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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Muitos lançamentos literários pela Companhia das Letras.





Os sonâmbulosde Christopher Clark (Tradução de Berilo Vargas e Laura Teixeira Motta).
Baseado em vasta pesquisa e documentos inéditos, o professor da Universidade de Cambridge Christopher Clark procura reconstruir o contexto e esclarecer um dos momentos mais controvertidos e mal compreendidos da história: o início da Primeira Guerra Mundial. Numa narrativa transbordante de ação, Clark propõe uma nova abordagem do primeiro conflito bélico a assumir dimensões globais. Em vez de narrar estratégias militares, batalhas ou atrocidades do front, escolhe esmiuçar a complexa rede de eventos, interesses e frágeis equilíbrios de força que levou um grupo de líderes políticos, em geral bem intencionados, a decisões desastrosas, que culminaram numa guerra de violência inaudita.
A tristeza do samurai, de Victor del Árbol (Tradução de Eduardo Brandão).
A advogada María Bengoechea se tornou conhecida por ter colocado detrás das grades o inspetor César Alcalá, num ruidoso caso ocorrido em Barcelona nos anos 1970. O escândalo, que ela considerava completamente resolvido, ressurge quase dez anos depois, quando María descobre que outros nomes estavam envolvidos — o de um político com passado sombrio, mas também o de seu próprio marido, um homem machista e violento, e até mesmo o de seu pai, um ermitão que se especializou em forjar espadas. A tristeza do samurai é, ao mesmo tempo, um romance policial cheio de reviravoltas e uma reflexão histórica sobre como as ações do passado repercutem no presente.

A lata de lixo da históriade Roberto Schwarz.
Ironizando até mesmo a necessidade de transportar a crítica política para o Brasil colonial — e a cidade de Itaguahy para uma improvável Suíça — no clima geral de censura e delação, Schwarz reaproveita o enredo e os personagens de O alienista com humor, agudeza e mordacidade. O germe das “ideias fora de lugar”, um dos principais temas da obra crítica de Schwarz, transparece nas ações desmioladas do alienista Simão Bacamarte, que implanta em Itaguahy um regime totalitário, inteiramente baseado numa “ciência” importada, para salvaguardar a saúde mental dos cidadãos. Com os desmandos de Bacamarte, de início apoiado pelos “notáveis” do lugar, a Casa Verde deixa de ser um hospital de alienados para se tornar uma masmorra semelhante às câmaras de tortura da repressão, e aos poucos aprisiona toda a cidade.
O alienista, de Machado de Assis.
Clássico da literatura brasileira, este texto de Machado de Assis continua sendo, cento e trinta anos depois de sua publicação original, uma das mais devastadoras observações sobre a insanidade a que pode chegar a ciência. Médico, Simão Bacamarte passa a se interessar pela psiquiatria, iniciando um estudo sobre a loucura em Itaguahy, onde funda a Casa Verde — um típico hospício oitocentista —, arregimentando cobaias humanas para seus experimentos. O que se segue é uma história surpreendente e atual em seu debate sobre desvios e normalidade, loucura e razão.

Diga o nome delade Francisco Goldman (Tradução de Maria Luiza Newlands).
Em 2005, o escritor e professor norte-americano Francisco Goldman se casou com Aura Estrada, uma jovem e promissora estudante de literatura. Pouco antes de o casamento completar dois anos, durante as férias numa praia do México, Aura quebrou o pescoço após ser tragada por uma onda. Responsabilizado pela morte de Aura e mortificado pela culpa, Francisco entregou-se ao desespero. Passava os dias sem rumo, bebendo e flertando com a catatonia, a depressão, o suicídio. Para vencer a crise, escreveu Diga o nome dela, uma história sobre o luto — uma mostra pungente de que só com a organização da memória é possível driblar a falta de sentido e reafirmar o desejo de seguir adiante.
O amor natural, de Carlos Drummond de Andrade.
Publicado em 1992, cinco anos depois da morte de Carlos Drummond de Andrade, O amor natural foi saudado, com justiça, como um grande acontecimento cultural: a lírica erótica (e por vezes pornográfica) de um dos maiores poetas da literatura brasileira finalmente vindo a lume. Fortes, intensos e sem o travo de melancolia da poesia amorosa de Drummond, os poemas de O amor natural chegam a ser solares em sua clara e positiva afirmação do desejo sexual, do conhecimento físico entre duas pessoas e da vitória contra a morte que representa a busca pelo prazer. Compostos no decurso da longa carreira literária do autor, os textos reafirmam a enorme vitalidade — pessoal e literária — do autor.
Flores artificiais, de Luiz Ruffato.
O escritor Luiz Ruffato recebe em sua casa a correspondência de um desconhecido. Trata-se de um manuscrito, uma compilação de memórias que Dório Finetto, funcionário graduado do Banco Mundial, redigiu a partir de suas muitas viagens de trabalho. Como consultor de projetos na área de infraestrutura, Finetto percorreu meio mundo numa sucessão de simpósios, reuniões e congressos. A mente de engenheiro, no entanto, esconde um observador arguto e sensível, uma dessas pessoas capazes de se misturar com naturalidade num grupo de desconhecidos. Foi a partir dessas observações que Finetto compôs seu Viagens à terra alheia, o manuscrito que mandou ao conterrâneo Luiz Ruffato. E é este livro dentro do livro que Ruffato irá transformar no romance Flores artificiais. Partindo de um esqueleto ficcional, Ruffato — o autor, e não o personagem do próprio livro – irá embaralhar as fronteiras entre ficção e realidade, sem jamais perder de vista a força literária que é a grande marca de sua obra.

Diário da tarde, de Paulo Mendes Campos.
Recém-aposentado no início da década de 1980, Paulo Mendes Campos foi cultivar seu jardim em um sítio da serra fluminense. Ali, no sossego da vida rural, longe das pressões da vida diária no Rio de Janeiro, começou a compor um jornal imaginário, o Diário da Tarde, com artigos, crônicas, resenhas futebolísticas, poemas, traduções e aforismos — enfim, as diversas seções que costumam compor uma publicação diária. Este Diário da Tarde ganha nova edição, mostrando a incrível gama de talentos do autor para os mais diversos tipos de texto. “Este livro pode ser folheado num lindo dia de chuva, à falta duma boa pilha de revistas antigas”, escreve o autor na abertura do volume. Eis um convite irresistível.
O que eu posso ser?, de Mariana Zanetti e Silvia Amstalden.
A partir de figuras geométricas, como o triângulo ou o “quase retângulo”, e de suas ilustrações, as autoras propõem que as crianças pensem sobre esses elementos e sobre tudo que eles podem ser para além de simples formas geométricas. E o que os pequenos vão logo perceber é que, reparando bem, a vida está longe de ser tão quadradinha assim.
(Quem contou?), de Dilea Frate, ilustrações de Laerte.
Era uma vez um mundo repleto de crianças estranhas, bichos em geral e cachorros em particular. Um dia, eles se juntaram num lugar especial, onde uma serpente é capaz de brincar com um elefante, uma cabra pode enganar uma bruxa, um cachorro surfa e um bebê sorri em várias línguas para um menino que acha o máximo se fantasiar de bailarina. O lugar especial é este livro, que se chama Quem contou? porque no final de todas as suas 26 divertidas fábulas revela um novo personagem: aquele que observou e relatou.
1 drible, 2 dribles, 3 dribles: manual do pequeno craque cidadãode Marcelo Rubens Paiva, ilustrações de Jimmy Leroy.
Drible não é lá uma palavra muito fácil de se dizer, já a sua execução, pra quem consegue, traz uma sensação muito boa. Joca que o diga: era o maior craque da sua cidade, o rei da pelada na praia, o grande armador do time. Mas, quando seu pai é promovido e tem de mudar de cidade com a família, o menino perde seu posto. Para reconquistar a fama, ele vai passar por muitos desafios. E se os leitores, como o Joca, acham que já sabem tudo de futebol, que arrasam nos números e nas curiosidades sobre o esporte, vão precisar dar uma olhada na segunda parte do livro. Será que eles sabem como nasceu o futebol, como ele chegou ao Brasil, quais as principais jogadas, dribles e chutes, as gírias mais comuns, a ética do torcedor e do jogador, e a história de todas as Copas do Mundo?
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