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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Review do clássico "O médico e o monstro" de 1920


Dias atrás me dediquei - após as 23 horas - a assistir um filme que está comigo há muito tempo. Clássico é algo estranho, pois sempre parece-me que vou colocando a obra para segundo plano. Priorizar outros filmes é comum, mas... consegui superar esse vício. Dessa vez, diferentemente das outras, o review terá spoilers, em função do longo tempo que o filme já foi lançado. Mas nada que atrapalhe o prazer de assistir esse clássico cinematográfico.

Dr. Jekyll and Mr. Hyde, traduzido para O Médico e o Monstro é um filme mudo de 1920, baseado na obra do escritor escocês Robert Louis Stevenson. O livro foi publicado em 1886. O filme mudo foi produzido no ano de 1920 e teve direção de John S. Robertson e fotografia de Roy Overbaugh.
O destaque - à época - foi o recurso usado por John Barrymore no qual ele deslocava a mandíbula para modificar sua aparênica e se transformar em Hyde. Hoje, este recurso é dispensável, mas não havia muitos recursos e efeitos especiais quando o filme foi feito. 
A história trata, basicamente, do eterno duelo entre o bem e o mal no âmago das pessoas. Questionamentos do tipo "até onde podemos nos deixar levar pela lascívia?" são frequentes e embasam a trama.
Típico filme de cinema mudo, em preto-e-branco, com uma trilha sonora apenas para ambientar as cenas e servindo como pano de fundo. Os diálogos como de praxe neste tipo de obra são todos escritos. As representações são exageradas (olhos esbugalhados, faces retorcidas, mãos em movimentos fortes) e usadas como complemento para as cenas.
O enredo envolve Henry Jekyll, um médico e cientista que mantem o questionamento sobre a dualidade humana. Em uma de suas pesquisas, descobre uma fórmula capaz de "expor" o oposto de quem a beba, separando - literalmente - o lado positivo do negativo. 
Henry é um bom homem, de princípios, e um filantropo. Ele cuida dos pobres sem nada cobrar em um lugar chamado "casa de reparos humanos" (me lembrei da "Loja de Corpos" onde a Lady Letal (X-Men) foi reconstruída). Ele também nutre um amor por Millicent Carew, uma bela jovem, filha de um "amigo" de Jekyll.
Antes de continuar a história, preciso citar que a cada novo personagem, uma tela surge com seu nome e o do ator ou atriz que interpreta o papel.
Millicent é a submissão em pessoal. Ela é recatada, obediente e, junto com todas as mulheres presentes a um jantar, retira-se para que os homens bebam seu vinho em um ambiente condizente (isso era o costume dos anos em que se passa a trama).
Uma breve discussão leva Jekyll e seus amigos a um prostíbulo disfarçado. Nada comparado aos sofisticados ambientes "recreativos" de hoje. Aliás, há uma certa dose de crítica aos imigrantes que, neste caso, gerenciam o ambiente ilícito. Lá instalados, o pai de Millicente busca a todo custo provar que Jekyll é passível de tentação, incapaz de suportar os prazeres da carne, mas falha. Pelo menos parcialmente, falha.
A experiência desperta no doutor um desejo de descobrir como ele seria sem o controle do lado bom. Então, com tal motivação, ele usa sua fórmula que desperta um maníaco incontrolável. A transformação, na época, chocou pelo uso do deslocamento da mandíbula do ator, o que lhe dava outra aparência. A atuação, ainda mais exagerada que a usual, conferiu novos ares ao nascimento de Mr. Hyde.
Dominado pelo desejo de viver uma realidade paralela, Jekyll gradativamente vai concedendo espaço para sua versão maligna. As visitas ao prostíbulo (onde antes resistira aos avanços da tentadora dançarina interpretada por Nita Naldi) levam Hyde a descobrir um anel com um reservatório para veneno de posse da bela mulher e o toma. 
A teatralidade e a ausência das vozes dão um clima ainda mais tenso ao filme, porém nada esbarra sequer no conceito de terror, o que pode desagradar ao exigente público do gênero.
Por fim, Hyde passa a ser a parte mais importante do binômio que tinha Henry como a peça vital. Hyde continua a frequentar o decadente prostíbulo e as cenas no local são decadentes e negativas. É uma visão estranha da podridão humana.
Movido pelo apelo de sua filha, o Sr. Carew sai em busca de Jekyll, sumido por causa do domínio de Edward Hyde. Ao se deparar com o monstro, Sir Carew é assassinado. Não há uma violência convincente, pois as ambientações e as cenas são quase caricatas.
Hyde cede lugar ao Dr. Jekyll (um fato engraçado é que a transformação abrange até as roupas dos personagens) e este reencontra sua amada, mas os estragos já estão feitos.
A partir daí, o diretor mostra que Hyde é um vício, uma droga que domina o doutor quase que irreversivelmente. Sem o sinistro lado à mostra, Henry sofre quase como um drogado em crise de abstinência. 
A nobreza da alma do doutor Jekyll prevalece sobre a sombria índole de Mr. Hyde, levando-a a trancar-se em seu laboratório. Vítima dos desejos despertos, o médico permite a visita de sua pretendida, porém já quase se transformando no monstro. Quando ela chega, já não encontra seu amado, mas o monstro a ataca. O que ocorreu antes, contudo, foi que o nobre Jekyll toma (através do anel) um veneno e mata seu maior inimigo interno. Millicent corre para pedir auxílio e quando o Dr. Richard Lanyon chega, percebe a transformação. 
Em memória ao sacrifício de Jekyll, os outros são cientificados que o doutor foi assassinado pelo monstro, restando a imagem de um homem nobre para todos lembrarem. É o fim para uma experiência triste e fatídica.

Tudo o que foi descrito mostra uma história onde, definitivamente, a abordagem quer levar o espectador a refletir sobre os excessos, o uso de drogas e, principalmente, sobre a dualidade do homem. Não é possível conviver com a oscilação entre o bem e o mal, pois somos propensos a cair em tentação, ceder aos ditos "prazeres". Em suma, brincar com fogo pode ser muito perigoso.

Elenco:
  • John Barrymore como o Dr. Henry Jekyll / Mr. Edward Hyde
  • Brandon Hurst como Sir George Carew
  • Martha Mansfield como Millicent Carew, filha de Sir George
  • Charles Willis Lane como o Dr. Richard Lanyon
  • George Stevens como Poole, o mordomo de Jekyll
  • Nita Naldi como Miss Gina, artista italiana
  • Cecil Clovelly como Edward Enfield
  • Malcolm J. Dunn como John Utterson




quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Queen - Bohemian Rhapsody (com legendas). Para não esquecer...



Um clássico do Queen - Bohemian Rhapsody - legendado pela equipe do Vídeos Legendados. Fantástico e que merece ser relembrado.




Iniciado o Book Tour de Livraria Limítrofe.


Boas novas, amigos. Acabei de receber o livro "Livraria Limítrofe - o Adeus", de autoria do escritor Alfer Medeiros. Ele é meu primeiro Book Tour e um novo passo para uma maior profissionalização do blog. Evoluir é preciso.
Meus agradecimentos ao blog Pausa para um Café que é responsável por essa leitura.

Aguardem para muito breve uma resenha do livro. Até lá...

Franz.

Antes de assistir o BBB, leia esse texto e veja o vídeo.


Assistir um reality show não é algo incomum. A curiosidade, o senso de busca por uma felicidade (quando não a temos) ou presenciar perigos e tragédias são características da maioria das pessoas, infelizmente. Sabe aquele vizinho ou conhecido que sai para ver uma briga ou aquela pessoa que coloca a orelha rente à parede para escutar uma conversa? Sim, essas pessoas são mais comuns do que imaginamos.
Logo, partindo do pressuposto que a fofoca e a curiosidade são quase uma constante na nossa cultura (entendam que a curiosidade por algo construtivo não é ruim), emissoras de TV estão promovendo os chamados reality shows - programas onde, teoricamente, pessoas comuns são postas em situações de extremo desconforto, isolamento ou conflito. Na verdade, no decorrer desses programas, todas as situações tendem a se mesclar, o que gera uma zona de agressão quase incontrolável.
Bem, se tudo o que está acima escrito sobre tais shows fosse realmente real, o malefício seria menor. Mas o que ocorre não é bem isso. Há uma grande dose de mentira, armação.
Não vou me alongar no debate, porém basta ver a galera do primeiro BBB e os integrantes das edições mais recentes. É uma galera que nã otem a ver com a realidade, mas com balada. Jovens em sua maioria. Fortes e bonitos são quase a unanimidade. Desconhecidos? Jamais. Some a isso o fato de que "os excluídos" são colocados para satisfazer tais grupos: negros, gays, pobres... Acrescente, ainda, a essa receita de descaso com a inteligência do espectador o fato de que as mulheres entram já pensando em seus contratos com a Playboy ou outra revista masculina. Os sarados também tem seu lugar ao sol na G Magazine ou coisa parecida.
Concluo que este é um circo onde as atrações não são os participantes. Eles são atores, conscientes do que fazem na maioria de seus atos. As atrações são os milhõres de espectadores que ligam seu televisor e desligam suas mentes (lembram do Show de Truman?). A sede de conhecimento inútil e a massiva propaganda contribuem para o empobrecimento intelectual (não é muito mais simples dominar os que não questionam?).
Mas o pior fica por conta das revelações do vídeo que está logo abaixo. Verdadeiras ou não (creio que sejam), as imagens servirão como ponto de referência e reflexão. Os depoimentos irão deixar muitos indignados, mas eu sempre acredito que toda unanimidade é fruto de manipulação. Questionar é um ato de inteligência e é isso que busco para mim e meu público leitor: o aprimoramento intelectual e a retomada de nossas vidas. Ler é bom. Refletir sobre o que se lê (e sobre o que é visto) é melhor ainda. 
Leitura e cultura só serão convertidas em sabedoria quando postas em prática.
P.S.: para os que dirão "o que você tem a ver com isso?", relembro que o pior mal é praticado por aquele que finge que o mal não existe.  
As recomendações acima também se aplicam à Fazenda e qualquer outro show de realidade de gosto duvidoso.
Franz Lima



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A charge de Chico Caruso sobre a tragédia de Santa Maria. Há graça?


Por: Franz Lima
Chico Caruso é um grande chargista, famoso e responsável por críticas inteligentes e homenagens emocionantes. Entretanto, uma de suas charges fez, com extremo mau gosto, uma brincadeira com a tragédia que resultou em 231 mortos na cidade de Santa Maria - Rio Grande do Sul. Honestamente, não sei quais eram as intenções do desenhista ao criar a charge, mas é fato que incomodou muito, principalmente por demonstrar ausência absoluta de tato. Não me lembro de uma charge dele com as vítimas do World Trade Center também enjaulados ou algo similar. Então, o que o levou a criar algo tão idiota? 
Será que ele pensou que insinuar que as pessoas estariam presas (e as condições do ambiente realmente geraram uma prisão para muitos) minimizaria o impacto do desenho? Não vejo justificativas para algo assim. Creio firmemente que palavras de apoio às famílias, uma alusão aos heróis que salvaram (e também morreram por esse heroísmo) seriam opções melhores.
Não pedirei desculpas a Chico Caruso pela crítica, pois ela é merecida. Admirei o seu trabalho, assim como o de Ique e tantos outros artistas que usam o talento para expor a política, o cotidiano e as tragédias que nos atingem, mas não há, repito, justificativa para tamanha falha, senão a absoluta ausência de bom senso. Lamentável e merecedor de repúdio.

Em contrapartida, um outro chargista fez uma crítica ferrenha aos repórteres que, tal como hienas, cercam as pessoas tentando extrair tudo que podem delas. As perguntas absurdas e óbvias já cansaram. O que sentem os pais e parentes dos jovens mortos?, perguntam. Será que há a mínima possíbilidade de um resquício de alegria? Qualquer um, por mais frio que seja, sente a perda de alguém próximo. Logo...
Latuff mostrou o oposto de Chico Caruso ao criticar a reportagem que se vale da tragédia para vender. Não há meio-termo. Tentar clarear o que aconteceu, mostrar os fatos, ter um conteúdo investigador, enfim, são características de uma boa matéria. Usar a fragilidade do momento, captar a dor como se ela fosse moeda de troca, isso é abuso do poder que a imprensa tem. 

Fonte dessa charge: Latuff (http://latuffcartoons.files.wordpress.com)

Editora Estronho disponibiliza títulos para Kindle e em e-pub... com preços justos.


Em uma grande iniciativa, a Estronho iniciou sua produção de eBooks e aos poucos estará disponibilizando para a venda e download gratuito (alguns títulos). Vocês encontrarão contos avulsos, alguns inéditos, e os livros completos.
Por se tratar de uma tarefa hercúlea, a  Estronho ainda não tem muitos títulos à disposição, mas é certo que em breve todos os títulos poderão ser comprados. Na coletânea "Insanas... elas matam!", por exemplo, vocês podem adquirir apenas o pdf de seu autora preferida ou o livro na íntegra (mais aconselhável), o que comprova o respeito da editora por seus leitores. Esta é uma grande notícia que merece todo o nosso apoio e prestígio. Parabéns e que venham mais e-books... 
Obs.: em Insanas... elas matam!, temos a participação das escritoras que estão no blog Um ano de Medo: Tatiana Ruiz  - com A Última Oração e Carolina Mancini - com Anita.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Neil Gaiman e a opinião sobre download de livros. Imperdível...


Um vídeo polêmico pela clareza com que Neil Gaiman expõe sua opinião sobre o download de livros e revistas ou a leitura destes pela net. Esclarecedor e sincero, Gaiman prova porque tantos leitores o consideram uma lenda. Coerência e inteligência em palavras que, se fossem mal empregadas, poderiam comprometer sua credibilidade. 
Vejam a íntegra desse vídeo.


O novo podcast sobre as obras de Stephen King já saiu. Ouçam. P.S.: estou nele....



Unidos, o Stephen King Brasil e o Cine Masmorra reuniram uma equipe de fãs verdadeiros do mestre do terror para uma conversa plena de conteúdo sobre seus primeiros filmes. O projeto Masmorra Cast – Especial Stephen King é a concretização de um sonho. O primeiro episódio fala sobre um pouco da história de King e seu primeiro livro adaptado ao cinema: Carrie, a estranha.
O pod contou com a mediação da Angélica Hellish e com a participação especial dos experts em cinema e cultura pop: Douglas Fricke, Raphael Modena, Emanuel (o mano), Franz Lima e esse mero mortal que vos fala, Edilton Nunes. A arte do banner ficou por conta do Red Baron.

Acessem o site e ouçam o podcast através do banner. Basta clicar. 

Divulguem essa iniciativa fantástica que faz uma grande homenagem a um dos melhores escritores do mundo.

 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Promoção: "A luz de Lúcifer"



Olá, meus amigos. Após um tempo sem promoções, finalmente pensei em algo que pode agradar o público e não haverá muitas etapas a cumprir. Na verdade, são apenas duas. Antes, contudo, o que será o prêmio desta vez?
Certo. Desta vez eu irei sortear entre os que comentarem no post e me seguirem pelo twitter @Franzescritor (falei quais as etapas antes, mas tem que CUMPRIR AS DUAS ETAPAS), duas revistas sobre o mais polêmico personagem do universo de Neil Gaiman: Lúcifer. Cada participante irá receber um número - de acordo com a publicação do comentário - e sortearei através do random.org. Siga-me e comente sobre qual o melhor castigo para Lúcifer. Comentários sem nexo ou do tipo "participando", "legal", "valeu" serão, automaticamente, descartados.

As Graphic Novels são as seguintes:

LÚCIFER: CARTAS NA MESA


Prefácios de Neil Gaiman
Introdução de Mike Carey
Apresentação de Shelly Roeberg
Publicado em 2003
Editora: Brainstore
  Selo: DC (Vertigo)
  Edição Especial

LÚCIFER: A OPÇÃO ESTRELA DA MANHÃ



Publicado em 2001
Editora: Brainstore
  Selo: DC (Vertigo)
  Edição Especial
Número de páginas: 84
Formato: Americano (17 x 26 cm)
Colorido e com lombada quadrada
Preço de capa: R$ 11,90

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Review de X-Men: Garotas em Fuga. Mas seria melhor dizer X-Women.


Kitty, Rachel, Anna, Ororo e Betsy: mulheres quase reais
Fiquei pensando por um bom tempo sobre que tipo de linguagem eu utilizaria ao escrever este post. Por que? Bem, o desenhista desta Graphic é ninguém menos que Milo Manara, um mago em termo de desenhos de mulheres. As musas criadas por ele esbanjam sensualidade, sexualidade e são o tipo de mulher que, caso exsstissem, deixariam a vizinhança em alvoroço. Corpos perfeitos, rostos perfeitos e a sensualidade que quase todas as mulheres tem, ainda que muitas não saibam usar. Em resumo, Manara desenha sonhos adultos para homens como ainda não foi visto. Igualá-lo? Duvido...
Agora, junte a isso as X-Women, o grupo formado - na época - pelas beldades Vampira, Tempestade, Psylocke, Lince Negra, Emma Frost e a Garota Marvel. O resultado está nas imagens que você vê.

Entretanto, Milo Manara tinha um desafio pela frente. Ele não é um desenhista de super-heróis. Suas personagens (homens ou mulheres) são pessoas "comuns", sem poderes. Uma HQ inteira com combates do tipo, raios, telecinese, telepatia e tudo mais seria nnão só um desafio, mas algo desgastante. Assim, Chris Claremont foi adicionado à fórmula. Um roteirista consagrado com um desenhista também icônico e o resultado não poderia ser melhor. Chris adaptou a situação para dar mais liberdade a Milo. Como? Leia a seguir...
As X-Women estão dispostas a sair um pouco da rotina de guerras, combates e missões impossíveis. Uma semana de férias é tudo que precisam e, preferencialmente, apenas elas. Quer algo mais divertido que 5 mulheres juntas e livres para fazer o que quiserem? E é isso o que Milo Manara e Chris Claremont nos dão: um espetáculo visual e uma história em que elas são simplesmente mulheres, pelo menos enquanto não tentam destruí-las. 

Afastadas do grupo tradiconal, Ororo (Tempestade), Betsy (Psilocke), Anna (Vampira), Kitty (Lince Negra) e Rachel (Garota Marvel) curtem ótimas férias até o momento em que uma delas é sequestrada. A premissa é só uma desculpa para cenas de grande beleza com cenários incríveis. Mas não pensem que a trama está mal feita, pois Chris caprichou em uma ideia para não só colocar tantas lindas mulheres juntas, como também limitar o uso de seus poderes. E é aí que elas mostram do que são capazes.
Preparem-se para um espetáculo visual e uma narrativa agradável onde mutantes, tribos, sequestradores, vilões, heroínas seminuas e ... diversão. Pra que mais?

Essa edição da Panini veio com um prefácio de Joe Quesada, Sketchbook, entrevista com Milo Manara, bastidores nos quais descobrimos como foi o trabalho da dupla Claremont-Manara e uma mini-biografia dos autores.

Imperdível!!!

Dados Técnicos:

Ano de publicação: 2010
Editor-Chefe: Joe Quesada
Editora: Panini Comics
Capa cartonada
Páginas: 66
Valor: R$ 14,90
Curta a fanpage do Apogeu: 



Homens de Preto 3 - O fim ou o começo?



Um bom filme acumula fãs com o passar dos anos. Um bom filme gera renda e tem um elenco competente. Um bom filme oscila entre o drama e o humor de forma quase poética, fazendo com que o público mal perceba essa transição. Bem, Homens de Preto 3 acumula essas características e nos traz novamente a dupla mais improvável do cinema, mas que deu certo como há muito não se via. Agora, contudo, em duas versões...

Para os que ainda não conhecem a trama principal dos filmes, resumidamente é o seguinte: existe uma agência ultrassecreta que trata de assuntos relacionados a toda e qualquer criatura alienígena. Essa agência é mantida com recursos do governo (que, em tese, a desconhece) e é responsável por alocar e gerenciar a vida de milhares de extraterrestres que habitam nosso planeta. É algo bem próximo ao Programa de Proteção à Testemunha, onde o indivíduo é introduzido na sociedade de forma imperceptível. Partindo desse ponto, os filmes nos mostram que políticos, astros e outras personalidades importantes são alienígenas, algo sempre abordado com muito humor. 


Os dois primeiros filmes tratam, em suma, da escolha de J (Will Smith) para a agência, após um dos mais engraçados processos de seleção que já vi. J torna-se parceiro de K (Tommy Lee Jones) e, após um início de cooperação complicada, eles adquirem respeito mútuo e uma amizade ainda maior. Nas duas primeiras produções a temática ficou por conta dos problemas gerados por alienígenas (o primeiro relata a busca por uma galáxia escondida que corre o risco de ser destruída por um alien em forma de barata. O segundo, por sua vez, envolve a restauração da memória de K para evitar que a invasão de uma alienígena sensual se concretize).
Em ambas as produções o senso de humor é o ponto forte. O eterno aprendizado de J diante da experiência de K garante boas risadas. Aliás, a expressão sempre sisuda de Tommy Lee Jones tornou-se uma marca de seu personagem.
Destaque para o arsenal que os Homens de Preto possuem e a agência onde trabalham. Aliás, a agência é o alvo de Serleena, a alienígena de lingerie que pretende destruir K e os outros agentes no segundo filme.

O terceiro filme

Homens de Preto 3 foi uma das sequências mais aguardadas. Causou estranheza a demora de 10 anos de uma produção para a outra (MIB é de 1997, MIB 2 é de 2002 e, finalmente, MIB 3 é de 2012). Mas o que conta é o resultado final e, nesse quesito, MIB 3 agradou demais aos fãs.
A história faz referência a um segredo que nem mesmo J (já com 15 anos de MIB) tem ciência. Há um grande mistério na vida de K que é escondida pela elite da agência. As complicações começam quando o maior inimigo de K foge de sua prisão lunar e volta no tempo, assassinando o personagem de Tommy Lee. Esse é o ponto de partida para uma aventura sobre viagem no tempo muito bem elaborada. A ambientação e a reconstituição dos lugares e pessoas da década de 60 ficaram incríveis, mas nada se destaca mais que a escolha de Josh Brolin para interpretar o jovem K (ele não tem mesmo parentesco com Tommy?). Usando do mesmo humor (ou falta de humor?) de sua versão mais velha, Josh consegue convencer que é o agente da MIB e junto com Will Smith ele obtém uma parceria tão convincente quanto a dos dois filmes anteriores.
A viagem no tempo não é uma novidade em filmes, o que não diminui os efeitos e a necessidade da mesma para a trama. Tentar evitar a morte de Kay é a meta de Jay, não só em nome da amizade entre os dois, mas também para que os planos de vingança e conquista de Boris (interpretado com eficiência por Jemaine Clement). Destaque para o guia dos agentes, o extraterrestre Griffin, habilmente interpretado por Michael Stuhlbarg. 
Essa continuidade de MIB traz um diferencial que, por vezes, deixa o filme mais sombrio: a morte está presente em alguns pontos, quebrando um pouco o tom de comédia que cerca a trilogia. Entretanto, a obra cumpre com o que promete, proporcionando um final envolto em sentimentalismo e, mesmo assim, coerente.
Espere tudo de Homens de Preto 3: humor, morte, amizade, novos atores e, acima de tudo, uma conclusão inteligente que amarra pontas das versões anteriores, além de termos o prazer de rever Will e Tommy novamente juntos. O filme é um provável fim para a franquia, porém esclarece o começo de uma dupla que está intrínsicamente ligada pelo destino... e eu espero que se reúna novamente.



Curiosidades: os Homens de Preto são uma lenda urbana que circula pelos EUA desde, pelo menos, a década de 1950. A lenda diz que existe um grupo de homens que usam ternos pretos, responsáveis por coibir a divulgação de fenômenos ufológicos, além de resguardarem segredos sobre alienígenas. Algumas versões indicam que os Homens de Preto seriam agentes governamentais.

Os filmes são baseados em uma série em quadrinhos homônima, criada por Lowell Cunningham, publicada originalmente pela Aircel Comics.


Ficha Técnica
:

Ano de produção - 2012
Direção - Barry Sonnenfeld
Elenco: Will Smith - J
Tommy Lee Jones - K
Josh Brolin - K (versão jovem)
Jemaine Clement - Boris, o Animal
Michael Stuhlbarg - Griffin
Emma Thompson - O
Bill Hader - Andy Warhol
Alice Eve - O (versão jovem)

Composições por Danny Elfman




Já conhecem as lojas virtuais do Dito pelo Maldito e do Morcegão FM?


Os amigos e colaboradores Dito pelo Maldito e Morcegão FM estão com novos horizontes. Agora, eles também vendem seus produtos personalizados em lojas virtuais. Então, se você curte os textos ácidos e inteligentes do DpM ou se é um fã de um rock com muita qualidade, creio que também gostará de ostentar - com orgulho - as camisetas e outros produtos que esses dois ícones do mundo virtual estão disponibilizando. 
Basta clicar nos links e serão direcionados para as lojas imediatamente. 
Então, que tal se preparar para um ótima leitura com um rock bem maneiro de fundo musical? Prestigie essa galera que tem fornecido boa música, cultura e leitura sempre de altíssimo nível...
Franz.


Baby Look

Black T-Shirt
Esse é o livro de um dos colunistas do DpM

MORCEGÃO FM - LODJINHA

Camiseta Oficial: 3 anos de Morcegão FM

Ecobat: a bolsa ecológica do Morcegão

Camiseta e ecobat

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Diversos periódicos e revistas onde encontrarão outros contos de George R.R. Martin.


Só para começar a brincadeira: uma antologia com Clive Barker, Stephen King, Neil Gaiman, Joe Hill e George R. R. Martin. Conheciam essa obra?

As capas abaixo são uma prova concreta de que pouco conhecemos os trabalhos do autor de "As crônicas de gelo e fogo". George R. R. Martin é um excelente contista, contrariando aquela velha história de que um escritor de romances não é um bom escritor de contos. As "Isaac Asimov Magazine" foram publicadas no Brasil e eu disponibilizei a edição que contém o conto "A flor de vidro", tal é a dificuldade em encontrar esse material. Esse material está disponível agora através deste link: 4Shared Isaac Asimov, onde todos os números publicados no país, exceto o 6, poderão ser lidas.
No mais, espero que gostem das capas e que encontrem tais revistas para ampliar o conhecimento do estilo e da obra de George Martin. 
Bom divertimento... e boas buscas.

COMO EDITOR

O hoje popular "Ruas Estranhas"










ESCRITOR - CONTOS






















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