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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Trailer de Justice League: War mostra o caos para os heróis. Confira!



Darkside, uniformes diferentes e uma guerra que engloba até os próprios integrantes da Liga da Justiça. Essas foram as primeiras impressões que tive ao ver o trailer de Justice League: War. A trama é baseada na graphic novel 'Justice League Origin', de Jim Lee e Geoff Johns e retrata os primórdios da Liga e um conflito que envolveu os integrantes da equipe antes de se unirem. Darkside e sua tropa são os inimigos que irão - aparentemente - unificar o grupo.
A trama original tem a participação do Aquaman, mas Geoff Johns o substituiu pelo Capitão Marvel. 
O trailer também deixa a impressão de que não será uma animação tão violenta quanto Flashpoint Paradox, porém ainda é cedo para afirmar algo sobre isso.
O longa de animação tem estreia prevista apenas para 2014.


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Teoria da Pixar é analisada e discutida com muito humor no canal Nostalgia. Veja o vídeo.



Uma interessante e controversa teoria criada por Jon Negroni levantou a hipótese de que todos os filmes da Pixar estão interligados de uma forma ou outra. Mais do que meras participações especiais, Negroni afirma que há uma conexão espaço-temporal entre as produções e que cada advento gerou efeito na produção seguinte (mas isso não significa que seja a linha do tempo de lançamento das animações).
Com base nessa teoria, o pessoal do canal do youtube 'Nostalgia' criou um ótimo vídeo com duração de quase meia-hora onde as bases dessa intrigante hipótese são analisadas e evidenciadas. Verdade ou não, o legal dessa história é que ela faz com que tenhamos vontade de ver cada uma das produções novamente. 
Confiram o vídeo do pessoal do Nostalgia e tenham um bom divertimento... Ah! Não se esqueçam de favoritar o vídeo, caso gostem.
Franz.



Lista de Compras: Zelota - o livro que questiona a imagem de Cristo como líder espiritual pacífico.



"Zelota: A Vida e a Época de Jesus de Nazaré", escrito pelo iraniano-americano Reza Aslan, busca o Jesus histórico na Palestina de 2.000 anos atrás. Aslan questiona a imagem de Jesus como um mestre espiritual pacífico que foi promovida pela Igreja.
Segundo o autor, Jesus era politizado e foi capturado, torturado e executado por ameaçar a ordem estabelecida. Ele viveu na época dos zelotas, um grupo de nacionalistas radicais que consideravam a resistência aos romanos um dever sagrado.
Para o líder católico, a imagem do Cristo revolucionário foi difundida nos anos de 1960, quando intelectuais interpretaram algumas passagens como atos políticos.A ideia contradiz "Jesus de Nazaré: da Entrada em Jerusalém até a Ressurreição", de Joseph Ratzinger. No livro, Bento 16 escreve que Jesus "não vem [ao mundo] empunhando a espada de um revolucionário".
Em julho deste ano, Aslan protagonizou o que foi chamado de "a entrevista mais constrangedora de todos os tempos". Na conversa ao vivo, Laura Green, âncora da Fox News, questionou o direito de um muçulmano de escrever sobre a vida do fundador do cristianismo.
Estudioso das origens do cristianismo há duas décadas e graduado nas universidades Santa Clara, Harvard e Iowa, ele é Ph.D. em história das religiões e professor da Universidade da Califórnia.

Franz says: um livro que é aparentemente muito interessante e que ganha ares de obra importante por ser escrita por um renomado historiador. O fato de ser muçulmano não impediu que Reza tenha estudado cristianismo com mais afinco até do que um cristão. A abordagem diferenciada da figura de Cristo deve ser considerada, principalmente se levarmos em conta que essa visão do Redentor pode ser realmente a que lhe foi atribuída em sua época. Mas o mais interessante é que não há desrespeito na abordagem e descrição do Messias por parte do autor.
Polêmicas à parte, creio que o livro traz um conteúdo relevante para cristão e não-cristãos.

Corey Taylor - Slipknot: sobrenatural faz parte da banda e novo disco é prometido.


Fonte: Estadão. Texto: Jotabê Medeiros. Comentários: Franz Lima.

O visual do grupo Slipknot sempre sugeriu um portal para o purgatório, mas a relação deles com o Além vai bem mais longe do que se pensava. Corey Taylor, cantor e líder da banda, principal atração da primeira noite do festival Monsters of Rock, no sábado, às 21h40, é um cara escolado nas vivências paranormais. “Para mim, a alma é a chave do que somos e ela continua além da nossa vida. É energia e define o que somos e o que escolhemos ser. Muitas vezes, a alma encontra outro hospedeiro”, disse Taylor, falando ao Estado por telefone, na semana passada. Ele acaba de publicar o livro A Funny Thing Happened on the Way to Heaven (Uma coisa engraçada aconteceu no caminho do Paraíso), no qual narra suas experiências com fantasmas e seres do mundo supernatural. 
No seu livro, Corey Taylor conta como viu o primeiro fantasma quando tinha 9 anos e diz que espectros de crianças habitam a atual casa onde vive. Também sobrou para o Slipknot: a banda inteira já foi aterrorizada por uma revoada de fantasmas durante uma sessão de gravação de um disco, em Laurel Canyon, Los Angeles, segundo o relato do cantor. 
“Eu não acredito em Céu e inferno, mas na alma que permanece. Não acredito em punição, mas acredito em karma: uma pessoa muito má cedo ou tarde terá a retribuição daquilo que faz em vida. Pessoas ruins atraem as coisas ruins de volta para si mesmas. Já vi a repercussão de algo que aconteceu a uma pessoa muito ruim, que passou a vida fazendo malvadezas”, disse Taylor, que também é vocalista do grupo Stone Sour. 
“Os cínicos vão dizer que minhas contagens testemunhais podem facilmente ser descritas como ‘voos fantasiosos’ ou ‘armadilhas de uma mente hiperativa’. O que eu odeio mais do que todos os outros é: ‘Você viu apenas aquilo que queria ver e nada mais que isso’”, escreveu. 
Uma das bandas mais pesadas e insanas do heavy metal, o Slipknot volta ao Brasil dois anos após sua passagem pelo Rock in Rio, em uma jornada de labaredas e mergulhos no meio da plateia. Sua primeira apresentação no País foi em 2005, no Anhembi, no festival Chimera. Não era a primeira banda de mascarados do metal, mas era uma das mais feias (o grupo Ghost B.C., que veio ao Rock in Rio, parece que segue seus passos dramatúrgicos). 
O disco mais recente da banda, All Hope is Gone (2008), já tem 5 anos, No ano passado, lançaram a coletânea Antennas to Hell. E um dos integrantes do grupo, Joey Jordison, acaba de lançar um disco solo. Duplo. Mas, agora, Corey Taylor acha que já é chegado o momento de lançar material novo da banda-mãe. 
“Há dois anos, não estávamos muito preocupados com um disco novo, porque as músicas ainda soavam tão frescas e potentes. Mas, agora, é chegada a hora, sabemos que temos de fazer. Estamos fazendo sem pressa, de forma natural. Já temos quatro músicas novas, e elas mostram uma direção muito sombria e muito pesada. Também há um senso de melodia que flui da música. Eu definiria com uma combinação de dois álbuns nossos, Iowa (2001) e Volume 3: The Subliminal Verses (2004). É denso, mas as belas melodias estarão lá, como um próximo capítulo”, afirmou. 
A vida do Slipknot não é mole. Sua agressividade cênica cria problemas. Em junho de 2005, durante sua turnê pela Europa, foram acusados pela Igreja Ortodoxa de Atenas, na Grécia, de “promover o demônio e o satanismo”. Na época, o compositor e percussionista Chris Fehn, um dos nove músicos sem rosto do Slipknot (os outros são Clown, Corey, James, Joey, Mick, Paul, Sid e 133), declarou: “O nosso show é apenas uma grande diversão, e nunca ninguém se machucou. Nós promovemos a música, não um culto ao ocultismo”. 
Corey Taylor fala pausadamente, com clareza, e escreve com bastante jeito para se tornar best-seller. Está em seu segundo livro (o primeiro foi Seven Deadly Sins, sete pecados capitais, sempre na seara do sobrenatural). Ele se diz influenciado pelos beatniks, especialmente os três grandes – William Burroughs, Allen Ginsberg e Jack Kerouac. 
Ele conta que se lembra de ter visto imagens de Kerouac lendo On the Road no programa de TV de Steve Allen, e acha que o ritmo, a batida, a cadência daquilo são coisas que podem tê-lo influenciado como autor. Mas, como frontman, cadência é zero: ele é um selvagem.
“Qualquer chance para tocar aí no Brasil e a gente aceita. Nós adoramos, é um lugar em que os fãs são mais apaixonados, participativos. É um local para onde irei enquanto estiver em uma banda”, disse ele.

Franz says:  estas são ótimas notícias sobre a banda. Faz muito tempo que o Slipknot não produz algo inédito e com o peso dos discos anteriores, fato que os fãs sentem. 
Ainda fico surpreso com pessoas que não conseguem distinguir promoção - no caso o uso de máscaras sinistras - de satanismo. Caso haja realmente algum praticante do satanismo ou qualquer coisa parecida, será que iria usar uma banda de rock para divulgar seus ensinamentos e doutrina? Essa história de que o mal vem disfarçado, principalmente em grupos de rock, é uma verdadeira demonstração de preconceito e falta de conhecimento. Em alguns casos, como Marilyn Mason, é pura promoção. Muitos dos ditos 'roqueiros do mal' são pessoas com uma vida social tranquila, incapazes de fazer o mal a quem quer que seja.
Concordo com o autor do texto ao afirmar que a banda é pura dramaturgia. Nós que conhecemos e acompanhamos a história do Slipknot, sabemos que os integrantes podem ter alguns traços de instabilidade, mas quem é 100% normal? 
Quanto aos fenômenos sobrenaturais, todos estamos sujeitos a isso. Para quem não sabe, até o mestre do terror moderno, Stephen King, já teve contato com o sobrenatural. Não vou questionar a veracidade dos relatos... cada sabe o que vivenciou.
O importante - para o rock - é que um novo disco da banda está em planejamento. 


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Agência Nacional de Segurança (NSA) está protegedo quem? A crise dos espiões.


Não sei se essa declaração parecerá arrogante, mas alguém acreditou - por um único segundo sequer - que os EUA iriam abandonar a prática histórica de espionar o mundo? Quantos de vocês se surpreenderam com a manutenção da política de protecionismo e com tons imperialistas que lá existe? 
Espionagem entre países é uma prática comum que ganhou ares de filmes com o advento da guerra fria. De lá para cá, as investigações, roubos de informações e as invasões de privacidade de pessoas comuns ou de políticos e outros de maior influência são gestos comuns e corriqueiros. 
Será que os governos da Alemanha e do Brasil irão comprovar que não praticam espionagem em vários níveis, inclusive nos EUA? O trabalho de nossa espionagem - aqui carinhosamente apelidada de 'arapongas' - é o mesmo, mas em menor escala devido às muitas deficiências de treinamento e material, o que não lhes tira a alcunha de espiões ou ladrões de informações.
Nosso governo demonstrou indignação diante da infiltração na conta de e-mail da 'presidenta' Dilma, porém sou capaz de afirmar que eles já sabiam que isso ocorria com cidadãos comuns. Claro, o sapato apertado só dói em quem o usa...
Tenho certeza absoluta de que tais atos por parte da NSA são errados, o que não implica em dizer que irão parar por conta de protestos. Esse jogo de gato e rato sempre ocorreu e não sei quais os motivos para esse alarde. Eles querem investigar e invadir? Certo, que tentem fazer isso contra os melhores em criptografia do mundo. Pois se eu estivesse na liderança de um país do porte da Alemanha, certamente iria colocar o máximo de chaves possível em um simples e-mail dizendo "oi", só para atormentar a vida dos espiões ou seja lá que nomes usem. 
A Agência de Segurança Nacional (dos Estados Unidos) deveria ter o nome alterado para Agência de Segurança Internacional (ISA - International Security Agency), já que ela se preocupa tanto com o mundo. E essa história de que estão buscando evitar os prováveis prejuízos de terroristas e uso de armas nucleares é pura balela, simples desculpa para agirem acima do bem e do mal. 
Foram tais informantes que deram "base" para invasões, assassinatos de civis, apropriação indébita de bens móveis e imóveis, além do estabelecimento de bases militares avançadas, o que implica em dizer que o poderio de reação foi ampliado.
Alemanha e Brasil, além da recente invasão à Espanha, são vítimas de preconceito e temor. Os dois países tem grande potencial. Os alemães são temidos por seu passado bélico e isso está no ar até hoje. Os brasileiros estão descobrindo verdadeiras minas de ouro negro, o petróleo, e isso desperta o interesse das grandes potências. Contudo, o que importa é a quebra de uma amizade estabelecida oficialmente. Essa atitude de espionar um país aliado demonstra claramente que não há confiança, seja em tempos de guerra ou paz. Reflitam: se eles fazem isso com os amigos, o que farão com os inimigos?
Lamentável episódio... mas que está muito longe de um fim (se houver).



Clive Barker afirma que irá fazer um reboot de Hellraiser.



Escritor, roteirista e diretor, Clive Barker publicou em sua página do facebook que já está em negociações para um reboot de Hellraiser - Renascido do Inferno. Mas isso não seria uma notícia surpreendente se esse reboot não contasse com o ator Doug Bradley, o Pinhead original. Bradley estará nessa nova produção, promete Barker, mesmo sem a confirmação da Dimension Films.
Hellraiser rendeu muitos frutos no cinema, revistas em quadrinhos e, claro, o livro que inspirou isso tudo. Entretanto, a franquia cinematográfica perdeu força com as várias sequências que não mantiveram a qualidade do primeiro longa-metragem.
Clive pretende manter a ideia original da história, porém irá adaptá-la aos novos tempos, ampliando o alcance do medo e também trazendo uma leitura mais moderna, o que pode implicar em efeitos cada vez mais aterrorizantes. Ele quer potencializar o horror que o filme original provocou...
Nós esperamos ansiosos que ele consiga...
 

10 dicas para escrever um roteiro de sucesso para Hollywood. Via BBC.



Fonte: BBC

Tony Gilroy é um dos roteiristas mais cotados de Hollywood, por causa de sucessos como Armageddon (1998) e O Advogado do Diabo (1997). Ele ganhou o Oscar de melhor roteiro original com Conduta de Risco, em 2007.
A BBC perguntou a ele qual é a chave para escrever e ser bem-sucedido no centro da indústria cinematográfica americana. Estes são seus dez conselhos:

1 - Consuma cinema.
Não acho que se aprenda muito com cursos ou livros. Quem vai ao cinema desde pequeno encheu a vida de narrativas. É algo que está na área mais profunda do ser.
Ir ao cinema, ter algo a dizer, ter imaginação e ter a ambição de fazê-lo é realmente tudo o que se precisa. O resto se aprende.

2 - Invente histórias, mas que sejam reais.
Escrever roteiros é um trabalho de imaginação. Nós, os roteiristas, inventamos histórias. Tudo o que tenho na vida é resultado de ter inventado muita coisa.
Mas há algo que se deve compreender bem e que faz a diferença: o comportamento humano.
A qualidade da história está diretamente relacionada com a compreensão do comportamento humano. É preciso se transformar em um jornalista para o filme que está tentando criar em sua mente. É preciso investigar, fazer reportagens... cada cena tem que ser real
 
3 - Comece com uma ideia modesta.
As grandes ideias não funcionam. Comece com uma ideia pequena que possa ser expandida.
Com a saga dos filmes Bourne, eu nunca li os livros (uma trilogia de Robert Ludlum), preferi começar do zero. 
A premissa simples do personagem Jason Bourne é: "eu não sei quem sou, nem de onde venho, mas talvez eu possa me definir através do que sei fazer".
Construímos todo um universo a partir desta pequena ideia. Isso começa modestamente e vai sendo construindo passo a passo. É assim que se escreve um filme para Hollywood.

4 - Aprenda a conviver com a sua invenção.

Meu pai era roteirista, mas não existe um "gene criativo e boêmio" na nossa família.
Aprendi a observar o quão duro ele precisava trabalhar, e compreendi o tempo que rege a vida de um escritor. É preciso escrever nos momentos de inspiração.
Se você vive com outras pessoas, elas aprendem a não se assustar ou se queixar destes ritmos criativos.

5 - Escreva para a TV.
É cada vez mais difícil fazer filmes bons. Mas nas produções de televisão, é possível encontrar a ambiguidade e os tons cinza de realidade. É aqui que as histórias podem se tornar interessantes.
Muitos roteiristas estão bastante entusiasmados com a televisão no momento, e é um negócio controlado por escritores. Quando os roteiristas estão no comando, sempre há coisas boas na televisão.
Eles são mais racionais, trabalham mais duro e são mais benévolos também.
Quando os escritores comandam o entretenimento, o negócio funciona. Talvez agora vejamos a TV se convertendo em uma utopia guiada pelos roteiristas.

6 - Aprenda a escrever em qualquer lugar, a qualquer momento.
Eu tenho um escritório na minha casa, mas já escrevi em milhares de quartos de hotel. É preciso escrever em toda a parte.
Se estou feliz com o que escrevo, não quero parar. Agora que sou mais velho e mais sábio, não me prendo ao fato de meus escritos estarem fluindo ou não. Telefono para casa, digo que não vou chegar para o jantar e sigo trabalhando.
Mais do que nada no mundo, eu desejo continuar tendo vontade de ir ao escritório, sem medo de trabalhar.

 7 - Consiga um emprego.

Eu passei seis anos trabalhando em um bar enquanto tentava entender como escrever roteiros.
Se você quer escrever, se é jovem e ninguém o conhece, busque um trabalho que pague a maior quantia de dinheiro possível com a menor quantidade de horas possível, para que você tenha uma boa parte do dia para escrever.
Trate de viver em alguns lugares onde possa ter acesso a boas conexões culturais, onde possa ver muitos filmes e conhecer muitas pessoas. E trate de achar um lugar onde possa simplesmente escrever, escrever, escrever.

8 - Viva a vida.
Se você não tem nada para dizer e não viu nada mais do que um punhado de filmes, sobre o que você vai escrever? Só se pode contar aquilo que se conhece.
Busque se interessar por uma grande quantidade de coisas, temas e pessoas, e mantenha-se interessado. Meu conhecimento é muito amplo, ainda que incrivelmente superficial, porque não sinto falta de mais.
Costuma ser muito mais interessante uma história escrita por um jornalista, por um policial ou por um banqueiro do que algo vindo de alguém que estudou cinema por 20 anos.
Há exceções, é claro. Mas quase sempre é o caso de "se você não tem nada para dizer, para que está aqui"?

9 - Não se mude para Los Angeles.
Eu não acho que exista um motivo de peso para se morar em Los Angeles (centro da indústria cinematográfica americana).
Eu acredito que L.A. é um lugar muito ruim para alimentar a mente. Em Los Angeles, as pessoas passam grande parte do tempo dentro de carros e rodeadas de outras pessoas deprimentes.
Não acredito que Hollywood seja uma boa vizinhança para um escritor jovem, isso não vai lhe ajudar a sentir qualquer tipo de emoção.

10 - Resista e siga em frente. 
Na minha carreira, já ocupei as duas posições do "Kama Sutra de Hollywood": tanto por cima como por baixo.
É importante aprender a lidar com as quedas e rejeições. Acho que um dos motivos pelo qual os roteiristas são tímidos é que estamos todos sempre suspeitando dos nossos processos, já que ele fracassa com frequência.
Não é nada diferente do que acontece com romancistas, compositores ou pintores. Quando o mundo externo te rejeita, a pessoa decide superar isso ou deixar-se vencer.
Mas acredito que os dias mais difíceis são aqueles em que nada acontece. Todos os que já tentaram escrever alguma vez sabem bem do que estou falando.
O bom é que não há nada que não se cure com um bom dia de trabalho.

Franz says: ótimas dicas de um roteirista que obteve o sucesso em Hollywood a duras penas. Estes conselhos servem também para os escritores de literatura, já que os mercados não são distintos como alguns pensam. Espero que esta matéria ajude-os em algo.






 



Lista de Compras: Histórias íntimas - livro de Mary Del Priore.



Por: Franz Lima.
Uma conceituada historiadora que vem se aprofundando na história dos oprimidos, Mary Del Priore inovou com um tema que tem atraído muitos (as) leitores (as). Seu mais recente trabalho se chama 'Histórias Íntimas - Sexualidade e Erotismo na História do Brasil' e retrata algumas curiosidades e absurdos do desenvolvimento da liberdade sexual, principalmente para as mulheres, oprimidas por séculos e tidas até hoje como objeto sexual. 
“A Barbie é uma boneca que ensina a menina a ser puta. Ela só quer saber de roupa, nem liga para o Ken. Ela só ensina a consumir. E não sei quando o reinado da Barbie vai acabar”
Quais eram as reações para comportamentos tido hoje como normais,  nudez, padrão de beleza, sexo entre classes, adultério... e muitos outros temas interessantes estão disponíveis nessa instigante e bela obra da historiadora que revela verdadeiramente o desenvolvimento da vida íntima do brasileiro.

O livro está com preço promocional de R$ 19,90 na Livraria da Folha.  

Para saber mais sobre a autora, suas obras e este livro, leiam a entrevista concedida à revista TPM: Mary Del Priore

Abaixo, um trecho do primeiro capítulo:

1500: Pleno desabrochar do Renascimento na Europa e chegada dos "alfacinhas" ao Brasil. Em 1566, é dicionarizada na França, pela primeira vez, a palavra erótico. Designava, então, "o que tiver relação com o amor ou proceder dele". Na pintura, o humanismo colocava o homem no centro do mundo - e não mais Deus -, descobrindo -se os corpos e o nu. Nu que, hoje, associamos ao erotismo. Mas era ele, então, sinônimo de erotismo? Não. Isso significa que as palavras, os conceitos e seus conteúdos mudam, no tempo e no espaço; o que hoje é erótico, não o era para os nossos avós.
Comecemos por um exemplo bastante conhecido. Ao desembarcar na então chamada Terra de Santa Cruz, os recém-chegados portugueses se impressionaram com a beleza de nossas índias: pardas, bem dispostas, "suas vergonhas tão nuas e com tanta inocência assim descobertas, que não havia nisso desvergonha alguma". A Pero Vaz de Caminha não passaram despercebidas as "moças bem moças e bem gentis, com cabelos muito pretos compridos pelas espáduas". Os corpos, segundo ele, "limpos e tão gordos e tão formosos que não pode mais ser". Os cânones da beleza europeia se transferiam para cá, no olhar guloso dos primeiros colonizadores. Durante o Renascimento, graças à teoria neoplatônica, amor e beleza caminhavam juntos. Vários autores, como Petrarca, trataram desse tema para discutir a correspondência entre belo e bom, entre o visível e o invisível. Não à toa, nossas indígenas eram consideradas, pelos cronistas seiscentistas, criaturas inocentes. Sua nudez e despudor eram lidos numa chave de desconhecimento do mal, ligando, portanto, a "formosura" à ideia de pureza. Até suas "vergonhas depiladas" remetiam a uma imagem sem sensualidade. As estátuas e pinturas que revelavam mulheres nuas, o faziam sem pelos púbicos. A penugem cabeluda era o símbolo máximo do erotismo feminino. A questão da sensualidade não estava posta aí. 
Nuas em pelo, as "americanas" exibiam -se, também, nas múltiplas gravuras que circulavam sobre o Novo Mundo, com seus seios pequenos, os quadris estreitos, a cabeça coroada por plumagens ou frutas tropicais. Os gravadores do Renascimento as representavam montadas ou sentadas sobre animais que os europeus desconheciam: o tatu, o jacaré, a tartaruga. Mas, aí, a nudez não era mais símbolo de inocência, mas de pobreza: pobreza de artefatos, de bens materiais, de conhecimentos que pudessem gerar riquezas. Comparadas com as mulheres que nas gravuras representavam o continente asiático ou a Europa, nossa América era nua, não porque sensual, mas porque despojada, singela, miserável. As outras alegorias - a Ásia e a Europa - mostravam -se ornamentadas com tecidos finos, joias e tesouros e todo tipo. Mesmo a África, parte do mundo mais conhecida no Ocidente cristão do que a América, trazia aparatos, expondo a gordura. Gordura, então, sinônimo de beleza.
O retrato das americanas, além da magreza e da nudez, ostentava sempre um signo temido: os ossos daqueles que tinham sido devorados nos banquetes antropofágicos. Nudez, pobreza e antropofagia andavam de mãos dadas. As interpretações, então, se sobrepunham: passou-se da pureza à pobreza. E daí ao horror por essa gente que comia gente. Pior. À medida que os índios resistiam à chegada dos estrangeiros, aprofundava-se sua satanização. Para combatê-los ou afastá-los do litoral, nada melhor do que compará-los a demônios. A nudez das índias estava, pois, longe de ser erótica.
Desde o início da colonização lutou-se contra a nudez e aquilo que ela simbolizava. Os padres jesuítas, por exemplo, mandavam buscar tecidos de algodão, em Portugal, para vestir as crianças indígenas que frequentavam suas escolas: "Mandem pano para que se vistam", pedia padre Manoel da Nóbrega em carta aos seus superiores. Aos olhos dos colonizadores, a nudez do índio era semelhante à dos animais; afinal, como as bestas, ele não tinha vergonha ou pudor natural. Vesti-lo era afastá-lo do mal e do pecado. O corpo nu era concebido como foco de problemas duramente combatidos pela Igreja nesses tempos: a luxúria, a lascívia, os pecados da carne. Afinal, como se queixava padre Anchieta, além de andar peladas, as indígenas não se negavam a ninguém.

Dados técnicos:

Título: Histórias Íntimas Subtítulo: Sexualidade e Erotismo na História do Brasil Autor: Mary Del Priore Editora: PlanetaAno: 2011 Idioma: Português Especificações: Brochura | 256 páginas ISBN: 978-85-7665-608-1 Dimensões: 230mm x 160mm


Bicicleta recebe visual do filme Evil Dead - A morte do demônio.



Um dos mais assustadores filmes de sua época, Evil Dead (A morte do demônio, 1981) ganhou uma bela homenagem através da arte de Erik Noren, um artesão que expôs essa beleza no ano de 2012. O resultado final ficou ótimo e possui muitos detalhes, como verão abaixo:





Detalhes: cena do filme e quadro imitando borrifo de sangue

Erik Noren


Corrente imita uma motosserra




Lista de Compras: Box em capa dura, importado, com todas as histórias de Calvin e Haroldo.



Esta lista de compras é destinada aos fãs que dominam o idioma inglês ou aos que são fãs de verdade e tem tempo e disposição para aprender a língua original da dupla mais amada dos quadrinhos.
Calvin e Haroldo são uma dupla muito incomum. Um menininho e seu tigre de pelúcia não seriam algo a se notar não fossem algumas peculiaridades. Calvin é um garoto questionador, cheio de imaginação e que sempre vive suas aventuras em um universo próprio. Haroldo, por sua vez, é um simples tigre de pelúcia, exceto quando está a sós com seu dono Calvin, ocasião em que ganha vida. Juntos, os dois vivem hilárias e marcantes histórias, cheias de reflexão, crítica social e humor em doses massivas.
O box com todas as histórias já publicadas está disponível apenas em inglês e tem um preço meio salgado, mas vale a pena conferir. Recomendo demais...
Link para compra da edição via Submarino: Box Set - The complete Calvin and Hobbes

sábado, 26 de outubro de 2013

Resenha da edição encadernada de A Torre Negra: nasce o Pistoleiro.


Por: Franz Lima.




Baseada no universo e personagens criados por Stephen King, essa Graphic Novel mostra os primórdios da vida de Rolland Deschain e seus amigos Alain e Cuthbert. Supervisionada pelo próprio King, ilustrada pelo magnífico Jae Lee e colorida por Richard Isanove, 'Nasce o Pistoleiro' conta quais foram os primeiros passos de Rolland e seu ka-tet no combate ao mal que se espalha e provoca a perda do equilíbrio no Mundo Médio.
Os diálogos desse primeiro arco de histórias (originalmente publicado na forma de minissérie) mantêm a força da narrativa do autor, ainda que adaptados. Acrescente a isso as belas ilustrações de Lee e as cores de Isanove. Pronto! Vocês terão em mãos uma das mais fiéis adaptações de um livro pela Nona Arte.
Adaptação? Mas o que muitos dizem sobre essa obra é que ela aborda passagens inéditas do passado do Pistoleiro. Bem, amigos, até o segundo encadernado o que vi foi uma fiel transposição da narrativa de Rolland para seu atual ka-tet, na qual esclarece uma tensa e violenta parte de seu passado. Essas passagens são narradas no quarto livro da série, intitulado Mago e Vidro.

Como não li todas as edições encadernadas já publicadas e também não terminei a série de livros, não tenho como dizer se as histórias que se seguem serão mais adaptações. Mas, sobretudo, devo ressaltar que até o terceiro livro não há vínculo, além do óbvio, entre as tramas. Recomendo que leiam primeiro os livros para, posteriormente, ler as graphic novels, o que evitará spoilers gigantescos. E preparem-se para assimilar eternamente as características visuais dos personagens de Jae Lee à leitura dos livros. Não há como desvencilhar-se da arte do desenhista, principalmente com a adição da colorização de Isanove.
Observem, ainda, que mesmo sendo a adaptação das histórias de Rolland, a essência foi mantida à perfeição.
Tenham todos uma ótima leitura...

Dados técnicos:


Tradução: Eduardo Tanaka

Suspense e Quadrinhos
ISBN: 9788560280728
Lançamento: 01/11/2010
Formato: 17 x 26
Peso: 708 gramas
208 páginas
Capa dura
Preço: R$ 59,90



Os mais recentes lançamentos em quadrinhos e mangá pela Panini.


Destaque da semana:DC Terror 3

DC Comics
Os Cavaleiros do Demônio – Etrigan, Cavaleira, Exoristos, Madame Xanadu, Vandal Savage, Al Jabr e Cavaleiro Andante – estão literalmente no Inferno! Traído pelo seu ardiloso líder rimador, o grupo agora está sob o poder das garras de Lúcifer e existe apenas uma saída… resta saber se eles estão dispostos a um sacrifício. Mas nem só a vida dos cavaleiros está em jogo, suas ações imprudentes podem condenar toda a Terra! A imperdível narrativa sobre a era medieval do Universo DC são narrados por Paul Cornell(Stormwatch) e Robert Venditti (Lanterna Verde), com arte de Bernard Chang (Univerdo DC Apresenta – Desafiador).
Originalmente publicado em:

Demon Knights 13-18 

Detalhes da edição

» 17 x 26 cm
» 132 páginas
» Capa Couché
» Lombada Quadrada
» Papel Offset
» Publicação EspecialIndefinida
» Preço: R$ 15.90
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 72


X-Men: A Queda dos Mutantes vol. 2

Marvel Comics
A contagem de corpos aumenta de forma assustadora e os X-Men e seus aliados encaram uma guerra que se espalha por toda parte! Agora, as consequências da Queda dos Mutantes afetam outros heróis, como o Demolidor, o Quarteto Fantástico e, mais uma vez, o Hulk! E, após os Carrascos assassinarem os Morlocks, eles saem à caça dos próprios X-Men… o que vai levar os sobreviventes a decidir se devem se sacrificar para deter não só os Carrascos, mas também um adversário ainda mais terrível!
Originalmente publicado em:

Daredevil 252
Fantastic Four 312
The Incredible Hulk 340
Uncanny X-Men 220-225
X-Factor 26 


Detalhes da edição

» 17 x 26 cm
» 276 páginas
» Capa Cartão
» Lombada Quadrada
» Papel LWC
» Publicação Mensal
» Preço: R$ 29.90
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 72


One Piece 21

Planet Mangá
Em Alubarna, Sanji precisa encontrar um jeito de driblar um importante ponto fraco para enfrentar o Mr. 2 Bon Clay! E Nami, sem poder fugir da batalha, terá que se virar para aprender a usar sua nova arma!
Originalmente publicado em:

One Piece 21 

Detalhes da edição

» 13.7 x 20 cm
» 192 páginas
» Capa Cartão
» Lombada Quadrada
» Papel Pisa Brite
» Publicação Mensal
» Preço: R$ 10.90
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 72


Superman 16

DC Comics
Supergirl foi conquistada e está do lado de H’el! A fim de deter o vilão kryptoniano,Superman e Superboy recorrem a uma última alternativa: pedir conselhos para Lex Luthor! E em Action Comics: a segunda morte do Homem de Aço!
Originalmente publicado em:

Action Comics 16
Supergirl 15
Superman 15 


Detalhes da edição

» 17 x 26 cm
» 76 páginas
» Capa Couché
» Lombada Grampo
» Papel Pisa Brite
» Publicação Mensal
» Preço: R$ 7.20
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 72


Homem-Aranha 142

Marvel Comics
Determinado a acabar com o supervilão usando seu nome, o Duende Macabrooriginal, Roderick Kingsley, ataca Phil Urich com tudo, e no meio dessa guerra de duendes Peter Parker acabou servindo de vítima para atrair… o Homem-Aranha! E Otto Octavius está prestes a morrer, mas o seu último grande plano vai mudar a vida de Peter Parker para sempre!
Originalmente publicado em:

Amazing Spider-Man 696 a 698 

Detalhes da edição

» 17 x 26 cm
» 68 páginas
» Capa Couché
» Lombada Grampo
» Papel Pisa Brite
» Publicação Mensal
» Preço: R$ 6.50
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 72


Dragon Ball 18

Planet Mangá
Falta apenas um ano até a prometida chegada dos temidos saiyajins! Gohan inicia seu árduo treinamento com Piccolo. Enquanto isso, no Outro Mundo, Goku corre pelo Caminho da Serpente para ficar mais forte!
Originalmente publicado em:

Dragon Ball 18 

Detalhes da edição

» 13.7 x 20 cm
» 192 páginas
» Capa Cartão
» Lombada Quadrada
» Papel Pisa Brite
» Publicação Mensal
» Preço: R$ 10.90
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 72


Dark 14

DC Comics
Liga da Justiça Dark: os Livros da Magia caem nas mãos do insano Nick Necro! Eu, o Vampiro: Andrew e seus novos aliados malignos invadem a fortaleza dos Van Helsing. Enquanto isso, Caim volta à cena. Homem-Animal: em meio à batalha em New Gorilla City, Buddy Baker encontra um novo e bizarro aliado. O dia em que o Monstro do Pântanoconheceu Abigail Arcane e sua nada amistosa família.
Originalmente publicado em:

Animal Man 15
I Vampire 15
Justice League Dark 14
Justice League Dark Annual 1
Swamp Thing Annual 1 


Detalhes da edição

» 17 x 26 cm
» 148 páginas
» Capa Couché
» Lombada Quadrada
» Papel Pisa Brite
» Publicação Bimestral
» Preço: R$ 15.90
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 72


Wolverine 107

Marvel Comics
Depois de lutar contra a misteriosa Remus,Wolverine descobre ainda mais fatos surpreendentes sobre os planos do imortal Romulus, e como o projeto Arma X, Dentes-de-Sabre e outros elementos do seu passado estão ligados a essa conspiração secular. E ainda, histórias inéditas mostrando lados poucos conhecidos de Logan.
Originalmente publicado em:

Wolverine 1000
Wolverine 312 e 313
Wolverine : Switchback 


Detalhes da edição

» 17 x 26 cm
» 68 páginas
» Capa Couché
» Lombada Grampo
» Papel Pisa Brite
» Publicação Mensal
» Preço: R$ 6.50
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 72


Naruto Pocket 41

Planet Mangá
Infiltrado na Vila da Chuva, Jiraiya encontra dois velhos conhecidos que agora fazem parte da Akatsuki! Um deles é Pain, o misterioso líder da organização criminosa, que não pretende deixar que Jiraiya saia dessa com vida!
Originalmente publicado em:

Naruto Pocket 41 

Detalhes da edição

» 11.4 x 17.7 cm
» 192 páginas
» Capa Cartão
» Lombada Quadrada
» Papel Pisa Brite
» Publicação Mensal
» Preço: R$ 10.90
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 72


A Sombra do Batman 16

DC Comics
Batman e Robin: o Palhaço do Crime continua atormentando o jovem Menino-Prodígio em uma aventura macabra e surreal.Batgirl: “Você aceita este maníaco psicopata como seu legítimo e adorado esposo?” Asa Noturna: Dick Grayson está prestes a viver um dos maiores apuros da sua carreira.Batwoman e Mulher-Maravilha: a epopeia pelo mundo da mitologia grega continua! Batwing:o Culto do Pai Perdido está cada vez mais perigoso. E ainda: Capuz Vermelho e os Foragidos e a participação dos Novos Titãsem Morte da Família.
Originalmente publicado em:

Batgirl 16
Batman & Robin 16
Batwing 14
Batwoman 14
Nightwing 16
Red Hood and the Outlaws 16
Teen Titans 16 


Detalhes da edição

» 17 x 26 cm
» 148 páginas
» Capa Couché
» Lombada Quadrada
» Papel Pisa Brite
» Publicação Mensal
» Preço: R$ 15.90
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 72


One Piece 46

Planet Mangá
Ace alcança o criminoso que esteve perseguindo, o infame Barba Negra! O Bando do Chapéu de Palha, agora no Triângulo Amaldiçoado, encontra as mais incríveis e aterrorizantes criaturas, dignas de um filme de terror!
Originalmente publicado em:

One Piece 46 

Detalhes da edição

» 13.7 x 20 cm
» 200 páginas
» Capa Cartão
» Lombada Quadrada
» Papel Pisa Brite
» Publicação Mensal
» Preço: R$ 10.90
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 72

Mais um conto de terror. Leia, se for capaz.... 'A Cobrança. '




Eu vivi por alguns anos em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, com uma família muito boa. Sou de São Paulo e vim para o RJ em função da morte de meus pais. Destino...
         Nesta família todos eram unidos, independente dos problemas (que não eram poucos) e levávamos uma vida bem comum.
Eu, como membro mais novo da família, dividia o quarto com o filho mais velho deles, sem tumultos, por mais difícil que possa parecer.
Nesta casa havia uma senhora bastante idosa, talvez com mais de 80 anos, se não me engano. Era uma mulher doce e extremamente protetora. Também gostava demais de seu pequeno quarto onde guardava todos os seus poucos pertences, na maioria lembranças de épocas passadas.
Contudo, o tempo não poupa bons ou ruins. Todos cedem ao seu peso. E com ela não foi diferente.
Numa manhã chuvosa, encontramos seu corpo já frio. Ela havia falecido durante o sono.

Houve comoção por parte de todos e o velório e o enterro mostraram o quanto ela era querida.
Quando regressamos do velório, o chefe da família se dirigiu a mim e disse:
- Agora que ela se foi, teremos que deixar o quarto vago, retirar suas coisas e doar o que não nos tiver utilidade. A partir de hoje, você dormirá no quarto dela que, aliás, será seu para lhe dar mais conforto e ao meu filho. Cada qual no seu quarto, que tal?
Pensei em dizer que não achava muito legal, mas não o disse por acreditar que ele queria apenas o meu bem. Concordei com uma certa relutância...
Anoiteceu e, ainda abatidos pela morte, pouco conversamos. O jantar foi envolto pelo silencio, apenas interrompido pelos prantos da dona da casa. Prantos silenciosos, abafados pela vergonha que sentimos ao chorar...
Nos despedimos e cada um foi para seu quarto, desejosos de que o novo dia revelasse que aquilo era apenas um pesadelo e a velhinha estaria ali, a passos lentos e firmes. Desejos... quem pode atendê-los?
Fui para o quarto. O cheiro dela estava impregnado em cada átomo daquele lugar. Suas fotos, seus perfumes, a Bíblia lida com dificuldade, suas anotações, enfim. Abri o guarda-roupa e vi suas vestes. Vestidos, nem uma calça sequer, revelando o apego aos velhos costumes. Seus sapatos eram extremamente pequenos, capazes de indicar aos que não a conheciam, seu verdadeiro tamanho.
Não havia uma TV. Ela só tinha um velho rádio (Philco-Ford) onde sempre ouvia as orações católicas por volta das 05:00 da manhã. Hábitos: todos somos dominados por eles, concluí.
Revirei mais algumas coisas. Não estava muito confortável com o que fazia, porém não estava com sono e nada mais me restava a fazer. Distraindo-me, eu iria cansar e, logo, dormir, pensei.
E o mais incrível é como um quarto tão pequeno podia compartimentar tanta história. Ela tinha diários, álbuns de fotos e uma notável coleção de cartões postais. Tudo muito antigo, denotando seu desligamento com os dias atuais. É algo, creio, muito comum aos idosos: eles se prendem ao passado (apagando tudo de ruim que aconteceu) e nele passam a viver todos os dias que lhes restam. Pura nostalgia.
E foi assim que, olhando uma vida que se fora, adormeci...
Minha cama estava mais macia do que quando deitei. Era como se ela fosse um colchão d´água, onde meu corpo oscilava, embalando ainda mais meu sono. Porém, eu não estava mais dormindo. A sensação de paz era total e minha respiração suave me fazia sentir um conforto muito grande.
Levantei e olhei ao redor; não reconheci onde estava. O lugar era muito grande e o céu tinha cores mudando constantemente. O interessante, o mais interessante para ser mais específico, era a ausência total de som. Aquela sensação de pressão no ouvido que só o silêncio total traz. Fiquei surpreso com isto, já que havia vento no lugar, pássaros voando. Por que não havia som? Meus próprios passos não produziam qualquer barulho.
Andei e fui tentar descobrir onde estava. O lugar também sofria mutações, mas sempre me trazia a sensação de ser um lugar muito, muito antigo, fora da minha realidade. Eu estava dentro de um passado que não me pertencia. Algo não vivenciado por mim e, por isto, me senti como se estivesse violando a privacidade de alguém.
Afinal, onde eu estava??? E o que era mais importante, o que me mantinha ali?
Desnorteado, busquei uma fuga de lá. Vi uma casa bem pequena, um tanto quanto distante, porém passava segurança. Andei muito. Contudo, quanto mais eu andava, mais distante a casa ficava. Era como se ela não me quisesse próximo. Uma repulsa, talvez.
E apesar de tanto andar, reparei que não havia suor em meu rosto, mesmo com tanto esforço. Qual o motivo nunca soube dizer.
Parei e apoiei as mãos nos joelhos. Já estava cansado e à beira do desânimo.
        Abaixei a cabeça e olhei para o chão. Respirei fundo e quando voltei o olhar para a casa distante, recuei atônito. Ela estava bem à minha frente. Louco, estou ficando completamente louco, refleti.
Ah, mas seria bem melhor a loucura do que aquilo que eu estava vivendo. Meus tímpanos doíam de tanto silêncio e meu coração batia com tanta força provocando dores em meu peito. Eu já conhecia esta situação: medo, o terror que só o desconhecido pode nos impôr. Era por isso que eu suava sem parar, mais temor do que esforço, conclui.
        Subi os três degraus que levavam até a pequena varanda da casa. Seus tijolos estavam já desbotados, mostrando palidamente sua cor vermelha. Toquei a maçaneta e a forcei para baixo, provocando um estalo que indicava a abertura da porta. Empurrei-a para frente e não pude ver nada. Lá dentro, a escuridão tomava conta e, receoso, adentrei lentamente, esperando meus olhos se adaptarem às trevas.
Uma coisa me alertou... o cheiro de perfume, um perfume que não me era desconhecido, sem que isso implicasse em lembrar qual era. Qual o motivo para ficar tão tenso não soube dizer.
Fiquei preocupado com uma daquelas cenas de filmes de terror e olhei para trás. A porta não se fechou sozinha rangendo, como eu esperava. Tudo estava normal, dentro do possível.
Não havia muitos cômodos na casa. Eram quatro pelo que pude constatar: uma sala, um quarto, uma cozinha e um banheiro. Todos eram muito pequenos. Conclui que ou a pessoa que morava lá era muito humilde ou pequena, quem saberia dizer?
As luzes não funcionavam e a luz do lado de fora não tinha poder para iluminar sequer o batente da porta de entrada. Era como se a casa não aceitasse ser clareada, como se ela estivesse bem nas sombras, tal qual uma pessoa que se tranca em um quarto escuro, após tomar uma Aspirina para passar sua dor de cabeça.
Havia algo nas trevas que me atraia. Não era uma coisa má, mas a tensão ampliava. Parei em frente ao quarto e vi (ainda que com dificuldade) o que lá havia. Pouco para ser sincero. Cama, um guarda roupa, uma cômoda e um espelho. No chão, um balde bem raso, talvez usado para urinar, deduzi. Entrei e tentei achar uma vela ou alguma outra coisa capaz de iluminar. Parei diante da cômoda e abri uma de sua gavetas. Havia fotos. Forcei a visão para tentar ver quem eram as pessoas das fotos e, apesar do esforço, não pude distingui-las. Suas roupas, entretanto, eram muito antigas. Roupas do início do século passado. Trajes que denunciavam um pudor excessivo e o rigor típico da época. Guardei-as.
Quando fui abrir a segunda gaveta, ouvi um som bem suave. Levanto a cabeça e meu reflexo não mostra meu rosto. Fico estático aguardando a continuidade do som. Nada... nada mais ouço. Talvez tenha sido apenas minha imaginação.
Então recordo que talvez tudo aquilo seja mesmo minha imaginação. - Não posso estar passando por isto realmente – digo-, como que me alertando.
Decido sair da casa e acabar de uma forma ou de outra esta insanidade. Ao virar, mais um som. Sinto o ar mais frio. Sinto meu sangue mais frio.
O som atrás de mim está mais forte e me esforço para não olhar para trás, ciente de que não pode ser nada de bom.
Algo, repentinamente, toca minha nuca. Sinto o pânico tomar conta sem demonstrar. Minha vontade é correr, mas seja lá o quer for, está em vantagem. Eu não sei o que é, mas sabem quem sou, sem dúvida.
Viro e vejo meu reflexo sombrio novamente. As gavetas da cômoda estão fechadas, mesmo eu tendo plena certeza de tê-las deixado abertas. Movo meu rosto para a direita e tenho a atenção atraída por algo captado por minha visão periférica. Penso ter visto meu reflexo se movido na direção contrária, mas isto é impossível. Tem que ser impossível.
Quando viro os olhos e encaro meu reflexo, ele já não me pertence. Há uma mulher no espelho e olho para trás pensando que ela está realmente atrás de mim. O risinho que ouço confirma meu engano. Pude sentir cada fração da minha coluna doer. Doer pelo mais puro pânico.
O reflexo se move e diz:
- Achou mesmo que iria ficar bisbilhotando minha vida e sair impune? Quem lhe deu permissão? Quem disse que eu quis sair? Responde! Não esconda o rosto, moleque. Sua vergonha não vai diminuir sua afronta.
A voz da mulher era tétrica. Minha visão nublou e cheguei a pensar que iria desmaiar. Enquanto pensava em uma resposta, a mulher gritou, enfurecida:
       - Aqui sempre será meu lar e vou fazer o que for possível para ficar. Ninguém tem o direito de tomá-lo de mim, ninguémmmmmmmm...
Então, ela recua e soca o espelho de dentro para fora, fazendo cacos de vidro atingirem meu rosto. Foi a gota d´água. Corri como jamais fiz em minha vida. E quanto mais corria, mais a casa aumentava. A porta de saída já estava fora do meu alcance quando tropecei.
Levantando, mais movido pela vontade de fugir do que pela agilidade, passei por algo úmido, como se fosse um filete de água. Ou melhor, era algo viscoso, como o rastro que uma lesma deixa ao passar.
Passei as mãos no rosto, sentindo uma repulsa enorme. Meus lábios tocaram a substância e isso foi o suficiente para vomitar. Minha visão nublou e senti vertigem. Fraco, tentei buscar apoio em alguma coisa e acabei caindo. Apoiando o joelho no chão, tentei levantar quando a face da mulher ficou a menos de 10 centímetros da minha. Seu olhar queimava minha pele, não pelo calor, e sim pelo frio. Eu a incomodava e ela não fazia qualquer questão de esconder isso de mim. Vi seus lábios se moverem e, ouvi o seguinte:
- É só isso? – riu. – Pensou mesmo que ia tomar o que é meu e ficar ileso, criança? Sua inocência me comove – disse, passando sua mão fria em meu rosto, deixando o mesmo líquido viscoso pelo qual eu passara.
- Eu sequer sei o motivo de estar aqui, senhora – respondi com uma voz tão baixa que mal pude me ouvir. – Não quero nada da senhora, não vim roubar, juro!
Ela abriu os lábios revelando os poucos dentes. Elevou os olhos nas órbitas, simulando estar pensando. Na verdade, estava me torturando. Eu até pensei em fugir, porém minhas pernas não tinham condições de acompanhar o raciocínio.
Ela suspirou e, com calma, perguntou:
- Não veio me roubar ou tentar me enganar? Não quer absolutamente nada de mim? Diga.
- Verdade, só quero ir embora... por favor.


Um odor pútrido me atingiu em cheio. Era a mulher respirando pela boca. Seu peito arfava enquanto decidia o que fazer comigo. De repente, tocou meu ombro esquerdo e, sem dizer uma palavra, elevou a mão direita. Recebi um golpe duro no peito. A dor foi muito rápida e intensa. Pensei estar tendo um ataque cardíaco. Ledo engano... abaixei o rosto e vi sua mão esmagando ossos e cortando tecidos e órgãos meus. Ela apertou dentro do meu peito e puxou.
Não senti mais nada.
Cai, respirando sangue e tendo espasmos. Meu corpo gelava muito depressa e a sede chegou com força. Eu estava morrendo. Lágrimas escorreram de meus olhos. Lágrimas de dor e temor pela partida. O que fiz? – questionei em pensamentos.
Tudo se turvou e o silêncio, já tão grande, me abraçou.

Despertei. Despertei de um pesadelo como jamais havia tido em toda a minha vida. O medo de que aquilo fosse real estava estampado não só em meu rosto, como no corpo todo. Eu estava suando frio, trêmulo. Sentia os batimentos cardíacos acelerados pelo ocorrido.
Respirei fundo e fui até o interruptor para acender a luz. Para meu azar, a lâmpada estava queimada. Nada de mais, já que a luz da lua iluminava debilmente o quarto. Sentei na cama e fiquei aguardando o sono voltar. Para ser sincero, eu não queria que ele voltasse. Pelo menos não daquele jeito.
Minutos depois eu já estava deitado. Meu olhar encarava o teto, branco, sem nada de atrativo, apenas aquele olhar vazio típico de uma pessoa sonolenta. Eu iria dormir, pensei...
Mal as pálpebras fecharam, senti um movimento estranho. Ainda entorpecido pelo sono, pensei ser apenas mais um sonho e não dei atenção. Eu ia adormecendo quando senti um solavanco. Meus sentidos entraram em sintonia quase que automaticamente. Fiquei alerta. Havia algo de errado. Estaria eu sonhando de novo? - questionei-me.
Quando fui tentar me mover, fui surpreendido por uma paralisia corporal. Não podia mover sequer o pescoço.
Como eu havia deitado de qualquer jeito, embalado pelo sono, estava com o corpo descoberto e, para meu desconforto, o pequeno quarto foi ficando mais e mais frio. De minhas narinas exalava vapor, de tão gélido estava aquele lugar.

Desperto, vi que nada daquilo era imaginação. Eu estava realmente no quarto da velha senhora e, para meu azar, alguma coisa estava redondamente errada. Com um pouco de calma, parei para pensar e, já desconfortável, percebi que desde o primeiro minuto em que entrei ali após a morte dela, algo me incomodava. Ainda que intimamente. Agora, após esta noite, eu só podia chegar à conclusão de que não era bem-vindo. Algo me repudiava. Algo queria me ver longe de lá e, pelo que constatei, estava disposto a fazer qualquer coisa para chegar ao resultado.
Forcei o corpo para a frente, usando o máximo de minhas forças. Não pude levantar pois havia algo me impedindo, como se eu estivesse amarrado. Tentei gritar para chamar a atenção de alguém que viesse me ajudar. Minha voz ecoou dentro de minha mente, mas não ouve sequer um único som saindo de minha boca.
Apertei as mãos, aflito, e cortei as palmas com as unhas. Senti os filetes de sangue escorrem quentes, contrastando com o frio pelo qual passava.
Não havia mais dúvidas... eu estava à mercê de alguém ou algo que não compreendia. E o que é pior, esta entidade sentia ódio por mim. Mas, afinal, que fiz? Eu não sabia dizer ao certo. Usando as últimas forças que tinha, consegui me desvencilhar. Levantei o corpo e fiquei sentado, com as pernas retas, na cama. Eu ainda estava preso e, nesta condição, estava mais vulnerável.
A cama, de súbito, tremeu. Agora eu sabia de onde vinham os solavancos. Junto com ela, eu também tremi. O tremor que só o medo em sua essência é capaz de impor a um homem. Minha cabeça foi agarrada e fui jogado de encontro ao travesseiro. O frio ampliou...
Com os olhos ainda voltados para o teto, senti um leve formigamento na nuca. Havia algo passeando entre meus cabelos. Eu não sei dizer como, mas eu sabia exatamente o que era. Uma língua de fogo tocava minha nuca sem, no entanto, queimar. Eu via como se tivesse atrás da cabeça. Eu via aquela língua vindo de um lugar inominável. Eu sabia que era apenas um recado, porém isso não diminuía o impacto sobre mim.
Então, a cama se elevou. Duas batidas secas contra o chão. Senti o corpo entorpecido. Pensei que iria morrer.
O rádio, desligado, entrou em funcionamento sozinho. Eram 05:00 horas da manhã e começavam as orações católicas. Mas eu não entendia o que ele dizia. Eu não conseguia discernir. Eram orações em outras línguas, deduzi.
Foram os segundos mais terríveis de minha vida e, tão rápido quanto começaram, eles terminaram. O rádio se desligou e meu corpo foi solto. Tomado pelo desespero, corri de encontro á porta sanfonada. Eu a derrubei como se fosse de isopor. E corri para o quarto onde o casal dono da casa dormia, indiferente ao meu sofrimento.
Bati à porta e, logo, fui atendido. Não acreditaram em mim, até que os estragos no quarto foram confirmados: a porta destruída, o travesseiro chamuscado. O rádio e a lâmpada queimados, além do quarto ainda refrigerado, apesar do tempo ameno.
Nunca mais entrei ali.

Com o passar dos anos (por pelo menos mais três anos o quarto permaneceu isolado), o fato foi sendo esquecido. Várias visitas de padres foram feitas para abençoar o lugar e muitas vezes vi a dona da casa rezando para dar paz a quem quer que fosse.
            Eu, para dizer a verdade, sei muito bem o quê e quem era. Sei que nós nos apegamos muito ao material, às nossas lembranças e acho que não tenho o direito de culpar. Talvez eu tivesse a mesma atitude. Talvez eu cobrasse um preço por alguém invadir minha vida, tocar minhas coisas. Afinal, sou apenas carne e osso e mesmo quando não mais o for, ainda terei a essência humana. Fui cobrado por invadir, ainda que involuntariamente, a intimidade de uma pessoa. Passei por uma grande prova e tirei minhas lições. Espero que ela esteja realmente descansando em paz agora. Nada mais.

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