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sábado, 30 de junho de 2012

Reportagem na íntegra - Forças Armadas do Brasil: treinados, armados e mal pagos. Via Veja




Não era minha intenção publicar esta matéria na íntegra, mas é preciso alertar para a bomba - no sentido figurado, porém com o impacto literal - que o governo está criando ao minar os militares das Forças Armadas com salários defasados, equipamentos sucateados e nenhum incentivo à permanência dos mesmos nas fileiras. Muitos não admitem, porém é muito óbvio que há um revanchismo grande do governo para com os militares.

Franz Lima

Fonte: Revista Veja. Reportagem de Carolina Freitas e Gabriel Castro

Os mais de 339 000 homens da Marinha, do Exército e da Aeronáutica viram seus salários serem achatados ao longo dos anos, o que criou distorções absurdas. Um comandante de porta-aviões, por exemplo, ganha menos que um gráfico do Senado Federal

Neste domingo, familiares de militares marcharam pela orla da Praia de Copacabana no Rio de Janeiro em um protesto por aumento salarial. A manifestação, batizada de “panelaço”, aproveitou a presença de autoridades do governo e representantes internacionais no Forte de Copacabana para a Conferência Rio+20 para dar visibilidade à causa. Dados levantados pelo site de VEJA mostram a discrepância salarial entre os militares – que somam um efetivo de 339 364 homens - e os demais servidores públicos federais. Um operador de máquina do Senado Federal, responsável por colocar em funcionamento as máquinas do serviço gráfico da Casa, por exemplo, recebe salário de 14 421,75 reais. A vaga, preenchida por concurso, exige apenas Ensino Fundamental completo. Enquanto isso, um capitão-de-mar-e-guerra, o quarto posto mais alto dentro da hierarquia da Marinha e responsável, por exemplo, por comandar um porta-aviões, recebe remuneração de 13 109,45 reais. Veja outras comparações salariais e quanto ganha quem comanda as tropas ao final desta reportagem.


Os militares da ativa são proibidos de se manifestar. Por isso, escalaram suas mulheres para ir às ruas. Ivone Luzardo preside a União Nacional das Esposas de Militares (Unemfa) e é uma das articuladoras do protesto deste domingo. Ela causou alvoroço em março ao subir a rampa do Palácio do Planalto, em Brasília, de uso restrito da presidente. Tudo para chamar a atenção para as reivindicações salariais da categoria. Em maio, conseguiu entregar nas mãos da presidente um ofício com um pedido de audiência. Não obteve resposta. “O governo precisa separar a história da realidade”, afirma Ivone. “Os militares assumiram o poder nos anos 1960 porque ninguém queria um país comunista. Os que hoje estão no governo eram contra os militares na época. Criou-se um revanchismo.”
Outro líder do movimento é o militar reformado Marcelo Machado. Ele presidente a Associação Nacional dos Militares do Brasil, fundada há um ano e com sede no Rio de Janeiro e em Brasília. “A insatisfação é geral. Enquanto os comandantes das Forças Armadas têm salário de ministro, nós ficamos a pão e água”, diz Machado. “Os colegas não podem se manifestar, mas, por ser reformado, tenho sorte de ninguém poder me punir.” O movimento vem ganhando força a ponto de as duas associações terem marcado para 30 de agosto o 1º Congresso Nacional da Família Militar. 
Sob a condição de anonimato, pelo temor de represálias, militares da ativa e da reserva aceitaram conversar com a reportagem do site de VEJA. Eles narram uma rotina de dificuldades financeiras, endividamento e condições precárias para as famílias de militares que são transferidos de cidade. “Há militares com 25 anos de serviço em capitais que residem em quarteis, em alojamentos paupérrimos, com a família a 200 quilômetros de distância, onde podem pagar pelo aluguel”, relata um subtenente com 27 anos de Exército.
Um capitão do Exército da reserva aceitou mostrar seu contracheque (veja detalhes na ilustração ao lado). Ele tem 60% de seu soldo, de 5 340 reais, comprometido com empréstimos e financiamento imobiliário. Ao soldo somam-se gratificações pelo tempo de serviço e por especialização na profissão que dobram o valor da remuneração. Mesmo assim, ele chega ao final do mês com salário líquido de pouco mais de 3 000 reais depois de 37 anos de dedicação às Forças Armadas. “A vida militar é um sacerdócio, não um emprego. Tenho sangue verde-oliva”, diz o orgulhoso senhor de 57 anos. “Porém, acho injusto um capitão contar o dinheiro para poder trocar de carro enquanto um funcionário de nível médio do Senado anda de automóvel importado.”
Entre as reivindicações das associações de familiares está o pagamento imediato de um porcentual de 28,86%, concedido por lei aos servidores públicos em 1993, durante o governo Itamar Franco, mas nunca entregue aos militares. Em 2003, o Supremo Tribunal Federal editou uma súmula garantindo o pagamento às tropas. Em 2009, a Advocacia-Geral da União reconheceu a decisão. De acordo com o Ministério da Defesa, no entanto, o estudo para pagamento do reajuste está sob análise do Ministério do Planejamento. “A implementação de novos valores dependerá de análise do governo federal, observada a conjuntura econômico-financeira do país”, informou a Defesa. O ministério informou ainda que tem dialogado com o Planejamento “visando a melhoria da remuneração dos militares das Forças Armadas”. Não há, no entanto, previsão de quando pode haver uma resolução sobre o assunto.
Em 2011, a folha de pagamento das três Forças somou 46,56 bilhões de reais, sendo 17,54 bilhões de reais destinado ao pessoal ativo e 29,02 bilhões de reais para inativos e pensionistas.
Fuga da carreira militar - A pouca atratividade financeira da carreira tem feito minguar os quadros das Forças Armadas. Levantamento feito com base em dados do Diário Oficial da União mostra que, de janeiro de 2006 até maio de 2012, 1 215 militares deixaram a carreira. O Exército foi a força que mais perdeu pessoal, 551 homens, seguido pela Marinha, 405, e Aeronáutica, 229. Os detalhes estão no gráfico abaixo. O estudo foi organizado pela assessoria do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), porta-voz das tropas no Congresso. “Tem muitos oficiais saindo para ganhar mais em outras áreas. E o gasto que o governo tem para formar um militar é altíssimo”, afirma Bolsonaro. “O governo usa o pretexto da indisciplina para nos subjugar.”

As associações de familiares procuraram um por um os parlamentares para pedir a eles apoio para pressionar o governo Dilma Rousseff a conceder aumento. Os apelos tiveram pouca reverberação no Congresso. Além de Bolsonaro, apenas o senador Roberto Requião (PMDB-PR) deu sinais de apoio à causa. Em audiência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Casa com o ministro da Defesa, Celso Amorim, Requião falou sobre a necessidade de valorizar a carreira militar e sugeriu o agendamento de um encontro na comissão, com a presença do ministro, para tratar do assunto. Até agora, nada está marcado, no entanto.

Promessas - Apesar de todos os entraves agora colocados pelo governo, um plano de reajustes para a categoria estava previsto na Estratégia de Defesa Nacional, lançada em 2008, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, e, ainda, em uma carta da então candidata à Presidência Dilma Rousseff, de 2010. Diz o documento assinado por Dilma e entregue à época aos representantes das Forças Armadas: “Os índices de reajuste salarial conquistados nos últimos dois mandatos presidenciais são uma garantia de que continuaremos efetuando as merecidas reposições.” As tropas, unidas, continuam à espera. 


Responsabilidades demais, remuneração de menos

A defasagem dos rendimentos dos militares fica mais evidente quando os salários são comparados aos de funcionários do Congresso Nacional, que estão entre os mais bem pagos do serviço público. Veja quatro exemplos dessa distorção

Faixa salarial: até 5 000 reais

NAS FORÇAS ARMADAS
Cargo: Primeiro-sargento
Salário: 4 844 reais
Atribuições: Na Aeronáutica, uma das funções é coordenar o controle do tráfego aéreo em aeroportos
NO CONGRESSO NACIONAL
Não existem servidores efetivos nessa faixa salarial. Faxineiros e ascensoristas, terceirizados, são os únicos a receber valores abaixo de 5 000 reais.

Faixa salarial: até 10 000 reais

NAS FORÇAS ARMADAS
Cargo: Capitão
Salário: 8 154 reais
Atribuições: No caso da Aeronáutica, pilotar caças como o Mirage 2000, que custa 20 milhões de reais
NO CONGRESSO NACIONAL
Cargo: Nessa faixa salarial, também não existem servidores concursados no Congresso. Esse valor equivale aos rendimentos de um assessor comissionado de sexta categoria, nomeado no gabinete de um deputado federal.  Para ocupar o posto, basta ser escolhido pelo parlamentar
Salário: 8 673 reais
Atribuições: Executar tarefas simples de apoio ao deputado

Faixa salarial: até 15 000 reais

NAS FORÇAS ARMADAS
Cargo: Capitão-de-mar-e-guerra (Marinha)
Salário: 13 109 reais
Atribuições: No caso da Marinha, é este o posto dos responsáveis por comandar um porta-aviões
NO CONGRESSO NACIONAL
Cargo: Operador de máquina
Salário: Até 14 421 reais
Atribuições: Colocar em funcionamento as máquinas do serviço gráfico do Senado. Exige apenas o Ensino Fundamental

Faixa salarial: mais de 15 000 reais

NAS FORÇAS ARMADAS
Cargo: General-de-brigada (Exército)
Salário: 16 646 reais
Atribuições: Comandar um grupo de até 5 000 homens em combate
NO CONGRESSO NACIONAL
Cargo: Técnico Legislativo
Atribuições: Digitar documentos, auxiliar na realização de tarefas rotineiras. Exige apenas Nível Médio
Salário: Até 16 563 reais

Franz says:  a situação está tão vergonhosa que os agiotas oficializados - as financeiras - estão veiculando pela internet, tv e rádio que emprestam (através de desconto em folha) para os militares da ativa e da reserva. Não há vergonha em ter dívida, o vergonhoso é trabalhar, expor sua vida ao perigo, prestar assistência em áreas de risco e regiões ribeirinhas, proteger vidas, inspecionar fronteiras, travar combate com traficantes e, ainda assim, ser tratado como um pedinte. O aumento salarial não é um aumento real, uma vez que estamos há anos sem qualquer reposição, ao passo que o salário mínimo, a inflação e o endividamento ampliam. O poder aquisitivo diminui, o estímulo também e ainda privam a classe de fazer greve. Quais os interesses em sucatear um grupo que, de acordo com a Constituição, tem por obrigação defender o país em tempos de guerra? Por que não há maiores questionamentos sobre a perda do poder bélico no país, além do êxodo de militares capacitados que migram em busca de uma remuneração mais justa?

Até onde irá esta situação não há como prever. Contudo, é fácil observar que a pressão aumenta e, acuado, até um rato reage. O silêncio já não existe como nos períodos em que o rigor era maior. Hoje, muitos se unem para divulgar e protestar, buscando união para ter maior força, uma voz mais forte. O que resta para pais e mães que já não conseguem ao menos quitar suas necessidades mais básicas? 

Alguém poderia informar o prejuízo ao país caso as fronteiras ficassem sem vigilância, os portos abandonados à própria sorte, a segurança legada à corrupção que impera em muitos Estados? Ainda há um desconforto em relação aos militares por conta do período ditatorial, mas é injusto que paguemos por algo que ocorreu quando ainda sequer éramos nascidos. 

Uma outra observação interessante está no anonimato forçado a que somos obrigados a permanecer. Os militares que declararam seus pagamentos, exibiram a realidade, o fizeram sob o sigilo, temerosos de represálias.  É errado lutar por melhores condições de remuneração e trabalho?

Quando esta bomba irá explodir é uma incógnita... mas ela irá explodir, isto é uma questão de tempo.

 

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22 comentários:

  1. fiz cpor em 1982, infantaria, fico revoltado por saber o que fizeram com os militares federais e as policiais dos estados da federaçao. hj sou policial civil e minha situaçao é igual a dos irmõas da caserna.´Só existe toureiro na espanha, pq o touro não sabe a força q tem! nós guerreiros não somos touros, isso vai mudar!

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    1. Espero que não cheguemos ao ponto de precisar usar a força, mas que há um descaso sem igual conosco, isso há.

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  2. Espero que os donos do brasil sejam mais..... porque na hora da.sua ..nao terei compaixao..

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    1. É justamente para evitar um mal maior que a intervenção militar se faz necessária. O descontentamento é tão gritante quanto o descaso pela situação de homens e mulheres que arriscam diariamente a vida em prol da pátria.
      Muitos podem pensar que não temos coragem de ir à luta...
      Espero que se lembrem de que fomos treinados para isso. Não são ameaças, apenas palavras de quem é posto à margem, desprezado por um regime corrupto e vil.

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  3. Um dia fui seus professores e de repente posso ser o professor atual! Precisam comentários para valorizações?

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    1. Perdoe-me, 'Anônimo', mas não compreendi o que disse com clareza em seu comentário.
      Caso queira ajudar na divulgação deste post e do Blog, seja bem-vindo.
      Att
      Franz.

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    2. Tambem nao entendi!!!! EU divulguei!

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  4. Consignado, Financiamento imobiliário, Pensão e Poupança Seguro (que é um INVESTIMENTO) são "descontos" de CARA DE PAU! Se não houvesse esses descontos, o salário líquido ficaria por volta de 7.500 reais. Ótimo para um EXÉRCITO DE PAZ.
    E é muita malícia comparar essa profissão com outras. Qual atividade que um Capitão regular faz que exija ensino superior???É um trabalho tão burocrático quanto um assistente administrativo...
    E o que dizer desses adicionais que raras carreiras possuem, na atualidade. E o dinheiro da transferência, que raríssimas carreiras ganham? Fazem o que com ele? E o dinheiro que recebem ao pedirem reserva?
    A PF, PM e PC trabalham na fronteira ( em todos os municípios do Brasil) e não recebem adicional de Localidade. Os trabalhadores dessas prefeituras também não, entre TODOS os outros.Em situações de Guerra até aceito um aumento de salário, mas enquanto houver paz, é superfaturar um serviço, infelizmente pra vcs, de pouca aplicabilidade. Favor postar, Sr. Franz Lima.

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    1. CONCORDO AMIGO QUERIA GANHAR MAIS SOU SUBTEN EB INFA TURMA 87...MAS MINHA MULHE R EH PROFESSORA DA REDE ESTADUAL E ESTAMOS MT BEM PRO TRABALHO QUE FASEMOS...PODIA SER MELHOR, MAS TEM QUE PARAR DE RECLAMAR TANTO

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    2. Relembro que um militar não ganha pelo que faz, mas pelo que pode fazer. O que dirá em caso de convocação para a guerra ou intervenção em um país qualquer? "Amor, vou me arriscar a morrer, mas a remuneração que recebo é justa. Não se preocupe...". Será que nossos familiares estão prontos a nos perder por um país que não nos valoriza?

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    3. E o que me diz dos Senadores de Paz? E os soldados da PM que defendem Brasília com salários altíssimos? E os jogadores de futebol em tempos de Paz?
      Não estamos pleiteando salários exorbitantes, mas uma remuneração condizente com o risco a que estamos sujeitos pela simples condição de militares. Como pode um soldado da PM do DF receber mais que um Suboficial da Marinha? Isso é humilhante para um trabalhador que levou mais de 20 anos para atingir o patamar máximo de sua carreira como Praça, para citar.
      Quanto aos adicionais e a remuneração ao fim da carreira, isto é irrisório. Um militar leva trinta anos para se reformar, geralmente concorrendo toda vida a uma escala de Dois por Um quase toda a vida e, ao final, recebe pouco mais de 30 mil como abono pelo tempo prestado.
      Sr. Anônimo, agradeço pelo comentário, porém ressalto que a situação não se limita aos "benefícios" que a população civil acha que temos. Fomos sucateados desde o governo FHC e a situação não melhorou até hoje. Mas tenha certeza que quando e se houver um problema nacional que poderia ser contido pela PM, PRF ou PF, colocarão as FFAA, pois não podemos ponderar, fazer greve ou recuar diante da ordem emanada.

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    4. o anonimo la de cima é um idiota

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  5. é de uma forma absurda qu ganhamos um salário tão baixo como o de agora somos aos olhos do povo tão admiráveis, mas eles mal sabem o quanto de maquiagem utilizamos, não porque queremos mas porque somos vistos assim, principalmente através da mídia, sou militar mas não tenho orgulho das forças armadas, a forma na qual eu pertenço me decepcionou pois pensei que iria ser muito diferente, e hoje me considero um faxineiro da mesma, não ser atirar, me defender, mas sei muito bem manusear um rodo, uma vassoura e um trapo, e ainda dando dois por um com expediente e ganhando ainda como aluno desde dezembro.

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    1. Isso é fruto de uma política retrógrada de gerenciamento. Mas também é fruto de uma extrema falta de aproveitamento dos militares em tempos de paz. Como não há guerras, os militares menos graduados ficam sujeitos aos trabalhos burocráticos menores e ao serviço braçal. Contudo, devemos lembrar que muitos estão em áreas de fronteira, colaborando com a segurança nacional e a preservação de nosso patrimônio.
      Compreendo sua insatifação e sei que ela seria bem menor caso houvesse uma remuneração justa.

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  6. Franz...argumentos típicos da Força...Um soldado da PMDF TEM que arriscar a vida muito mais do que um subtenente da Marinha!MUITO MAIS!Essa escala de 2 por 1 é aquartelada, se defendendo 99% das vezes dos problemas criados por eles mesmos!!!
    Um policial, HOJE, se arrisca muito mais! E nos outros estados? Que não ganham tanto quanto DF? E eles também trabalham 12 x 36 toda a vida.E é levando tiro de vagabundo, a família sofrendo represálias, manuseando drogas apreendidas e todo tipo de desgraça, não se preocupando onde está a chave do rancho...
    Quando estivermos em Guerra, deveremos receber pelo que podemos fazer...até lá...recebam de acordo com as funções...ESSENCIALMENTE burocráticas!Quanto a senadores de paz e jogadores de futebol de paz...sinceramente, me recuso a acreditar que vc falou sério...

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  7. E vc tem que concordar comigo que esse extrato de contracheque é uma piada de tão tendencioso.

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    1. O financiamento imobiliário no Contracheque realmente não é muito condizente com a realidade, principalmente se levarmos em consideração que um Oficial General, geralmente, já possui imóvel próprio. No mais, tudo condiz exatamente com a realidade.
      Amigo, o que um Senador faz de positivo para o país? Ele vai até a fronteira para averiguar se algum eleitor precisa de remédios, atendimento médico ou comida? Jamais.
      O jogador de futebol é um mal necessário para a manutenção da política do Pão e Circo. Dúvidas? Creio que não. Mas o que quero ressaltar é a absurda posição de cidadãos como você que, infelizmente, ainda veem os militares como um câncer na sociedade. Acaso já esteve em uma área de rio ou lago e reparou que há uma fiscalização feita por nós? Isso também é se expor ao perigo, pois nem todo piloto de jet ski é um cidadão exemplar.
      Claro que compreendo alguns pontos de sua exposição, porém é válido relembrar que temos direitos e estes são desrespeitados pelo governo que, honestamente, se vale de uma Constituição que mina o poder de cobrança dos militares. Nâo sou melhor que você, ANÔNIMO, porém tenho a coragem de expor minha opinião. Aliás, um policial em regime de 12 x 36 ou 24 x 72 cumpre tal expediente com as horas de descanso em casa, afastado da rotina extenuante do trabalho. Nós? Alguns cumprem a rotina de 24 x 48 cumprindo expediente, o que pode totalizar até 32 horas de serviço ininterrupto. Sim, um soldado da PM do Rio de Janeiro ganha bem mais que um Cabo da Marinha com quase 10 anos de serviço. Um ascensorista do Senado recebe bem mais que um Primeiro-Tenente. Pior, no Senado e na Câmara, muitos dos servidores não são concursados. Ah! E o que dizer dos suplentes de políticos? Enfim...
      Cara, não vou estender o debate. Sua posição é claramente contra o militarismo, talvez em função de um ódio de algo pelo qual sequer passou.
      Espero que o tempo comprove qual de nós está correto...
      Abração.
      Franz.

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  8. Não me venha falar de serviço. Fui Oficial da PMESP por 10 anos, hoje sou Procurador da Fazenda. Trabalhei em Ubatuba 3 anos e fiscalizei dezenas de embarcações!Respondi por dois homícidios que resultaram de Resistência a prisão. Estive envolvido em 14 trocas de tiro. Minha família teve de mudar de cidade por conta de ameaças. Raríssimas vezes fui descansar em casa após 12 horas de PATRULHAMENTO. Não dormimos em serviço, quando sobra tempo. Temos trabalho administrativo além do operacional. Não me venha dizer que o serviço de escala nas FFAA, em quase sua totalidade, envolve risco, porque não há! Abusus non tollit usum. O abuso não tolhe o uso. Não é porque a maioria dos Senadores não cumprem o seu papel, que os mesmos deverão ser abolidos. Não é porque há acidentes de carro, que todos veículos devem ser queimados. Non tollit usum. Não é porque a maioria dos militares das FFAA não tem utilidade prática em PAZ, que devemos extinguir uma Força que, por hora, non usum est. Não entendo por que sempre querer comparar- se a outras profissões. Reclamam sim, de boca cheia. E tem outra, não só o financiamento imobiliário pegou mal. PENSÃO não é desconto digno de nota. Empréstimo, muito menos. Qual a incompatibilidade do SD da PMERJ ganhar mais que um Subtenente da Marinha? Quem se arrisca mais? E de onde vc tirou esse dado?Ao que me consta, sua fonte deve ter supervalorizado o salário do policial, ou ter considerados uns três financiamentos imobiliários...francamente...

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    1. deve ser um bunda que fica no computador 24 hrs por dia, sabe de porra nenhuma!!! poe teu nome aí, ANÔNIMO!!! Sou Fuzileiro Naval, da ativa! Babaca fui na porra toda, quando a PMERJ ficou na onça, nos chamaram para escoltar o CAVEIRÃO!!! fala o que não sabe!!! RIDICULÃO

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    2. Tá entendendo o que eu estou falando Franz?Olha o nível do comentário semi-analfabeto...e depois querem aumento...

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    3. Ok. Então os analfabetos e semi-analfabetos devem receber mal, apenas pela condição humilde em que se encontram?

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  9. E é claro, fuzileiro, você não deve passar 24 horas num computador, com toda essa empregabilidade que você tem.

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