passam no contexto da cultura brasileira… seja na Terra (no futuro próximo ou no passado), seja em algum outro planeta, para onde os colonos brasileiros levaram o gosto pelo samba, feijoada e cafezinho!

RSC – Para terminar, gostaria que dissesse para nossos leitores quais os dez nomes mais importantes da FC norte-americana de hoje.

OSC – Em minha opinião são: Bruce Sterling, Gene R. Wolfe, Lisa Goldstein, Charles de Lint, Karen Joy Fowler, John Kessel, Tim Powers, M.J. Engh, Lois McMaster Bujold e Lewis Shiner. Não há dúvida de que deixei de fora muita gente boa, como não há dúvida de que, se fosse escrever esta lista na semana que vem, ela seria diferente. Mas entre os jovens autores cujo trabalho está tendo o maior impacto no campo no momento atual, estes são os dez que eu escolheria.



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Homem pretende acumular uma cópia de cada livro publicado no mundo!


Brewster Kahle iniciou uma das mais fantásticas empreitadas que um colecionador poderia conceber: guardar uma cópia de cada livro já publicado no mundo. 
Leia mais sobre este protesto sobre o descaso com os livros impressos em www.livrosepessoas.com/2011/08/07/colecionador-pretende-ter-uma-copia-de-todos-os-livros-ja-publicados/


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Livros impressos e e-books não coexistirão


Jean Paul Jacob, 73 anos, do Centro IBM de Pesquisas de Almaden, na Califórnia, EEUU, prevê o futuro há quase 50 anos. Entre suas previsões está o surgimento dos notebooks, das câmeras digitais, o fim dos discos de vinil e conceitos como computação em nuvem. Ele também diz que não haverá como coexistir livros digitais com livros de papel.
Leia mais desta entrevista feita por Célio Yano, através do link http://info.abril.com.br/noticias/ti/livros-digitais-e-de-papel-nao-coexistirao-07082010-4.shl

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Revistas sobre Rock (1973-1982) - Online


Amigos, acessando o link www.rockscenester.com/, vocês  poderão curtir reportagens, fotos e fatos das grande bandas e astros de um dos gêneros musicais mais polêmicos.
A revistas estão na íntegra (em inglês) e contam com visualização página a página, como se fossem realmente impressas. Até as propagandas da época foram mantidas. 
O conteúdo é interessante para os fãs e admiradores de rock e para os que querem conhecer um pouco mais da história por trás das lendas. 


domingo, 21 de agosto de 2011

Conto - "Rumo"


As luzes ofuscam minha visão, enquanto dirijo até meu lar. Sinto as pálpebras pesando, mas estou feliz. Feliz por ter acabado tudo, feliz por não ter começado com isso.
Sinto os olhos lacrimejarem, efeito do sono por não ter dormido há dois dias. Mas quem precisa dormir?

Sacudo a cabeça para espantar o torpor da sonolência. As placas à minha frente estão embaçadas. Com o antebraço, esfrego os olhos e continuo a dirigir.
Logo, muito logo, estarei em meu destino…
Mais dois minutos dirigindo e estou em uma grande avenida. Mesmo a esta hora (quase três da manhã), o fluxo de carros é grande. Afinal, esta é a “grande” São Paulo, não?
Acelero, motivado pelo desejo de chegar rápido. O velocímetro indica algo em torno de 120 quilômetros por hora. Boa velocidade, penso.
Uma pequena coisa me chama a atenção. Hoje, quase todos os carros estão com películas escuras nos vidros. Muitos dizem que é por proteção, porém a realidade é que elas servem mais para isolar nossa intimidade de outros ao redor. Hoje, vivemos como em uma ilha. Vivemos isolados no carro, no trabalho, no shopping, em casa e em centenas de outros lugares e situações. Isolacionismo é a palavra de ordem. Isolar e sobreviver são as metas atuais.
Sinto um certo desprezo por isto e uma melancolia forte se abate sobre mim. Quantas pessoas morrem em função de tanto isolamento? Quantas pessoas continuam estranhas entre si por causa desta política, deste modo de vida tão mesquinho? Acho que não gosto de compartilhar destas opiniões, mesmo sabendo ter tais atitudes, vez por outra.
Interrompo meus pensamentos por um clarão vindo do farol de um caminhão. Minha visão, já nublada, quase se torna nula. Mais uma lágrima escorre pelo meu rosto.
E logo, muito logo, estarei em meu destino…
Olho para o banco de trás e vejo as pessoas mais importantes da minha vida. Lá estão minha mulher, meu filho e minha filha. Todos lindos. Todos silenciosos.
Claro, o que poderia esperar além do silêncio deles? Hoje não foi um bom dia. Hoje não conversamos direito. Hoje, definitivamente, vivi um dia ruim, muito ruim.
Briguei com Cláudia, minha mulher. Desprezei Jonas, meu filho, que só queria brincar, nada mais. E, por fim, magoei Clarice, minha pequena e linda bonequinha, apenas por estar ocupado demais para lhe dar atenção. No fim, todos queriam apenas atenção e, agora, eu vou lhes dar toda a atenção merecida.
Percebo, pelo retrovisor, que Cláudia está acordando. Também, com tantos solavancos, é impossível permanecer dormindo (cinco comprimidos de Diazepam 20 mg dissolvidos e espalhados na comida, deram conta do recado, certamente até agora). Não quero que ela veja. Não quero que ela se magoe mais.
Fico calmo quando percebo-a retomando o sono. – Graças a Deus, penso em voz alta.
E é aí que avisto meu destino… é aí que avisto nosso destino.
Acelero, saindo da avenida, e subo um grande viaduto. Olho novamente para o velocímetro e estou a mais de 140 quilômetros por hora. – Devem ser suficientes, concluo.
Abruptamente, guino o carro em direção a murada. O choque é muito violento e vejo meu filho passar entre os bancos do motorista e do carona, chocando o rosto contra o pára-brisa. Meu pescoço estala e sinto um torpor agonizante. O frio toma conta do meu corpo, enquanto o corpo de Jonas cai em meu colo, tomado pelo sangue e, paralelamente, o carro começa sua queda no abismo.
As coisas acontecem com muita rapidez. Percebo, instantaneamente, que o garoto está morto. No banco de trás, não consigo ver muita coisa, tamanha a confusão com os corpos de Cláudia e Clarice. Meus óculos sumiram e o mundo fica, brevemente, de cabeça para baixo, enquanto o carro gira no ar. Vejo o concreto da rua se aproximando… ouço gritos… sinto o gosto do sangue em meus lábios.
Enfim, divago, chegamos ao nosso destino. Rápido e definitivo. Definitivo.


Motoqueiro Fantasma - Spirit of Vengeance - Trailer


O primeiro filme do Motoqueiro Fantasma não foi o que os fãs esperavam. Nem mesmo a escalação de Nicolas Cage para o papel de Johnny Blaze foi capaz de minimizar o fiasco de público e crítica. 
Contudo, os diretores prometem um novo filme em que o Ghost Rider e sua maldição serão levados a sério. Esta produção está sendo apontada como um "Begin" para o Motoqueiro, onde a violência e a ação não irão decepcionar os fãs dos quadrinhos. 
Curta o trailer (via www.omelete.com.br) e preste atenção e se divirta com a última cena do trailer. 


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Resenha Livro - Máfia: padrinhos, pizzarias e falsos padres




Um assunto que já esteve mais em evidência, a Máfia italiana volta a ser abordada com seriedade neste livro.
Com uma escrita de fácil leitura (onde a narrativa assume um perfil de romance mesclado à reportagem), a autora traça um perfil da influência atual das máfias italianas (Camorra, ´Ndrangheta, Sacra Corona Unitá e a Cosa Nostra) não só em boa parte da própria Itália, como também na Alemanha. Ao contrário do país “governado” pelo Primeiro-Ministro Silvio Berlusconi e seu partido Forza Italia (apontado inicialmente como “colaborador” dos mafiosos e, ao final, como um deles) onde as leis são rigorosas contra criminosos envolvidos nestes clãs, a Alemanha mostra-se o palco ideal para a lavagem de dinheiro proveniente de cassinos, prostituição, tráfico de drogas, falsificação de roupas, assassinatos e outros crimes tão ou mais bárbaros. Evidencia-se que isso ocorre não em prol de uma possível aceitação da Máfia na Alemanha, muito ao contrário, mas por existir uma morosidade no sistema penal, onde, ainda que condenado, o indivíduo pode recorrer em diversas instâncias, em liberdade, o que leva o processo a arrastar-se por anos. Além disso, há certa descrença no poder político e financeiro das Máfias em solo alemão, motivando mais o avanço das “famílias”.
O livro descreve as perseguições pela qual a autora passou e ainda passa, o assassinato do juiz Giovanni Falcone, um dos maiores opositores ao crime organizado – passagem que choca pelo planejamento e o destemor dos assassinos -, a colaboração dos políticos, intimidação, colaboração da Igreja Católica (a maioria esmagadora dos mafiosos é católica), encontros com alguns boss e até a censura imposta ao livro (tarjas pretas em alguns trechos) por influência mafiosa, inclusive na edição brasileira.
Destacam-se, ainda, os depoimentos de familiares de mafiosos, ex-mafiosos (desertores) e até padres que apóiam os chefes, mostrando um intricado código de honra e a famosa lei do silêncio, a Ommertá, além de evidenciar os inúmeros colaboradores e sua influência em tribunais, na política, comércio e religião e, principalmente, as conseqüências de se opor a eles. Especial atenção é dada ao papel das mulheres nas “famílias”, onde além de mães e esposas, elas também são as responsáveis por transmitir os valores do clã e, em última instância, podem até influenciar na ordem de um assassinato.
Esqueça os estereótipos da Máfia. Aqui a verdade é vista sem maquiagens. O alerta dado é muito claro: o crime organizado italiano se expande e assume faces aparentemente legais, sem que isso implique em menos violência e mortes. O pior é saber que, tal qual na Alemanha, temos um sistema político corrupto, polícias mal remuneradas e leis vagarosas, tornando-nos um território mais do que propício para a proliferação dos negócios escusos.
Petra Reski, assim como Roberto Saviano, está sob ameaça de morte. Isto, contudo, não a impede de exercer ao máximo seu papel como repórter e, com coragem, apontar uma realidade cruel onde o poder e o dinheiro ditam as regras.
Por fim, devo dizer que este livro é indispensável para compreender um pouco mais dessa realidade vergonhosa e prevenir o leitor e as autoridades deste câncer que se espalha pelo mundo.
A autora nascida em 1958, na Alemanha, é jornalista e escritora. Recebeu em 2009 o prêmio Civitas por agregar valores ao jornalismo alemão.

Franz Lima
TÍTULO: MÁFIA: PADRINHOS, PIZZARIAS E FALSOS PADRES
ISBN: 8563876015
IDIOMA: Português. 240 páginas.
ANO EDIÇÃO: 2010
AUTORA:  PETRA RESKI
PREÇO: R$ 39,90

NOTÍCIA - Sequência de Blade Runner já toma forma


Ridley Scott ('Prometheus') está escalado para para dirigir e produzir a sequência do cult "Blade Runner", mantendo o conteúdo do filme original. Há notícia sobre uma possível volta de Harrison Ford, talvez como Deckard.
Com base na obra "Do Androids Dream of Electric Sheep?" - de Philip K. Dick - . o filme mostra um futuro caótico em que as piores atribuições são transferidas aos Replicantes, seres similares a andróides com agilidade e força superiores às dos seres humanos. O trauma começa quando eles não aceitam seu curto período de duração, rebelando-se contra seus criadores e assumindo o papel de párias.
O diretor da Trilogia "Batman", Chris Nolan, foi cogitado para produzir o filme e suas sequências.

Resta aguardar...

CONTO - Ao teu leve toque, despeço-me


Autor: Franz Lima
Sinto-a aproximar-se de mim com a brisa. Teu perfume vem sutilmente com o ar.
Nervoso, procuro-a com olhos assustados. Não a vejo. Quanto tempo se passou, desde a última vez em que nos vimos? Ainda guardo boas lembranças do nosso último encontro. Você estava bela e feliz em seu vestido negro. Uma verdadeira dama das sombras.
Sei que queria levar-me junto a ti, mas fomos bruscamente impedidos. Será que realmente eles fizeram o que era certo?
Passei décadas sem a tua presença, temeroso em tê-la perdido para sempre. Acho que tal tortura seria por demais insuportável. Como poderia viver sem teus beijos e abraços. O que seria do ar que respiro, sem o teu perfume?
Hoje, diferente de anos atrás, não estou apreensivo com sua aproximação. Acho que jamais a desejei tanto.
Por isso, lentamente você chega. Sei que me quer, pois demonstra isso ao beijar-me com teus lábios frios. Por que mereço este tratamento especial de tua parte?
O ar torna-se rarefeito, sem que faça falta. Sinto-me mais leve e feliz.
Ao meu redor, pessoas queridas expressam um horror incontido. Alguém desmaia e outros correm em minha direção, sem motivo aparente.
Então, tuas mãos tocam meu ombro. Olho-a e vejo teu sorriso direcionado a mim. Nunca deveria tê-la deixado ir sem mim.
Percebo-a caminhar lentamente e, com carinho, tuas mãos me guiam. Alguns choram diante disto, mas sei que serei mais feliz ao teu lado. Deixo, agora, os que me amam para acompanhar quem eu realmente amo. E, ao teu leve toque, despeço-me.

Saudações...


Olá, amigos.
Sou um grande fã de livros, principalmente quando o assunto é medo. Mas o melhor medo não é o aparente. A maior qualidade de um bom susto é a surpresa, o suspense. Quando algo inesperado nos atinge, todo o corpo reage de forma abrupta, colocando os sentidos e todos os órgãos em alerta. O coração dispara, suamos, trememos, os pelos eriçam e a garganta seca. É o organismo mostrando em todas as formas que o perigo está próximo... muito próximo.
Escreverei constantemente aqui. Algumas coisas serão voltadas para o medo, principalmente quando o lado psicológico estiver envolvido. Outras nem tanto.
Postarei resenhas de livros, filmes, quadrinhos, além de comentar notícias e fatos interessantes.
Espero que possamos passar bons momentos juntos.
Cordialmente,
Franz Lima.

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