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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Promoção: A menina que roubava livros.


Amigos, "A menina que roubava livros" é um dos livros mais fantásticos que já li. A história é emocionante, tensa, divertida e incrivelmente bem elaborada. Markus Zusak mostra todo o seu talento neste livro que, indubitavelmente, marcou sua ascensão ao panteão dos grandes escritores estrangeiros em território brazuca. 
Assim, nada mais justo do que disponibilizar um exemplar desta obra para um dos leitores do "Apogeu do Abismo". Para ganhar este presentão, siga as instruções abaixo:
a) Comente neste post dizendo o que o levaria a roubar um livro e, ainda, qual livro seria.
b) Siga o blog. Para isto, basta clicar em "participar deste site". Só concorrerão os que efetivamente estiverem seguindo o blog.
Não haverá sorteio. A melhor resposta - avaliada por mim e meus colaboradores no site - será premiada com mais este livro oferecido pelo Apogeu do Abismo.
Divulgue e ajude o blog a crescer. Lembre-se: diariamente vocês podem ter acesso a notícias sobre cinema, literatura, quadrinhos e as mais fantásticas resenhas. Siga-nos pelo twitter @franzescritor, @cyberlivingdead e @priscilla_rubia. Obrigado a todos pelo nosso sucesso.
A escolha do vencedor, por falar nisso, será dia 1º de março. Boa sorte e contamos com a participação de vocês...

Ah! Uma sinopse sobre o livro:
Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. 


Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.
Via: Livraria Cultura. 

A cripta de Poe - Teatro gratuito no Rio de Janeiro


Espetáculo multimídia, inspirado livremente no universo do poeta e escritor Edgar Allan Poe. Tomando como sugestiva locação o Castelinho do Flamengo e suas escadarias, salões e recantos, o grupo monta uma dramaturgia inspirada não somente nos contos, mas em toda a atmosfera lúgubre reinante na literatura de Edgar Allan Poe.Com uma estrutura fragmentada, a peça faz um mergulho no desconhecido da alma humana, apresentando histórias sobre personagens neuróticos. De um lado do palco (dividido por uma tela escura, que funciona como um espelho), um homem faz movimentos de braços enquanto apresenta fragmentos de "O espectro" e "O retrato oval", obras do escritor. Para lá da  tela, outro homem mimetiza os gestos do primeiro. Aos poucos, esse "duplo" deixa de existir como corpo real para se transformar numa projeção. A peça é fruto de uma parceria entre a Cia. Nova de Teatro, que comemora uma década de existência este ano, e a Cia. Teatro del Contagio, de Milão. Em 2012, a montagem será apresentada no Festival Teatro delle Grotte, na Itália. Sextas-feiras e sábados às 21h, e domingos, às 20h, no Castelinho do Flamengo, até o dia 5. 
Classificação: 14 anos. Entrada franca, limitada a 15 pessoas por sessão (aconselha-se a chegada com 1 hora de antecedência mínima).

Eis a opinião de Erika Liporaci, através do site Arte e Subversão:

"...o espetáculo é capaz de fascinar qualquer espectador que se deixe levar pelo caldeirão de sensações proposto pelos encenadores. Com o auxílio de projeções, fumaça, iluminação tétrica, portas batendo, sons estridentes, muito pancake no rosto e preto nos figurinos, o elenco, durante pouco mais de uma hora, nos conduz a uma febril viagem pelo mundo de pesadelos e delírios do grande escritor americano. Sim, é uma peça itinerante; e esse é um dos grandes baratos: não saber o que nos espera a cada novo patamar ou salão."

"Em cena, os brasileiros Matheus Prestes, Rosa Freitas e Carina Casuscelli se juntam aos italianos Omero Affede e Carmen Chimienti para interpretar a dramaturgia criada a partir de fragmentos retirados dos contos/poemas O Espectro, Ligéia, O Retrato Oval, Berenice e William Wilson, além, é claro, da obra-maior de Poe, O Corvo. Numa boa sacada, as projeções dos textos feitas nas paredes auxiliam o público a compreender as falas ditas pelos atores italianos. Vale dizer que ambos são tão claros e expressivos que a legendagem nem me parece tão necessária, mas, de todo modo, é uma solução prática e eficiente para a platéia brasileira."
  
Sinopses das peças apresentadas no espetáculo (segundo o site Instituto Italiano de Cultura):

O Espectro
Havia sido um ano de terror. A peste arrebatara inúmeras vidas, e aqueles sete homens se encontravam reunidos, junto ao corpo de um amigo falecido, a rir e a beber. Mas nenhum terror no mundo teria sido suficiente para prepará-los para o que estavam prestes a ouvir, ao avistarem a presença daquele misterioso vulto negro.

O Retrato Oval
Em um castelo misterioso e abandonado, um estranho retrato oval captura a atenção de um invasor. Pendurado em um canto obscuro da sala em que o homem se encontrava, o sinistro retrato parecia possuir vida própria. Sob a luz de um candelabro, o invasor descobre a trágica história da bela dama retratada e do seu pintor.

O Corvo
Em uma noite solitária e triste, uma visita inesperada surpreende e terrifica o anfitrião, que se encontrava perdido em seus devaneios. Enlutado pela morte de sua amada Lenora, quando escuta um leve bater em sua porta, assusta-se. Porém, ao abrir a porta, encontra somente trevas. Ao tentar a janela, um grande corvo entra pela fresta. O seu nome é “Nunca Mais”.

Berenice
Uma doença mórbida se apossa do corpo daquela a quem chamam Berenice. Ela, que sempre havia sido alegre, jovial e vivaz, agora é consumida lentamente por uma enfermidade que suga sua vitalidade. Seu primo e futuro marido, atormentado por suas próprias moléstias e loucura, tem delírios macabros e seu único e terrível desejo são os dentes.

Ligéia
Ligéia, dotada de uma indomável vontade de viver, é uma mulher pálida e frágil, de cabelos negros e olhos grandes cor de ébano. Após a sua morte, o viúvo casa-se com Lady Rowena, uma mulher de cabelos loiros e olhos azuis, que também vem a falecer. Então, espantosas e sucessivas mutações começam a ocorrer.

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Informações
Data: sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 - domingo, 5 de fevereiro de 2012
Horários: Sex e Sab: 21h00; Dom: 20h00
Local: Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho - Castelinho do Flamengo - Praia do Flamengo, 158 -
Organizado por: Companhia Nova de Teatro
Em colaboração com: IIC do Rio de Janeiro

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Resenha do filme: À espera de um milagre


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Apenas para citar a importância e a qualidade do filme resenhado, vou fazer a seguinte questão:  quantos de vocês assistiram a mais de seis horas de material sobre um mesmo filme, incluindo trailers, teasers, entrevistas, o próprio filme - claro - e o making of? Creio que poucos, pois chega um momento em que a coisa fica entediante, repetitiva e algumas vezes, incoerente, deixando a clara impressão de material inútil, apenas a tradicional "enrolação".
Bem, já acordei de algumas sessões com material extra que, honestamente, agiram com mais eficiência que Diazepam.
A verdade deve ser dita: se o filme é enfadonho, imaginem seu material de bastidores.
Vi  À espera de um milagre no ano de 2000. O ano do "bug do milênio" não trouxe o fim do mundo. Foi no primeiro ano do século XXI que descobri o poder da imaginação do homem. Foi neste mesmo ano que vi a outra face da moeda, onde nela estava estampado um lado que desconhecia de Stephen King, o mais produtivo escritor de horror que conheço.
Eu ainda guardo em minha memória a imagem do pôster  da época, com Tom Hanks em destaque. Em minha mente uma única conclusão: não sei o que trata este filme, mas Tom Hanks vai sair mal desta história... se sair.
Descobri, então, o quanto estava enganado sobre tantas coisas. Tom não estava envolto em uma trama sobre monstros, vampiros, zumbis ou pessoas possuídas. Frank Darabont - quem?, pensei na época - não era mais um diretor imposto por um estúdio de cinema. O livro "The green mile" não era apenas mais uma trama de terror de Stephen King (se é possível aplicar a palavra "apenas" a um livro dele), mas seu mais belo e complexo trabalho literário. 
Nunca me enganei tanto com um filme e, acreditem, esse foi o melhor engano da minha vida. 
À espera de um milagre (1999) é um filme sobre prisão, em sua essência. Mas não se resume a isso. Nele, somos apresentados a um senhor muito idoso. Ele não parece se encaixar com o lugar em que está (um asilo) e recebe um pouco de compreensão e companheirismo por parte de apenas uma senhora, também moradora do asilo. A vida do senhor parece estar cercada por mistério e tristeza e, um dia, o velho homem resolve contar sua história para a mulher. E este é o começo de uma história linda, aterradora e cheia de suspense.
Estamos no ano de 1935, um período de tensão, pois ele ainda carrega os estragos da grande recessão e também a tensão do pré-guerra. Paul Edgecomb é um líder. Ele trabalha em um presídio, mais precisamente no corredor da morte. Mas não é um lugar como os outros. Neste corredor, Paul preza pela paz. Para ele, não há motivos para atormentar os que já estão condenados à morte. Eles irão pagar por seus crimes e sabem disso e, assim, Paul e seus homens não atormentam os prisioneiros. O castigo chegará...
Contudo, dois problemas rondam o Bloco E. O primeiro deles é uma dor crônica que atinge Edgecomb, principalmente quando ele vai urinar. As dores tem minado as forças e sua vida privada com a esposa.
O segundo problema é o novo guarda da Milha Verde. Seu nome é Percy Wetmore, um homem pequeno, porém dono de uma enorme arrogância. Percy usa influências políticas para colocar os outros guardas em uma situação desconfortável. Ir contra Percy é pôr em risco o próprio emprego.
Para piorar ainda mais, o Bloco E recebe dois novos ilustres visitantes: Wild Bill, um homem que é essencialmente mal, dono de um humor cáustico e de uma mente fria e, além dele, a prisão recebe o gigante John Coffey, um negro com mais de 2 metros de altura e, no entanto, com a mente de uma criança de 5 anos. Eis uma pequena descrição de S. King sobre John Coffey:
"John Coffey era preto, como a maioria dos homens que vinha passar uma temporada no Bloco E, antes de morrer no colo da Velha Fagulha, e tinha dois metros e quinze de altura. Mas não era todo comprido e fino como aqueles sujeitos de basquete na TV - tinha os ombros largos, o peito estufado, coberto de músculos em todas as direções. Tinham posto nele uma roupa azul de brim do maior tamanho que encontraram no depósito, mas ainda assim as bainhas das calças ficavam a meia altura de suas barrigas da perna, encalombadas e cheias de cicatrizes. A camisa estava aberta até abaixo do peito e as mangas paravam em algum lugar dos antebraços... Dava a impressão de que poderia ter rompido as correntes com que estava preso com a mesma facilidade com que se rompem as fitas de presente de Natal, mas quando se olhava nos seus olhos via-se que ele não ia fazer nada disso."

Também há outros prisioneiros como o índio Arlen, o francês Eduard Delacroix e um dos mais improváveis habitantes da Milha, o ratinho Sr. Jingles. Todos eles estão interligados de uma forma ou de outra. As relações são complexas, algumas vezes dolorosas, mas sempre envoltas em uma aura de expiação dos pecados. No corredor da morte do Bloco E, a famosa Milha Verde, testemunharemos conflitos, milagres, mortes e, principalmente, crescimento interior. 
Paul Edgecomb percebe a bondade em John Coffey e os dois começam uma amizade que irá mudar todos os que habitam, de uma forma ou de outra, o Bloco E. Há segredos nas vidas de Coffey e Wild Bill. Há fatos que desafiam o intelecto humano, a crença na ciência e, principalmente, nossa turva visão de certo e errado. 
O desenrolar do filme supera todas as expectativas que um filme de Stephen King pode gerar. Eu jamais imaginei que alguém pudesse oscilar tanto entre gêneros tão distintos quanto o drama e o horror. King prova que é um mito entre os escritores modernos por motivos óbvios.
Preparem-se para um bombardeio de emoções, quase todas provocadas pela simplicidade e pela infantilidade de Coffey, brilhantemente interpretado por Michael Clarke Duncan. Devo destacar também a importância do apoio de Tom Hanks a todo o elenco, uma vez que ele era o líder natural de todos, não só no filme, como no cast de filmagem. A experiência de Tom e a vontade em ser John Coffey de Michael são pontos inesquecíveis das interpretações neste clássico. Todavia, não há uma única interpretação que enfraqueça o resultado final do filme. Todos os atores dão o máximo em suas interpretações, trazendo uma credibilidade inacreditável à trama.
O diretor e roteirista relembra que os melhores filmes baseados em livros e contos de King são aqueles em que as personagens são o foco da história.
À espera de um milagre é uma obra a ser vista acompanhado pela família, por pessoas que ama e com quem deseje compartilhar uma experiência única, inspiradora e, principalmente, cercada de uma aura de bondade capaz de transpor a tela. É, em suma, o melhor filme baseado na obra de King e, provavelmente, um dos 5 melhores filmes de todos os tempos.

Curiosidades - com Spoilers:
Michael Clarke Duncan lutou para interpretar John Coffey e só foi escolhido quando Frank Darabont viu seu olhar em um take de seu teste.
Stephen King esteve presente ao set de filmagens e chegou a sentar-se na Velha Fagulha, a cadeira elétrica usada no filme. A sensação é horrivel, disse.
Frank Darabont já dirigiu outro filme com base na obra de King:Um sonho de liberdade.
Michael Jeter, o Eduard Delacroix, faleceu em 2003. Sua interpretação no filme rendeu lágrimas de seus companheiros de filmagem. 
Mr. Jingles não era um único ratinho. Havia uma equipe de ratos e cada um tinha um truque específico a fazer.
Frank Darabont
Wild Bill (Sam Rockwell) ficou muito amigo das meninas que morrem no início do filme. As cenas em que elas participam foram muito fortes, trazendo mal-estar até para o próprio Sam.
Inicialmente, o velho que representa Edgecomb anos após os fatos ocorridos no corredor da morte seria o próprio Tom Hanks maquiado, mas o efeito visual destoou do que o diretor esperava. 
Para atingir a altura de Coffey descrita por Stephen King, Michael Clarke Duncan (1,95m) usou uma plataforma de 20 cm, dando-lhe a altura ideal para contrastar com Brutal (David Morse), também com 1,95m.
O filme foi indicado para quatro Oscar, incluindo melhor ator coadjuvante e melhor filme.
Michael Clarke Duncan foi indicado a Frank Darabont por Bruce Willys.
Frank Darabont lembrou um fato importante ao dizer que, tal como Cristo, John foi perseguido, julgado e condenado pelas mesmas pessoas que ele apenas quis ajudar. Novamente, a humanidade pagou a bondade com a morte. 

Elenco de "The green mile":
  • Tom Hanks .... Paul Edgecomb
  • Michael Clarke Duncan .... John Coffey
  • David Morse .... Brutus "Brutal" Howell
  • Bonnie Hunt .... Jan Edgecomb
  • James Cromwell .... Warden Hal Moores
  • Jeffrey DeMunn .... Harry Terwilliger
  • Barry Pepper .... Dean Stanton
  • Michael Jeter .... Eduard Delacroix
  • Graham Greene .... Arlen Bitterbuck
  • Doug Hutchison .... Percy Wetmore
  • Sam Rockwell .... 'Wild Bill' Wharton
  • Patricia Clarkson .... Melinda Moores
Em uma época na qual a facilidade em encontrar e baixar filmes e outras mídias, resta-me recomendar que comprem o filme original. Eu comprei a edição simples pouco tempo após o lançamento do filme e em 2008 adquiri a edição dupla. Seria mais simples baixar, mas há ocasiões em que precisamos reconhecer o esforço e o resultado de produções como "The Green Mile".
A cena em que Paul relembra o filme que John assistiu é impagável, plena de sentimentos como há muito não se via no cinema.
Os que conhecem o comentarista e cinéfilo Maurício Saldanha sabem que ele tatuou o nome do filme Magnólia em seu corpo. Acreditem, este filme baseado no livro homônimo de Stephen King é digno de ser imortalizado na pele. Preciso falar mais?
Bom filme a todos...



Operação Março Negro. Eu apóio a luta contra a censura na Internet... e você?


O grupo Anonymous está novamente lutando contra a arbitrariedade no ambiente virtual e, dessa vez, com mais coerência do que nas outras investidas. O FBI bloqueou definitivamente o Megaupload e está buscando proibir outros sites que disponibilizam links e arquivos para baixar.

Até onde vai a lei e onde é o limite da liberdade de expressão? Seja qual for a resposta a essa pergunta, proibir e censurar são atitudes retrógradas e extremamente radicais que, em minha opinião, não devem ser semeadas. Há outras maneiras de desestimular a pirataria e, entre elas, a melhor forma é passar a oferecer livros, filmes, revistas e outros produtos a preços justos para o produtor e o consumidor. É inaceitável ter que pagar uma pequena fortuna para adquirir um produto indisponível no mercado. Há livros, discos, filmes e muito mais que só estão ao alcance dos "meros mortais" pela web. O que poderei fazer para ter este mesmo material a um custo justo e acessível? Infelizmente, a ganância e a política de enriquecimento dos que já são ricos acabam minando nossas fontes de conhecimento. Há muito mais por trás desta luta contra os sites como o Megaupload, além do que podemos enxergar.
Vamos pensar nisso...
Acima, a campanha que o Anonymous está propondo para o mês de março (Black-March). Caso discorde desta política de censura e imposição de vontades, basta aderir e, silenciosamente, iremos nos fazer ouvir em todo o mundo. 
Think about. Comente se apóia ou está contra esta atitude. Não importa se é a favor ou contra, mas não deixe de expor sua opinião sobre o assunto. Lembre-se: o silêncio é nossa permissão para o prosseguimento do mal.





Enquanto uns evoluem...


Estas imagens realmente valem por mil palavras.



Livro impresso: estímulo melhor à leitura para os jovens.


Publicado originalmente no Terra
As histórias em quadrinhos foram o ponto de partida para que a produtora musical Magali Romboli transformasse a filha em uma leitora assídua. Nada de tablets, computadores e outros estímulos eletrônicos – Melissa Romboli Andriole, 9 anos, ainda prefere passar horas folhando as páginas de um livro. “É muito mais legal do que brinquedo”, garante. Mãe e filha não são exceção: na hora de introduzir as crianças ao mundo da leitura, muitos pais abrem mão da tecnologia e continuam recorrendo ao tradicional impresso, medida apoiada por especialistas.
Magali conta que começou a estimular a filha ainda bebê, com livros de plástico para brincar na banheira. Aos poucos, o passatempo deu lugar a gibis e livros de história. Recorrer ao impresso foi uma das maneiras que encontrou para evitar que Melissa passasse o dia todo em frente ao computador e à televisão. “Talvez essas ferramentas não façam mal agora, mas como saber seu efeito quando ela tiver 50 anos?”, questiona.
A preocupação com a saúde não é o único motivo pelo qual o impresso reina na casa da família. Segundo Magali, uma das grandes vantagens do livro em papel é a possibilidade de compartilhar histórias. De tempos em tempos, elas doam alguns exemplares para crianças carentes. “A Melissa pega livros emprestados da escola, leva o que está lendo em casa, comenta com colegas e com a professora. No tablet, você baixa o arquivo, outra pessoa baixa outro. Não é uma relação entre pessoas, é uma relação entre tecnologias”, reflete.
Segundo o professor do Centro de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Marcello Barra, o livro impresso continua decisivo na formação de crianças e jovens. “Por ter muito mais estímulos, a mídia eletrônica dispersa quem está começando a ler. O saber e a profundidade são maiores no livro convencional”, afirma. Barra explica que as possibilidades abertas pelo tablet podem estimular a criança a buscar novos conteúdos, em vez de se ater àquilo que está lendo. “O resultado é um conhecimento superficial. Os eletrônicos são uma raiz muito longa, mas não muito profunda. Eles são complementares. Nessa fase, incentivar a leitura por meio do impresso é o melhor meio de desenvolver a concentração”, enfatiza.
Férias são uma boa época para estimular a leitura
Aproveitar o tempo livre é uma boa saída para desenvolver o gosto pelas obras literárias. Vale recorrer desde a séries infantis até ao gibi, aliado de Magali na formação da filha. “A linguagem objetiva das historinhas da Turma da Mônica ajudou a Melissa no início. Depois, para melhorar o repertório, pegamos livrinhos de histórias”, conta.
O momento também é bom para fazer passeios culturais. “A melhor coisa é levar os filhos às livrarias, que cada vez mais têm seções voltadas a crianças e adolescentes. Lá, devem ajudá-las a escolher seus próprios livros”, aconselha o professor. As bibliotecas públicas também podem estar no roteiro de férias. “Os pais devem dar o exemplo. É muito mais fácil a criança gostar de ler se ela está acostumada a ver os pais lendo”, diz.
Outra alternativa para o período e que pode ser levada adiante durante o ano todo são as rodas de história. Segundo Barra, reunir a família é uma das melhores formas de instigar a curiosidade dos pequenos. “O ambiente familiar é muito rico e influencia muito na formação da criança”, diz.


domingo, 29 de janeiro de 2012

DC e Marvel: a essência de seus ícones.


Estas imagens têm, ao fundo, a essência das personagens a que se referem. Ainda que de forma simples, cada um deles está devidamente representado, mostrando que nem sempre é preciso detalhar para mostrar... X-Men, Batman e Superman: ícones e seus legados!

Juraram proteger um mundo que odeia-os e teme-os.

Eu sou vingança. Eu sou a noite. Eu sou o Batman.

                          Mais rápido que uma bala. Mais poderoso que uma locomotiva.                                                                             Capaz de pular um prédio com um único salto.


Resenha: O desfiladeiro do medo - Clive Barker


Autora: Priscilla Rubia

Só quando deixam para trás as sombras ávidas demais do Desfiladeiro e voltam ao fulgor dos cartazes de Sunset Boulevard, é que enxugam as palmas das mãos grudentas de suor e se perguntam por que, em um local tão inofensivo, puderam ter sentido tanto medo.

A história começa com Zeffer, empresário de uma atriz famosa, Katya Lupi, em uma fortaleza na Romênia.
A Romênia é a cidade natal de Katya e eles estão ali para uma visita, lembranças dos velhos – mas não bons – tempos. A Fortaleza é morada da Ordem de São Teodoro e no momento Zeffer está acompanhando Frei Sandru que lhe mostra o local. A Ordem não está nos bons tempos e o Frei tenta vender algo a Zeffer, lhe mostrando tudo na Fortaleza, com a esperança de que ele compre alguma coisa.
De início, Zeffer parece não se interessar por nada, até que chegam a uma sala entulhada de móveis e tapeçarias, porém o que interessa Zeffer são os azulejos que a cercam. São todos pintados profissionalmente e mostram uma imagem, uma história. Toda a sala é coberta por eles, as paredes, chão e teto.
Frei Sandru se mostra relutante no início em vender os azulejos a Zeffer, de acordo com ele, foram encomendados pela própria Lilith, a mulher do demônio. Zeffer, porém está encantado, hipnotizado pela obra de arte, que ganha o nome de A Caçada, pois existem homens em cavalos seguidos por cachorros sob um sol eclipsado, tudo isso em um cenário grotesco, onde existem falos em todo lugar, mulheres sendo estupradas, animais que parecem ter saído direto do inferno. Tudo em uma riqueza enorme de detalhes, que dá uma forte sensação de realidade.
Zeffer vence e compra os azulejos que são levados como presente para Katya, para sua casa em Los Angeles.
Somos então levados mais à frente – alguns bons anos à frente – e conhecemos Todd Pickett. Todd é ator, um super astro de Hollywood, bonitão, musculoso, com um sorriso maravilhoso. Bom, ele era tudo isso. Agora a idade está chegando e ele começa a sentir o peso. Não é mais um super astro, seu tempo passou e outros astros bonitões estão surgindo. Ele, porém não quer dar o seu lugar a eles. Tenta desesperadamente voltar ao topo. Tem uma idéia de filme e quer muito fazê-lo, mas não consegue. Os chefões de Hollywood não vêem mais Todd como uma máquina de fazer dinheiro e grande sucesso.
Conversa com Eppstadt, diretor da Paramount, e esse sugere que Todd faça cirurgia plástica. Todd em um primeiro momento não aceita a idéia, mas ao lembrar-se de seus tempos de glamour, procura, o que dizem ser, o melhor cirurgião de Los Angeles.
Só que a cirurgia dá errado...
Todd sofre uma reação alérgica e tem a pele da face queimada, deixando-a com um vermelhão feio, algo que pode ser curado, mas o rosto do ator nunca iria ser o mesmo.
Ele não quer de maneira alguma que a imprensa e posteriormente, o público, fiquem sabendo da terrível tragédia que está o seu rosto. Ele procura um lugar calmo e isolado para se recuperar. Maxine, sua empresária, encontra um lugar próximo a um desfiladeiro, uma casa enorme, bem decorada com o terreno além da vista.
Todd se dirige rapidamente para o local, desconhecendo o fato de que ele antigamente recebia o nome de Coldheart Canyon, nome dado em referência a sua antiga dona, Katya, que era uma mulher completamente fria.
Mal sabe ele que no porão da casa, há uma sala especialmente construída, cercada de azulejos que ganhou o nome de Terra do Demônio.
Não sabe que ali, bem no jardim, em meio ao matagal extenso, vivem criaturas nunca antes encontradas.
E que na casa próxima, a casa de hóspedes, vive Katya Lupi, tão bonita e atraente como sempre foi e ainda fria e temida.

O livro pode assustar de início pelo tamanho – 700 páginas – porém a leitura é rápida e desenvolve muito bem.
Algumas cenas são bem fortes e detalhadas, como as das orgias que acontecem no decorrer do livro e das atrocidades vivenciadas na Terra do Demônio. Seres híbridos, espíritos e demônios juntos em uma só massa de carne, onde o objetivo é obter o máximo prazer.
Uma das coisas ruins no livro é a edição, que parece corrida, com algumas pequenas trocas de letras, há também uma tradução desleixada deixando frases soltas no ar.

As passagens onde há sexo são muito comuns, pois Katya é nada mais nada menos do que uma grande puta – ela mesmo reconhece – que é capaz de fazer tudo, absolutamente tudo para atingir o clímax. É o tipo de mulher que tem as fantasias nunca ditas ou imaginadas e que faz os homens tremerem e ficarem completamente excitados por ela.
 
A profundidade que Barker dá aos personagens é incrível. Você passa a gostar deles e em seguida odiá-los e alguns o contrário.
Ele mostra com clareza como é o mundo da fama, por trás das mansões e vestidos caros, um mundo egoísta, frio, cruel, onde o mais importante é estar sempre belo e no topo. São pessoas que não dão a mínima para o que acontece ao seu redor e aquelas que não estão em seu círculo de amizade – leia-se aquelas que não tem fama – são meramente lixos.
Muitas das vezes me impressionei pela falta de caráter de muitos personagens, pelas atitudes egoístas que nos fazem pensar até onde a fama e o dinheiro influenciam na moral de cada um.
Prepare-se mentalmente para ler um terror nojento, excitante e cruel quando tiver O Desfiladeiro do Medo em mãos.
Prepare-se para entrar na Terra do Demônio onde nunca há garantia de volta.

Ficha Técnica:
Editora: Bertrand Brasil
Autor: Clive Barker
Origem: Estrangeira
Título original: Coldheart Canyon
Ano: 2002
Número de páginas: 700



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A "Trindade" da DC de uma forma que vocês não viram...


A Trindade da DC (Superman, Batman e Mulher-Maravilha) já é conhecida e, recentemente, teve seu visual totalmente reformulado. Mas vocês já viram as versões medievais deles?

SUPERMAN


BATMAN


MULHER-MARAVILHA



Integrantes do Monty Python se reúnem para novo filme


Fonte:  Folha
Via: France Presse, Los Angeles

Membros do grupo Monty Python vão se reunir novamente para fazer um novo filme, uma paródia de ficção científica, informou o ex-integrante da trupe, Terry Jones.
"Absolutely Anything" (Absolutamente tudo) não será exatamente um filme do Monty Python, mas membros-chave do grupo, como John Cleese, Michael Palin e Terry Gilliam, participarão no projeto. Terry Jones será o diretor.
O comediante Robin Williams também emprestará sua voz para o filme, que combinará animação com cenas reais, e os produtores estão tentando recrutar outro integrante da trupe britânica, Eric Idle. 
"Não é um filme dos Monty Python, mas certamente terá seu espírito", afirmou Jones à revista "Variety".
No filme, os membros do Monty Python interpretarão extraterrestres que dão a um terráqueo o poder de fazer "absolutamente tudo", com a intenção de ver o desastre que isso pode causar.
Robin Williams interpretará um cachorro que fala, chamado Dennis e que vai entender mais do que ninguém o que está acontecendo.
Os cinco ex-Python se reuniram pela última vez em 1998, no festival de comédia de Aspen (Colorado, oeste dos EUA), junto com uma urna que supostamente continha as cinzas de outro membro do grupo, Graham Chapman, falecido em 1989.
Da esquerda para a direita, Michael Palin, John Cleese, Terry Jones, Terry Gilliam e Eric Idle em foto de 2009 


A arte de Franz Lima - Parte III



Esta primeira ilustração faz referência a um dos primeiros livros-jogo lançados no Brasil. O autor, se não me engano, é Steve Jackson com parceria de Ian Livingstone.



O esqueleto acima é parte de uma HQ ilustrada por Kelley Jones.


A ilustração acima foi retirada do Graphic Album "Drácula", baseada na obra de Bram Stoker. A frase (Vejo minha alma estender suas asas nas trevas e emergir daquele pesadelo como garças abandonando um charco) é também do álbum "Drácula". O ilustrador é Jon J. Muth.


Uma ilustração feita com base no vídeo clip "Crazy" - Gnarls Barkley.


O camaleão acima parece bem simples, mas foi um dos trabalhos mais complexos que já fiz. Um detalhe interessante dele é que grande parte de sua composição foi feita por pontos e minúsculos traços. O desenho foi usado para um trabalho da escola, na época.

Quer ver os posts anteriores? Acesse os links abaixo para ver meus outros trabalhos como desenhista:

                                                                  A arte de Franz Lima II


Cartazes minimalistas dos Vingadores






Estes cartazes não estão com seu autor creditado e foram encontrados através do site Comic Book Movie . Mostram como em pequenos detalhes é possível mostrar muito de ícones como os heróis de "Os Vingadores". Simples e extremamente inteligente.

Chris Evans as Steve Rogers/Captain America
Robert Downey Jr. as Tony Stark/Iron Man
Chris Hemsworth as Thor
Jeremy Renner as Clint Barton/Hawkeye
Scarlett Johansson as Natasha Ramanoff/Black Widow
Mark Ruffalo as Bruce Banner/Hulk
Samuel L. Jackson as Nick Fury
Tom Hiddleston as Loki 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Resenha: Sociedade das sombras - Contos sobrenaturais


 Autor da resenha: Ednelson Junior

“A partir de hoje, vocês está sob o olhar atento da Sociedade das Sombras e ao ingressar pelo mundo oculto na escuridão, terá privilégios que só o saber pode dar a alguém, como deveres que tal conhecimento te trará. Cuidado a quem revele o segredo dos seres nas sombras, pois não vai gostar de receber uma visita de um dos nossos membros.” - Sociedade das Sombras
A proposta desta coletânea, segundo estas palavras na contracapa do livro, é apresentar ao leitor histórias acerca de uma camada mais discreta da realidade, algo que só vislumbramos às vezes com os cantos dos olhos, – será que o vulto que vimos era uma aparição? – mas que quando conseguimos comtemplar em sua totalidade nos traz tormenta, maldição, mau agouro. São relatos de quem teve contato com este nível tétrico da existência e nunca mais foram os mesmos, perseguidos, mortos, levados para algo pior que a própria morte. Os estilos de escrita são os mais diversos. Agora vamos aos contos...


O cemitério de Reggor (Paulo Soriano)
“—Eles são demônios famintos. Violam os túmulos e se alimentam de carcaças humanas. Portanto, prometes-me que zelarás pelo meu túmulo. Não deixes que eles se aproximem.” Pág. 15.

Acompanhamos Lucbarr, um jovem que reside sozinho em uma grande propriedade no vilarejo de Shairaff. Ele é neto de uma senhora, deveras supersticiosa, que faleceu com idade avançada e que por meio de um sonho se faz presente para o jovem e com medo em seus olhos sem vida implora para que ele proteja o seu local de descanso eterno contra uma ameaça que paira sobre o cemitério de Reggor. Há duzentos anos uma grande onda de morte passou pelo vilarejo de Reggor, ceifando centenas de vidas, e fez com que os sobreviventes abandonassem o lugar. Lucbarr sofre de tafofobia, o que proporciona um ar mais pesado ao enredo. A história não é dotada de grandes mistérios, tudo fica exposto para quem souber olhar, mas a narração é de uma lapidação espetacular, o que nos acorrenta a este quadro cujos moldes parecem pautados em um estilo semelhante ao de Poe.

O misterioso caso de Ashfield (Adriana Rodrigues)
Em uma Inglaterra com traços clássicos de Sherlock Holmes em simbiose com o horror Lovecraftiano, em que as criaturas habitam muito perto de nós, escondidos, alguns escravizados por nossos governantes que visam evitar um pânico coletivo. É nesse contexto em que Watson, um médico inexperiente na época da narração, recebe um convite de um amigo, Rick Shadow, para visitá-lo. Ao chegar são pedidos seus pareceres acerca de um caso que se prova mais complexo do que parece e desemboca numa conclusão imprevisível. Um conto que em pouquíssimas páginas nos faz querer mais.

Tratado imortal (Adriano Siqueira) 
Um vampiro, senhor do reino de Valaska, visita o reino de uma bruxa, irmã de sua falecida amada, para tratar de assuntos políticos e carrega também outro interesse. O cenário parece uma mescla entre o medieval com as tecnologias do vapor, representado na carruagem que transporta o morto-vivo. O estilo romântico-gótico aliado às possibilidades do mundo do vapor me deixou com um gosto amargo de saudade na boca. Só gostaria que o impacto social/econômico do vapor fosse mais explicado nesse conto.



Barbara está morta (Celly Borges)
Ruas imundas que são as manifestações do espirito de seus habitantes, tanto aqueles que são banais, aqueles que vemos sob a luz da lua, quanto os mais excêntricos, os que se sentem mais confortáveis nas sombras, os filhos soturnos dos pesadelos mortais. Mas serão os monstros mais terríveis do que os humanos corrompidos e corruptores de seus iguais? Será que os males envoltos pelas trevas não são preferíveis à companhia dos vermes rastejantes que se trajam com vestes há muito maculadas e que às vezes glorificam seus supostos status divino? São os pensamentos que vão rondar àqueles que lerem este conto. Acompanhe os passos de Barbara nesta narração de beleza poética escrita com grande talento.


A sala das ampulhetas (Alícia Azevedo) 
Qual adversário mais impiedoso, irrefreável e poderoso podem enfrentar os humanos – como disse Tolkien, fadados ao eterno sono - que não seja o tempo? Você gostaria de saber quanto tempo de vida lhe resta? Qual o peso que a nossa ignorância do devir possui em nossas decisões? Medos e anseios tão familiares deixam o horror destas páginas tangível. 


A escolha (Nazarethe Fonseca) 
Uma jovem com dezoito anos de idade opta por dar fim à própria vida após uma decepção amorosa, contudo um encontro inusitado causa uma revolução em sua perspectiva. A oportunidade de presenciar um prisma precioso da existência a faz questionar o limite de nossa liberdade e a natureza qualitativa da vida. É uma história que constrói uma argumentação valiosa: compreender a morte nos permite aproveitar mais a vida.

O inferno pode esperar (Carla Ribeiro)
Um anjo caído com uma missão clara e inegociável interfere no rumo de algo para o qual sequer deveria ter dedicado muita atenção, uma vez que não era algo de sua alçada, todavia um único olhar foi mais do que suficiente para jogá-lo em uma punição. Tudo é contado belamente. Mostra como um capricho pode ser tão fatal.

O regresso (Fábio Ventura)
Viverem isolados de toda a balbúrdia e efemeridade da civilização, eis o desejo de um casal de apaixonados. Entretanto uma mensagem inesperada os separa. A mulher, conforme os dias vão passando, se sente cada vez mais solitária e se pega cada vez mais sonhando com o retorno de seu amado. Em um dia tão repentino quanto a sua partida o homem regressa, porém completamente modificado, com um jeito demoníaco. Esta é uma metáfora sobre como o espirito humano se molda de acordo com suas experiências.

Monstro (Kampos) 
A vontade de vingança de um camponês contra o rei tirano que ordenou a sua execução o faz aceitar a proposta de um ser misterioso sem pensar duas vezes. O final é surpreendente e o jeito maquiavélico daquele que ajuda o prisioneiro é também expressão de um refinado humor negro.

Férias encantadas (Louise Cardoso)
“O que você faria se de repente descobrisse que possui poderes mágicos e está destinada a salvar o mundo de forças maléficas?” Pág. 121.

Admito que essa ideia na qual a trama tenta se alicerçar me fez torcer o nariz, não por um pré-julgamento e sim pela saturação do tema explorado em tantas histórias até a exaustão nos últimos anos. Estas palavras de abertura do conto no mínimo deixa subentendido que na trama seremos testemunhas de um embate de forças antagônicas de grande poder, uma vez que para dominar o mundo, sem dúvida alguma, é necessário um alto nível de poder. Contudo o que vemos são personagens superficiais, inseridos na trama e mal apresentados, sem antecedentes suficientes ou descrições físicas para lhes conferir profundidade. A história não possui pontos altos e quando achamos que teremos uma cena boa tudo acaba rapidamente. O conto ainda termina em um momento que deixa o enredo mal amarrado. Meu único conselho para a autora seria que reescrevesse o conto, dando mais profundidade aos personagens (descrições físicas e peculiaridades de personalidade). 

A vida oculta (Kane Ryu)
Dois irmãos gêmeos, sendo uma mulher e um homem, criados pela mãe que se separou há alguns anos do pai deles, acabam de completa 21 anos e na sexta-feira seguinte ao aniversário a mãe, que alega precisar fazer uma viagem de negócios, diz para eles não saírem à noite, mas contrariam a ordem e segredos familiares são revelados. Um conto que mostra que até mesmo os tipos mais improváveis possuem uma família e será que toda família também não possui os seus segredos?

Urbanos (Gabriel Arruda Burani)
Uma garota com uma personalidade completamente urbana, com uma casa grande e luxuosa e formação educacional nas melhores escolas particulares, descobre que possui um dom e procurando respostas percebe que mesmo na selva de pedras a magia persiste. O conto fala sobre a fraqueza da magia (entenda-se inteligência imaginativa) na nossa sociedade tão técnica e a falta de propósito na correria do dia a dia.

Espectro (Bruno Pereira)
Todo bom pai de família almeja conseguir uma boa moradia onde seu casamento possa prosperar e a criação de seus filhos seja a melhor possível. Mas como agir quando algo parece não se encaixar nesse quebra-cabeça? O desfecho é de deixar o queixo caído e o suspense é bem desenvolvido.

Entra a caça e os caçadores (Viviane Fair)
Uma caçadora de vampiros que mantém uma relação de amor e ódio com seu arquiinimigo que é um vampiro representante da linhagem atualmente em moda, sedutor, metrossexual, jovial. O texto é entediante, ao menos se você não for uma adolescente que sonha com príncipes encantados dotados de corpos perfeitos e que a cada segundo exalte a sua beleza até o ponto desse gesto se tornar um fastio. O vampiro com jeitão canalha não convence para leitores que já provaram de clássicos como “Drácula” e “Entrevista com o vampiro” e a caçadora, com 29 anos de idade, mais parece uma adolescentes com os hormônios em pleno furor. Com tantas coisas que poderiam ser descritas, enriquecendo o enredo, a autora prefere gastar tempo cobrindo o vampiro de elogios. Um texto muito cansativo.


A coletânea realmente é muito boa, a minha única observação de ponto negativo é a escolha do conto para fechar o livro, acho que em meio a tantas pérolas “Entra a caça e os caçadores” poderia ter uma melhor posição no inicio ao invés de no término. Estou habituado com livros que aceleram conforme suas páginas avançam e esse último conto foi uma freada muito brusca. Mais uma vez obviamente devo elogiar o trabalho brilhante de diagramação e a arte na capa e ao longo das páginas do livro. A estronho mais uma vez me proporcionou uma excepcional viagem pelas letras! Recomendo este livro!



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