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sábado, 29 de novembro de 2014

Mauricio de Sousa lança ‘Meu pequeno evangelho’, livro da Turma da Mônica sobre espiritismo


Fonte: O Globo

RIO - A Turma da Mônica agora vai difundir os ensinamentos do espiritismo, doutrina codificada no século XIX pelo francês Allan Kardec. Mauricio de Sousa está lançando "Meu pequeno evangelho" (Editora Boa Nova), livro em que Cebolinha, Cascão, Magali, Anjinho, Penadinho e companhia aprendem os ensinamentos de Jesus contido no "Evangelho segundo o espiritismo", principal obra do kardecismo.

Nas 64 páginas da história ilustrada por Mauricio e idealizada pelo designer peruano Luis Hu Rivas e pelo administrador baiano Alã Mitchell, ambos espíritas, a Turma da Mônica recebe a visita de André, um primo de Seu Antenor, pai do Cascão, que é seguidor da religião.

Em meio à curiosidade das crianças, André apresenta conceitos do evangelho que todos podem usar no dia a dia, independentemente da religião que praticam. São mensagens de amor, caridade e humildade, contadas de forma divertida com os personagens.

Ensinamentos sobre felicidade, humildade, pureza, paz, misericórdia, amor, perdão etc. são passados um a um, sempre baseados em situações vividas pelos personagens e que são contadas a André.

O lançamento oficial, com a presença de Mauricio de Sousa, será 13 de dezembro, na livraria Cultura, em São Paulo.

Franz diz: a doutrina espírita prega a essência do cristianismo. Caridade, ações boas, meditação, amor ao próximo e muitos outros preceitos pregados por Jesus são postos em prática pelos kardecistas. 
Essa iniciativa de Mauricio de Sousa e dos demais idealizadores servirá para ampliar o conhecimento sobre a religião, além de dirimir alguns preconceitos sobre a doutrina.
Um ponto muito interessante desta obra é o nome dado ao primo do pai do Casção. André (Luiz) é um dos mais conhecidos espíritos que guiou o médium Chico Xavier no Brasil e responsável por muitos livros já publicados.
Essa é uma obra que pretendo adquirir...

Curta a fanpage do Apogeu: 





Nota de pesar: Forças Armadas perdem primeiro militar em área pacificada no Rio de Janeiro.



Um combatente sabe quais são as probabilidades em uma área de conflito. Ser militar é uma condição onde a morte é uma realidade. Mas as Forças Armadas não recebem treinamento para patrulhar e pacificar. Ao contrário do que a maioria pensa, militares das FFAA são treinados para matar, mas isso é algo quase impraticável em uma região como o Complexo da Maré. Por que? Por se tratar de uma área repleta de civis, muitos inocentes. Como combater o inimigo oculto, disfarçado de morador e, infelizmente, melhor armado que a polícia e, talvez, até mais que o próprio soldado do Exército? 
Um soldado não tem a malicia que um combatente do Bope, por exemplo. Não há a experiência em incursões em áreas de favelas e, principalmente, não deveria estar lá. 
Desde quando é missão das FFAA combater o crime? Estamos em estado de Guerra Civil? Os governos estadual e federal não querem expor ao mundo a real situação do Rio de Janeiro. Não querem que os turistas "descubram" o quanto ainda há de marginalidade e terror. A sensação de segurança só existe - segurança é um termo bem exagerado - nas áreas onde as comitivas da Copa do Mundo passaram e onde passarão as comitivas esportivas das Olimpíadas. É muito enfeite para inglês ver. Muito teatro.
O cidadão carioca, principalmente o da Baixada, Niterói e Região dos Lagos, sabe o quanto há de violência e morte. Bandidos das áreas pacificadas mudaram para estas regiões. Há locais, como em Santa Cruz da Serra, em que as 'bocas de fumo' proliferam, onde os traficantes passam de moto e carro ostentando seus fuzis. A polícia não entra em muitas destas localidades. Porém o morador é obrigado a retornar para sua casa; é obrigado a conviver com a covardia e a bandidagem.
As UPP são o início da solução, claro. Mas não basta maquiar a situação. É preciso ver a verdade, encarar que há uma guerra muito distante de seu fim. É preciso combater o crime com força, rigor. Não é hora de compaixão para bandidos, pois estes matam e comemoram cada combatente abatido. Bandidos precisam aprender que a  dor infligida será a dor sofrida. O tempo do jejum pela paz acabou. Estamos em guerra pelas famílias dos policiais e combatentes militares mortos, pelos cidadãos que foram vitimados pela covardia de quem prefere o roubo e o medo para ter o celular mais moderno. 
Não há Robin Hood no tráfico. Não há beleza ou trilha sonora para assassinos e bandidos. Não existe um Hannibal Lecter nas ruas. O que temos são homens que portam armas para impor suas vontades e praticar o regime do medo. Assim como os integrantes do Estado Islâmico, os traficantes ditam suas regras e punem com a morte quem ouse enfrentá-los. 
O cabo Michel Mikami era um soldado no sentido mais amplo da palavra. Tombou em combate e lamentamos sua morte precoce e desnecessária. Porém é obrigação da Presidente e do Governador cobrarem esse preço. Enquanto houver impunidade e leis brandas para assassinos (incluo os políticos corruptos que financiam o tráfico) haverá mais óbitos de homens e mulheres que juraram defender a pátria. A curta nota da presidente Dilma não significa nada. É preciso ação e força. É preciso impor o medo aos bandidos, mostrar que a morte de um militar será cobrada em igual moeda. 
Eu lamento pela triste perda. Descanse em paz, guerreiro. 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Gerações choram: morreu hoje Roberto Bolaños, o Chaves.



Um dos mais marcantes personagens da infância de milhões de pessoas em todo o mundo, Chaves (ou Chespirito) é a mais conhecida faceta do ator Roberto Bolaños. Sua influência é inegável e ao que tudo indica irá se prolongar por muito mais tempo, principalmente por causa do carisma de Bolaños e seus companheiros do seriado Chaves (El Chavo del Ocho). A longevidade da trupe está garantida pela nova série em desenho animado que tem as marcantes características do original.
Alguns companheiros de Bolaños faleceram, infelizmente. Seu Madruga ( Ramón Valdes), Dona Clotilde (Angelines Fernández) e o carteiro Jaiminho (Raúl Chato Padilla) estão entre os que partiram. 
Entretanto, o mais chocante para os fãs ocorreu hoje. Os principais noticiários confirmaram a morte de Roberto Bolaños aos 85 anos. 
Mesmo sendo algo natural, a perda de Bolaños é irreparável e trouxe tristeza a seus incontáveis fãs, entre os quais me incluo. 
Assisti muitos episódios e tive o prazer de resenhar uma obra sobre a história de Chaves, mas o que mais me marca é ver meus filhos rindo descontroladamente ao ver a série animada e a tradicional. Tenho orgulho de ter transmitido essa parte de minha infância às minhas crianças. 

Chaves é um patrimônio por apresentar um conteúdo que não usa a agressividade ou a grosseira para entreter. Tomado de cenas que beiram a inocência (afinal el Chavo é um garoto), Bolaños provoca o riso com o simples, valendo-se de um humor agradável e inteligente. Em muito ele lembrava o também genial Carlitos (Chaplin).
Mais abaixo vocês poderão acompanhar uma entrevista concedida ao Ratinho que mostra uma parcela do criador e da criatura, além de provar que o sucesso não é motivo para a arrogância. Roberto "Chaves" Bolaños se mostrava uma pessoa agradecida ao sucesso que surgiu graças ao público. 

Que a paz seja uma constante nesta nova jornada de Chaves. Descanse em paz!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Lista de Compras: Dear Mr. Watterson. A História de Calvin e Haroldo


Um documentário que foi lançado em 2013 e mostra as reações e, principalmente, a influência da dupla mais carismática da Nona Arte. Essa é uma das melhores definições para "Dear Mr. Watterson", uma homenagem que exalta a importância da obra máxima de Bill Waterson, criador dos personagens Calvin e Haroldo (em inglês, Calvin & Hobbes).

Nosite oficial, você pode encomendar qualquer combinação do filme em DVD ou Blu-ray, a trilha sonora do documentário, poster oficial do filme e um GoComics com assinatura de 1 ano! Se você comprar um pacote contendo o download em HD, você poderá ver o filme imediatamente.


Evidencio que não sou favorável à pirataria... Ei, aquele é Jack Sparrow?


Terror também é coisa de criança: Neil Gaiman reimagina "João e Maria" em graphic novel sombria


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Jessica Soares, no Cultura

Franz diz: uma ótima notícia para os fãs de Neil Gaiman. Essa adaptação promete trazer uma nova abordagem da clássica fábula, porém sem os apelos morais de outrora. Creio que a narrativa de Gaiman será tão densa e soturna quanto a que vimos em Sandman e nas obras literárias do autor. As ilustrações que vi dão uma maior dosagem ao clima de terror que a trama pede, fato que reforça minha curiosidade sobre o livro.

A história dos irmãos João e Maria – que se perdem na floresta e quase vão parar no forno de uma bruxa diabética má que vive em uma casa coberta de doces – sempre teve contornos assustadores. E, no que depender de Neil Gaiman, o conto do século 19 vai continuar encantando e amedrontando criancinhas por muito tempo. Mais de uma década depois de lançar a premiada história de Coraline, o escritor resolveu mergulhar e recontar a história registrada pelos Irmãos Grimm.
Lançado em outubro nos Estados Unidos (e ainda sem tradução para o português), a obra foi ilustrada pelo artista gráfico e cartunista italiano Lorenzo Mattotti. Juntos, os artistas resgataram os sentimentos de horror e fascinação que sentiram na infância ao conhecerem o conto para dar novo corpo à tradicional história de bravura e inteligência.

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Apesar da dificuldade de se publicar livros voltados para o público infanto-juvenil que flertam com o terror, Gaiman defende a importância de se apresentar às crianças temáticas assustadoras. “Eu acho que se você é sempre protegido das coisas sombrias você não tem como se proteger, conhecer ou compreender as coisas obscuras quando elas aparecem. Eu acho que é realmente importante mostrar o sombrio para as crianças e, nesse processo, mostrar também que essas coisas podem ser derrotadas, que você tem o poder. Diga-lhes que você pode lutar. Diga-lhes que você pode ganhar. Porque você pode, mas você tem que saber isso”, afirma o autor.
Sem fazer diferenciações entre a escrita voltada para o público adulto ou infantil (uma classificação que J.R.R. Tolkien também considerava arbitrária), Gaiman acredita (e faz valer em suas obras) na potência das narrativas assustadoras. “Nós contamos histórias sobre o desconhecido, sobre a vida além-túmulo, há um longo tempo; histórias que fazem arrepiar a pele, que tornam as sombras mais profundas e, mais importante, lembram-nos que vivemos, e que há algo de especial, algo único e extraordinário sobre estar vivo. O medo é uma coisa maravilhosa, em pequenas doses”, disse Gaiman em palestra do TED organizada em Vancouver.  Vindo do autor que nos presenteou com obras como Sandman, é difícil discordar.

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Em breve, em um cinema perto de você

Como a indústria cinematográfica não perde tempo, em setembro, um mês antes do lançamento da graphic novel, uma adaptação da releitura de Gaiman para o clássico dos irmãos Grimm já estava garantida. Juliet Blake adquiriu os direitos autorais da história e pretende levar uma versão em live action dos sombrios traços de Lorenzo Mattotti para as telonas.
Apesar de ser muito cedo para saber detalhes da produção, o selo Neil Gaiman de garantia ® assegura que o novo longa-metragem deve se parecer bem pouco com a última encarnação cinematográfica dos famosos irmãos da literatura. “Para mim, recontar ‘João e Maria’ foi uma maneira de recriar um conto antigo de uma forma que a tornasse imediata e verdadeira, e sobre nós, agora”, disse Gaiman. “Ele [o conto] nos lembra o quão frágil a civilização realmente é. Trata de fome e de famílias”, afirmou o autor em entrevista à Variety.

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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Lista de Compras - Penny Dreadful, a série de terror que promete.


Ainda estou no quarto episódio da primeira temporada de Penny Dreadful, porém vou adiantar um fato: esta série é ótima. 
Com um elenco digno do cinema (Josh Hartnett, Timothy Dalton, Eva Green, Billie Piper, entre outros), a série aborda uma série de assassinatos em uma Londres que parece ser o epicentro de um encontro de criaturas clássicas do terror. Ao longo dos oito episódios, seres como Frankenstein, vampiros, serial killers e demônios convivem com seres humanos tão aterradores quantos os sobrenaturais. 

O clima de mistério amplia a cada episódio e as referências literárias vão ampliando, o que abre um leque de opções futuras inimagináveis para as demais temporadas. 
Mas não confundam com Grimm ou outras séries mais 'açucaradas'. Penny Dreadful tem mistério, ação e violência comparáveis a 'Hannibal'... e isto é um elogio. As cenas de sexo são muito próximas ao que vimos em Game of Thrones, mas com menos pudor ainda.
Assistam e surpreendam-se com a trama soturna e muito bem elaborada desta série.  


Ancine acusou a projeção de Jogos Vorazes: a Esperança, de predatória.


 
Essa foi uma das mais estúpidas notícias que li nesse mês. 
Uma matéria publicada pela Folha de São Paulo indicava que a Ancine estava insatisfeita com a ocupação do blockbuster "Jogos Vorazes: a Esperança - Parte 1" nas salas de cinema nacionais. 
Obviamente que já nos deparamos com situações similares, incluindo filmes nacionais como Tropa de Elite, apenas para citar. 
Mas não é a declaração em si que me surpreendeu negativamente. O que achei estranho é uma empresa do porte da Ancine mostrar repúdio ao previsível, ao inevitável em uma sociedade puramente capitalista. 
Partamos do princípio de que um filme influente (em muitos sentidos) como a franquia 'Hunger Games' teria um espaço maior que os filmes autorais ou de menor expressão. Isso é óbvio demais, até para quem não entende absolutamente nada de cinema. O produto que mais vende é o que terá maior exposição. Isso é negociar no sentido mais amplo e verdadeiro. Demérito para o cinema nacional ou para os filmes autorais? Não, apenas estamos falando de negócios. 
Os executivos da Ancine deveriam usar de estratégias similares às dos estadunidenses que, em situações iguais, chegam a adiar lançamentos cinematográficos para evitar o confronto direto. Negócios são negócios, por mais simplória que esta frase possa aparentar.
Mesmo com uma tolerância aos fenômenos de bilheteria como Jogos Vorazes, o presidente da Ancine insistiu na invasão predatória de filmes como esse, porém não considerou que mesmo os blockbusters não permanecem em sala por longos períodos como ocorreu, por exemplo, com o primeiro filme da série 'A Hora do Espanto', cuja longevidade surpreendeu a todos.
Enfim, uma ótima oportunidade para não se pronunciar foi desperdiçada pela Ancine.


Gravidade. Análise do filme que quase deu o Oscar de melhor atriz a Sandra Bullock



Um filme se sustenta com apenas uma pessoa? Para responder a isso, basta lembrar de Náufrago, com Tom Hanks. Mas o que esperar de um filme que aborda a exploração espacial, a tragédia, uma corrida contra o tempo, morte e, principalmente, a solidão? Inicialmente, eu pouco aguardei, mesmo diante das opiniões favoráveis de outros e, tal como Tomé, paguei para ver.
E eu pagaria novamente, se necessário...

Gravidade é um filme que misturou de forma ímpar a ação, o drama psicológico e a ficção. Valendo-se de recursos modernos e do talento da dupla George Clooney e Sandra Bullock, Alfonso Cuáron obteve uma obra bem dosada naquilo que se propôs. 
Há tensão desde o primeiro minuto de filme. Isolados no espaço, um grupo de especialistas presta apoio para uma estação espacial, indiferentes à tragédia que se encaminha em alta velocidade a eles. Literalmente.
Mas não é sobre uma tragédia que o filme trata. Isso é apenas a ponta do iceberg. É de uma fatalidade que se inicia uma jornada de autoconhecimento. É da solidão inconcebível do espaço que vemos uma mulher lutar por cada segundo de vida contra um inimigo capaz de trazer à tona todos os medos adormecidos. Não há fuga. Não há quem ampare ou dê consolo. Resta apenas a vontade de viver...

Morte e vida: a esperança separando-os.

Nada é mais assombroso que a proximidade da morte, exceto quando esta vem acompanhada da solidão. Sandra Bullock interpreta de forma perfeita uma mulher que está presa em uma situação onde só a fé, mesclada ao medo do desconhecido, pode gerar a força de vontade para tentar não sucumbir ao abandono da própria esperança. Reforço que há muito mais do que um filme catástrofe. Gravidade é uma obra que aborda (brilhantemente) a esperança e as forças que dela brotam.


Silêncio

Explosões, corpos vagando, morte e caos. Tudo isso pode parecer aterrorizante, porém Alfonso Cuarón mostra uma outra face do medo: o silêncio. Sandra inicia a trama com a companhia de um amigo e outros pesquisadores espaciais e essa situação muda drasticamente por conta de um acidente.  Não há outra ambientação que não seja o espaço, um lugar onde o tempo, o ar, as chances de sobrevivência e a esperança são cada vez mais escassos. Neste ambiente inóspito, a doutora Ryan Stone se depara com algo que pode ser ainda mais perturbador: o silêncio.
Caso tenham dúvidas sobre o poder enlouquecedor dele, basta se isolarem por uma hora. A sensação é, no mínimo, incômoda.
É em meio a isso tudo (e também a nada) que uma guerra interna é travada. Antes de confrontar a natureza e sua magnitude, a doutora é obrigada a encarar suas fragilidades frente a algo inimaginável para uma pessoa comum.

Antes do caos...

O começo de Gravidade é interessante por mostrar algo que já é comum para nós: a experiência espacial. Documentários, filmes e o próprio Youtube mostram várias cenas similares. Entretanto, Gravidade supera as cenas das mídias que citei, pois o ritmo oscila entre a calmaria inicial (onde cada segundo da Terra e do espaço são mostrados com uma riqueza de detalhes inacreditável) e o caos provocado por um acidente (no qual vivenciamos o desespero dos personagens e, sobretudo, sua impotência diante do incontrolável)
O filme de Alfonso Cuarón começa com um diálogo entre o personagem de George Clooney (Tenente Matt Kowalski) e a Dra. Stone (Sandra Bullock). Há um clima de descontração que é contrastado levemente pela preocupação do Tenente quanto à segurança da missão, ainda que em forma de brincadeira. Mas ambos jamais adivinhariam o que estava por vir.
Mesmo diferentes em muitos aspectos, é impressionante a forma como os personagens - em poucos minutos - reforçaram seus laços afetivos. É dessa 'união' que ganhamos um dos mais emocionantes momentos do filme. É dessa amizade que Alfonso criou uma passagem marcante e cheia de esperança. 




A vida por um fio.

Esse subtítulo não é à toa. Literalmente a vida de Sandra Bullock fica por um fio, diversas vezes. Mas o mais evidente fio, durante toda a narrativa, é a esperança. Toda a narrativa se volta a exaltar a necessidade de manter a esperança, não importa o quanto isso possa parecer difícil.
Agora tente ampliar uma situação catastrófica à enésima potência. É essa a situação que a doutora Stone se depara. Como citei no início da resenha, a comparação com Náufrago pode até surgir, porém o isolamento é outro, infinitamente maior, e os perigos ganham força quando o ambiente domina o ser humano. Ao contrário da praia onde Tom Hanks permaneceu isolado, cujo ambiente, por mais inóspito que fosse, fornecia subsídios para sobreviver, Sandra tem que sofrer com a morte quase certa. Sem a esperança, sua personagem não tem motivos ou chances de escape. Ela está isolada, com pouco ar, presa no espaço e com uma única rota de fuga: a volta à Terra, mas sem os recursos, o conhecimento e a experiência necessários para que isso ocorra sem o acompanhamento da morte. 
A tensão ronda cada segundo do filme. E é a esperança que mantém a vontade de viver. Acreditem, vocês irão torcer para que o fio não se rompa...


Notas finais.

Gravidade é, em sua maior parte, um filme de um único elemento, porém é preciso considerar que a natureza (o espaço) atua como se houvesse muitos atores para contracenar com a doutora Stone. A dinâmica e a ação quase ininterruptas prendem o espectador à poltrona. Obviamente que isso não implica em reduzir o filme para o gênero "ação". A profundidade e as reflexões embutidas em inúmeras cenas conduzem o público a esferas que comumente não chegaria. 
Outro ponto positivo está na parte técnica que cria um ambiente 'real' aos olhos do espectador. Vocês irão finalizar o filme e acreditar na magnitude de Deus ou no brilhantismo humano. Vocês retornarão ao papel de torcedores, pois não há outra definição mais correta. 
Mesmo que o impossível esteja diante de seus olhos, sei que cada coração irá pedir para que a jornada solitária e terrível da doutora Stone finde da melhor forma possível.
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sábado, 22 de novembro de 2014

Lançamentos da Editora Novo Conceito. Ler... sempre.


EVE E ADAM
Michael Grant & Katherine Applegate
ISBN: 9788581634432


Valor Sugerido: R$ 29.90

Área(s): FICÇÃO

Assunto(s): FANTASIA
272 páginas.

Sinopse: 

Todo mundo devia ter defeitos. Não é isso que nos torna interessantes? Não é isso que nos impede de sermos cópias uns dos outros?


Filha única da poderosa e fria geneticista Terra Spiker, Eve quase perde uma perna em um atropelamento. O processo de cura no luxuoso complexo Spiker transcorre com uma rapidez impressionante, o que desperta a curiosidade da menina.


Antes que Eve estreite os laços com Solo, um rapaz que compartilha segredos com a corporação, a Dra. Spiker propõe um desafi o a sua fi lha: Eve terá a chance de testar, em primeira mão, um software desenvolvido para manipular genes humanos. Ela poderá criar o garoto ideal, sob medida!


Mas brincar de Deus tem consequências, e agora Eve vai descobrir até que ponto existe perfeição.



Salla Simukka
ISBN: 9788581635798
Valor Sugerido: R$ 29.90

Área(s): FICÇÃO
Assunto(s): THRILLER
240 páginas.

Sinopse:
No congelante inverno do Ártico, Lumikki Andersson encontra uma incrível quantidade de notas manchadas de vermelho, ainda úmidas, penduradas para secar no laboratório de fotografia da escola. Cédulas respingadas de sangue.


Aos 17 anos, Lumikki vive sozinha, longe de seus pais e do passado que deixou para trás. Em uma conceituada escola de arte, ela se concentra nos estudos, alheia aos flashes, à fofoca e às festinhas dominadas pelos garotos e garotas perfeitos.

Depois que se envolve sem querer no caso das cédulas sujas de sangue, Lumikki é arrastada por um turbilhão de eventos. Eventos que se mostram cada vez mais ameaçadores quando as provas apontam para policiais corruptos e para um traficante perigoso, conhecido pela brutalidade com que conduz os seus negócios.

Lumikki perde o controle sobre o mundo em que vive e descobre que esteve cega diante das forças que a puxavam para o fundo. Ela descobre também que o tempo está se esgotando. Quando o sangue mancha a neve, talvez seja tarde demais para salvar seus amigos. Ou a si mesma.



Leslye Walton
ISBN: 9788581635941
Valor Sugerido: R$ 29.90
Área: FICÇÃO
Assunto: FANTASIA
304 páginas.

Sinopse:
Gerações da família Roux aprenderam essa lição da maneira mais difícil. Os amores tolos parecem, de fato, ser transmitidos por herança aos membros da família, o que determina um destino ameaçador para os descendentes mais jovens: os gêmeos Ava e Henry Lavender. Henry passou boa parte de sua mocidade sem falar, enquanto Ava que em todos os outros aspectos parece ser uma jovem normal nasceu com asas de pássaro. 

Tentando compreender sua constituição tão peculiar e, ao mesmo tempo, desejando ardentemente se adaptar aos seus pares, a jovem Ava, aos 16 anos, decide revolver o passado de sua família e se aventura em um mundo muito maior, despreparada para o que ela iria descobrir e ingênua diante dos motivos distorcidos das demais pessoas. Pessoas como Nathaniel Sorrows, que confunde Ava com um anjo e cuja obsessão por ela cresce mais e mais até a noite da celebração do solstício de verão. Nessa noite, os céus se abrem, a chuva e as penas enchem o ar, enquanto a jornada de Ava e a saga de sua família caminham para um desenlace sombrio e emocionante.


Gayle Forman
ISBN: 9788581634500
Valor Sugerido: R$ 34.90
Área(s): FICÇÃO
Assunto(s): ROMANCE
Sinopse:
A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida.

Apenas um Dia fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro... Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos.

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