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sexta-feira, 28 de junho de 2013

As aventuras de Pi. Resenha do livro escrito por Yann Martel.


Capa baseada no pôster do filme e a capa de uma versão antiga

Por: Franz Lima.

Esta é uma resenha diferente, devo confessar. Quando iniciei a leitura do livro, fui diretamente influenciado por infinitos comentários sobre o filme e a polêmica do plágio, fatores responsáveis por uma espécie de bloqueio diante da obra. Mas, justiça seja feita, o fato de o livro ter sido baseado na história de Moacyr Scliar ou em qualquer outro, não tirará jamais os méritos de 'A vida de Pi' (recentemente republicado como 'As Aventuras de Pi', em prol do filme). Plágio ou não (ainda não li o livro do Scliar), Yann Martel criou uma obra que emociona.

 

A Trama

Inicialmente somos brindados com o personagem Pi, uma diminuição de XXX, um menino que cresce em um zoológico. Pi tem uma vida feliz ao lado dos pais, do irmão mais velho e dos bichos, ainda que sofra uma certa perseguição por parte do irmão, mas nada de tão terrível. Ele mostra, desde cedo, ter uma inteligência e sensibilidade incomuns, fatores que o levam a conhecer as três principais religiões da região onde mora. Mesmo que elas preguem de forma similar o amor ao próximo e a busca por um Deus, as três não mostram tanto amor e paciência por aqueles que não fazem parte de suas doutrinas. Contraditório ou não, o fato é que Pi opta por permanecer e delas extrair o melhor. 
As primeiras 90 páginas - aproximadamente - dizem respeito ao poder transformador da fé, lições que Pi, mesmo ainda muito jovem, aprende. Estas lições serão, acreditem, fundamentais para o futuro caótico que o aguarda.
Basicamente, a trama fala sobre fé, vida e morte. O caos entra na vida rotineira e regular de Pi por meio de um naufrágio. A partir daí, nada mais será como antes. 



Lições

O livro tem outras lições além da fé e da mudança. Durante todas as passagens ocorridas no zoológico, o autor mostra muitas nuances e curiosidades da vida dos animais em cativeiro. Tabus são quebrados e a visão que vocês têm dos zoológicos será drasticamente modificada. 

A transformação

Pi é um menino. Perdido e acuado pela infinidade de um oceano, além de um tigre, resta ao jovem a escolha entre entregar-se à morte ou, contrariando tudo, sobreviver. É a hora de Pi usar a fé, seus conhecimentos e a experiência de uma vida curta e dos livros para sobrepor todos os obstáculos. 
'As aventuras de Pi' trata, simplesmente, disso: vida, ainda que a morte ronde o personagem por quase toda a narrativa.


Diante do infinito

Valendo-se de uma narrativa fluente, fácil e cativante, Yann Martel criou um livro agradável, emocionante e que surpreende pela oscilação entre o drama e a esperança. É impossível ficar incólume diante da grandiosidade daquilo por que Pi passa. É impossível não imaginar qual seria nossa reação diante de tanta dor, sofrimento e das lições que só o isolamento pode proporcionar.
Diante do infinito, percebemos nossa insignificância.

O Plágio -  isso importa?

Sim, o plágio sempre será uma prática indigna, mas, após a leitura de 'Life of Pi', fiquei com sérias dúvidas sobre o que se define como plágio. Yann Martel cita que Moacyr Scliar foi a centelha de vida para seu livro, porém não afirma ter se apropriado da ideia central do livro 'Max e os felinos'. 
Não posso comparar as obras em virtude de ter lido apenas o livro de Martel, fato que não me impede de afirmar a qualidade de 'As aventuras de Pi'. Concluindo, Martel pode ter cometido o erro de se apropriar de uma premissa de outro autor, mas acertou ao criar uma história magnífica e muito bem escrita. Para o leitor, isso é o que importa. 


Dados Técnicos e nota final:

Autor: Yann Martel

I.S.B.N.: 9788520933107

Acabamento : Brochura

Tradução: Maria Helena Rouanet

Idioma : Português

Número de Paginas : 371

Editora Nova Fronteira   


Super-heróis em cartazes minimalistas perfeitos. Arte de Michael Tuner.





Fonte: Béhance

Elaborados pelo artista gráfico Michael Tuner, estes cartazes mostram heróis da Marvel e da DC em formato minimalista. Usando os principais detalhes de cada herói e apenas duas cores para cada pôster ou cartaz, Michael conseguiu um excelente resultado com suas obras, pois é fácil reconhecer cada um deles. 












terça-feira, 25 de junho de 2013

Drink Milk: vejam o curta de animação que prova o quanto o leite é melhor que o refrigerante. Humor total!!!



Curtas de animação quase sempre são pérolas. Entretanto, alguns são considerados tão incríveis quanto a rara pérola negra. 'Drink Milk' (literalmente 'Bebe Leite') é uma dessas pérolas. Com um enredo que não necessita de palavras, animação de qualidade e um humor muito inteligente, os criadores da obra não só enfatizam os benefícios do uso constante do leite, como também comprovam que refrigerantes podem ser 'letais'. 
Assistam e divirtam-se com essa obra incrível, basta acessar o link Drink Milk.











segunda-feira, 24 de junho de 2013

A mais sexy cosplayer da Athena (Cavaleiros do Zodíaco).


A modelo e cosplayer Li Ling já era famosa por sua beleza, mas no evento ChinaJoy 2012 em Xangai, China, contratada pela ZQGAME  apareceu vestindo um cosplay da deusa Athena da série Cavaleiros do Zodíaco. Por conta do vestido curto, sua calcinha ficou exposta e os dirigentes do evento optaram por solicitar a retirada da modelo, buscando evitar uma imagem errada ou tumultos no ChinaJoy. 
Polêmicas à parte, eis as fotos...












Peter Stults recria filmes atuais com atores do passado, através de pôsteres.



Peter Stults mostra que o remake não precisa ser feito só com base em filmes antigos. Para ele, os filmes mais atuais poderiam ter suas versões feitas por atores do passado, mantendo o visual da época. Vejam que, em alguns casos, ele atingiu a perfeição em sua obra.

Reparem em Robert De Niro como Bane em uma foto tirada do clássico Taxi Driver.












domingo, 23 de junho de 2013

Renato Artes e suas Pin-Up inspiradas em cantoras e celebridades.


Pitty
Fonte: Renato Artes

Esse artista brasileiro é um apaixonado pela beleza feminina e faz questão de retratá-las através de artes quase fotográficas ou pin-up. Aliás, suas pin-up consistem em sua maioria debcantoras consagradas, mas ele também mostra atrizes e outras celebridades...

Avril Lavigne

Amy Winehouse


Beyoncé

Rihanna
Kate Perry


The art of Michael Rogers: Zombies and others icons of culture.



Michael Rogers ou bigbadrobot é um artista de Cleveland, EUA, que se vale de grande talento para criar pôsteres onde cenas de filmes e séries são transformadas com maestria. Alguns de seus trabalhos usam a silhueta de algo que lembre o tema principal e ele inclui, no fundo, uma cena de destaque criada por ele. Seu talento e o conhecimento sobre a cultura pop são inegáveis. O ilustrador disponibiliza suas obras para venda através do site Etsy.



















sexta-feira, 21 de junho de 2013

Quando o gato foi encarado pelo rato acuado: os motivos que levaram aos protestos no Brasil.



Por: Franz Lima.

Anos de corrupção, inflação disfarçada, conluio entre governos e empresas, violência, descaso com a saúde... e muitos outros fatores tão ou mais graves, sempre foram do conhecimento da maioria da população e, logicamente, do próprio governo. A sujeira já estava acostumada a ser varrida para o gasto e velho tapete. A tal da boca ficou mais torta do que nunca, tal era o costume do uso do cachimbo. Vícios que estavam entrando na rotina do brasileiro, quase já aceitáveis, corriqueiros. Essa foi a realidade de gerações. Essa era a realidade até poucos dias atrás.
O que nos acostumamos a ver, dentro de uma certa lógica, é o gato acuando e destruindo o rato. Mas o que aconteceria se o rato não se deixasse abater sem combater seu oponente? O que poderia ocorrer ao gato quando ele visse o medo e o ódio fundidos nos olhos do pequeno rato? E o que dizer de um único gato tentando oprimir milhares de ratos, pois é fato que os diminutos roedores crescem em número muito, muito maior que os felinos domésticos. Logo, não é difícil imaginar uma reviravolta no clássico duelo. Não é difícil imaginar o astuto Jerry derrotar o poderoso Tom (a preguiça e o descaso anexos ao poder podem provocar um rebaixamento da guarda). 
Nós fomos os ratos por décadas. Houve períodos em que elevamos as patas e guinchamos, fatos que provocaram até certo receio no gato (representado pelo Governo e todos que dele tiram algum proveito), mas jamais houve uma vitória esmagadora. No final, o velho gato ainda preparava sua armadilha e, cedo ou tarde, o fim chegava para o roedor.
Mas os tempos mudam. Nós aprendemos a conviver com os percalços e a opressão, enquanto quem manda se acostumou ao luxo, ao poder e ao destemor por nossas opiniões. Porque temer aqueles que não tem força política, voz, poder? Quando eles teriam tempo para lembrar que são tratados como lacaios, serviçais que recebem um pagamento mínimo, ora agradados por pequenas bolsas com algo que lhes distraísse, algo capaz de desviar seus olhos de uma realidade triste... de um futuro incerto e um presente caótico.
Entretanto, ilhados em suas mordomias, os detentores do poder jamais esperariam que os 'fracos e oprimidos' teriam uma voz a favor deles. Não a inexistente representatividade política, isso é utopia. O que elevou-se, o que fez o monstro da corrupção e da dominação recuar foi a voz do próprio povo, por tantos anos silenciada. Uma voz que foi crescendo através de algo que muitos dos dominantes jamais acreditaram: as redes sociais. Desprezaram o poder de divulgação, de influência e comunicação das redes, antes chamadas de 'focos de alienação'. 

Eis uma resposta à altura para os que ridicularizaram a força do povo: novelas, filmes e jogos (incluindo o futebol) são distrações, lazer. Até quando acharam que iríamos ficar com fome, humilhados e largados no gueto? Quanto tempo duraria a hipnose em massa? Os tempos são novos, porém vocês estagnaram. Nós evoluímos e iremos mudar esse país, essa realidade ao custo que for. A política do Pão e Circo ainda mantém muitos presos aos ditames de uma ditadura que vai muito além do poder militar, mas isso não é eterno. Até os grandes impérios e ditadores ruíram...


Esta não é uma era de revoluções. Esta é uma era de evoluções. O Brasil ainda é visto como um país de Terceiro Mundo por ostentar uma desigualdade só vista em territórios extremamente pobres ou cujos governantes foram levados ao poder por meio da força ou extremismo religioso. Aqui, temos um solo rico, uma cultura rica e uma economia que poderia, verdadeiramente, estar entre as três maiores do mundo. Então, o que nos impede de termos uma população rica em educação, saúde e dignidade? Será que só ouvem o povo quando ele grita? 

Não há apoio para os que destroem e provocam o caos. Eles são tão incorretos quanto os que desprezam as preces por um salário digno, tão covardes quanto os que desviam dinheiro público da saúde, educação ou segurança para seus cofres no exterior. Ninguém que pratique o vandalismo e a violência terá o apoio da grande massa que se move em direção ao futuro. Nós não caminhamos por dinheiro. Cada passo que damos é direcionado ao fim de um período longo e tortuoso que não findou com a ditadura militar. 
Os avanços da democracia são inegáveis. Os recuos também. Mas as lacunas são fruto da ganância humana. O sistema tem tudo para funcionar, desde que sejamos respeitados como cidadãos e como Nação.
As passagens baixaram. Vitória. Claro que inda resta corrigir muita coisa, mas o primeiro passo foi dado. O clamor foi ouvido e este é um momento onde o mar guia o navio, não o contrário. 
Caminhemos em paz. Que nenhuma gota de sangue seja vertida no solo desse abençoado país. A justiça será feita, e aquilo que é do povo será devolvido. 
O Gigante realmente acordou... e ele não irá permitir que o sono se aproxime outra vez.


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