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sábado, 31 de janeiro de 2015

Baymax feito com um balão de festa e recortes de cartolina. Fica demais!


A resenha de Operação Big Hero sairá até segunda no Apogeu. Enquanto isso, que tal montar um simples, mas muito divertido Baymax? Feito com um simples balão branco de festas e alguns recortes (cujos moldes estão inclusos) vocês terão um divertido modelo do robô mais carismático dos últimos tempos. Essa será uma ótima diversão para seus filhos... ou para você?
Instruções de montagem - clique para ampliar
Baymax: recortes as partes e siga as instruções. Clique para ampliar


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Resenha das edições de Planeta Hulk 1 e 2, da editora Salvat.


Por: Franz Lima.

Esta é uma das edições mais icônicas do Hulk. A trama aborda uma das maiores traições de maior impacto que li até hoje nos quadrinhos, arquitetada pelos Illuminati, um grupo constituído por Reed Richards, Tony Stark, Namor, Raio Negro e Doutor Estranho. Juntos, eles mandam o Gigante Esmeralda em missão fora da Terra, mas a verdade é que por trás disso tudo estava, infelizmente, o banimento do Hulk (não aprovado por Namor).  A nave que o levara para a missa fora programada para enviá-lo a um longínquo e calmo planeta onde, presumivelmente, a paz finalmente englobaria o monstro.
Mas é nos detalhes que o demônio se esconde...

O Êxodo forçado leva o Golias a um planeta, porém bem diferente daquele imaginado por seus algozes. Lá, Hulk se vê diante de uma nova Roma Imperial, um lugar onde a violência rege e a escravidão ainda é lei. Mas estamos falando do Hulk, certo? O que poderia intimidar ou parar o mais temido herói da Terra? Alguns “pequenos” detalhes surgem, sendo responsáveis pelo curvar do Hulk.
Frente a um universo novo, repleto de criaturas tão poderosas quanto ele, o ex-Vingador descobre que é preciso aprender a sobreviver. Preso, torturado e limitado por um artefato que o obriga a obedecer, o Hulk é transformado em um objeto de entretenimento para um público sedento de sangue.
Assim como ocorreu no filme Gladiador, de Ridley Scott, o que vemos em Planeta Hulk é a verdadeira jornada do herói. O monstro se transforma em esperança conforme as agruras vão lhe moldando o caráter. Essencialmente, há a metamorfose de uma criatura indomável para um líder tribal. A jornada em questão diz respeito aos ritos de passagem que moldaram o Gigante. O roteirista nos leva a crer que esta foi uma espécie de purgatório, uma senda que é indispensável para mostrar as duas faces de uma moeda cuja cara já era do conhecimento do Hulk, porém ele nunca vira a coroa.
Mas um épico precisa de coadjuvantes e é aí que entra um grupo de párias, também escravos, que se tornam aliados do Hulk. Óbvio que as diferenças geram alguns entraves iniciais, porém nada que os impeça de enxergar que, juntos, são mais fortes. Esse pacto é forte a ponto de transpor mundos e crenças.



Em meio a tantos danos e agruras está faltando citar a fonte de tamanho caos: o Imperador, o temido Rei Vermelho. Este é outro ponto muito próximo à visão de Ridley. O Imperador é uma criatura fraca em sua essência, que se vale de uma armadura e seu exército para impor o medo. Commodus, no filme Gladiador, é um bom lutador, mas nada que mereça destaque. Sua maior qualidade é o dom de manipular o medo de um povo oprimido. Isto também ocorre em Planeta Hulk, talvez com mais crueldade ainda. O Filho de Sakaar, como é conhecido o Imperador, governa pela morte. Tribos são exterminadas para seu prazer. Escravos são jogados em arenas para sua diversão. Essencialmente, ele é um tirano que arquiteta sua manutenção do poder ao preço do fim de incontáveis vidas... até a chegada do Golias Verde.
O escravo e seu mestre são postos em uma mesma arena para lutar. Entretanto, como anteriormente dito, o Hulk está sob o controle de um dispositivo que o impede de reagir à altura. Mesmo assim eles combatem em igualdade de condições, até que ambos são feridos no rosto. Derrotado, o Hulk e seus companheiros de escravidão são mandados para uma prisão cujos trabalhos forçados e os monstros que lá vivem, provocam a morte da maioria de seus condenados.

Desconsiderem, por favor, a animação com o mesmo nome. Ela tem um tom bem mais brando e coloca no lugar do Surfista Prateado uma versão do Thor. A graphic novel é infinitamente melhor. 


Só que estamos falando de um dos mais poderosos seres do universo Marvel...
O que vocês verão a partir daí é uma ascensão fantástica, onde a raiva incontrolável é balanceada por um senso de sobrevivência e justiça. Essa “evolução” também ocorre com um dos aliados do Hulk.
A verdade é que o roteirista Greg Pak bebeu de muitas fontes e, felizmente, soube conciliá-las com a mitologia do Gigante Esmeralda. Essencialmente, seu trabalho ganhou ares de um clássico quando unido ao traço de Carlo Pagulayan, responsável por captar com brilhantismo as cenas de ação e ódio indescritíveis e, em contrapartida, os momentos – breves – de paz e amor que Hulk (e Banner) viveram.
Agora, se não quiserem ler um Spoiller nível máximo, parem por aqui...


Não pararam? Ok. Agora é por sua conta e risco.
Hulk consegue derrotar o tirano Rei Vermelho, o Imperador de Sakaar. Ele também obteve o coração da principal guerreira do Rei, Caiera, a Fortaleza. Juntos, Caiera e o Holku (como também é conhecido) tornam-se rainha e rei de Sakaar, trazendo a paz de volta ao planeta. Mas é sobre o Hulk esta história e, como sempre, os finais felizes não são algo a se pensar.
Um núcleo de dobra da nave que o exilou tem seu motor comprometido. Apesar da paz e da reconstrução da cidade e das vidas no planeta, este problema gera uma explosão de nível nuclear, o que provoca a morte de milhões de seres, incluindo a rainha Caiera.
Alguns sobreviventes aparecem. Entre estes os aliados de Hulk, seus companheiros do Pacto de Guerra. Diante de tal desolação e com o coração corrompido por um ódio nunca sentido, Hulk e seus aliados partem para a Terra. É hora da vingança. É hora de mostrar que nada, nada na Terra pode parar um monstro que bebeu, brevemente, da fonte da felicidade e a teve roubada.

É hora do Hulk contra o Mundo. Mas esta é uma história a ser contada aqui... em breve.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Entrevista de Anderson Silva e Nick Diaz. UFC 183 is coming.




Eles são dois lutadores espetaculares. De um lado, Anderson Silva, o Spider, ex-campeão dos pesos médios. Do outro, Nick Diaz, um lutador que mostrou talento diversas vezes, além de um preparo psicológico muito bom, capaz de abalar o emocional dos adversários. Anderson tombou em combate para Chris Weidman duas vezes, sendo que na primeira vez essa derrota ocorreu pelo excesso de confiança. Em sua segunda luta, infelizmente, um acidente fraturou sua perna esquerda de forma brutal, levando-o à segunda derrota para Weidman. 
Agora, o que temos é o retorno de dois verdadeiros gladiadores. Cada um tem suas habilidades específicas e, certamente, não haverá luta fácil para nenhum deles. Dúvidas ainda pairam sobre a efetividade do preparo psicológico do Spider, mas a torcida brasileira, em sua maioria, sabe que ele é o favorito nesta épica luta. Diaz é um guerreiro e não irá ceder facilmente, fato que torna esse UFC um dos mais aguardados da história. 
Dia 31 de janeiro será uma data memorável para nós, fãs do MMA. E esperamos que sejam memórias excelentes. Great times are coming back. #BeSpider.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Chegou o boletim #103 da Panini. Quadrinhos e mangás para todos...


Inescrito vol. 10 – Fábulas Inescritas

Tom Taylor foi arrancado de sua vida mundana para protagonizar uma guerra contra a maligna cabala que pretende destruir os poderes sobrenaturais da narrativa para sempre. Até que foi convocado para outra batalha. No mundo das Fábulas – encarnações de criaturas que habitam mitos, lendas, contos de fadas e histórias infantis -, uma força de puro mal ameaça toda sua existência. Garoto Azul, o campeão dessas criaturas mágicas, está morto. Bigby Lobo, seu mais valoroso guerreiro, foi aprisionado. A esperança está no fim. As Fábulas precisam de um poderoso mago que seja capaz de derrotar o próprio bicho-papão. Mas terão de se contentar com Tom… A premiada equipe criativa formada por Mike Carey (Lúcifer), Peter Gross (Os Livros da Magia), Bill Willingham (Fábulas) e Mark Buckingham (Fábulas) juntam forças nessa edição para um encontro de duas séries lendárias que mudará o destino de O Inescrito para sempre!
Originalmente publicado em:
The Unwritten 50-54
Detalhes da edição:
  • Publicação Especial
  • 17 x 26 cm
  • 148 páginas — Papel LWC
  • Capa Cartão — Lombada Quadrada
  • Distribuição Setorizada — Preço: R$ 19.90

Divulgado no
Boletim 103
Disney/Lucasfilm Ltda.

Star Wars: Boba Fett está Morto

O mais famoso caçador de recompensas da galáxia foi caçado. Seu corpo encontra-se largado e quebrado no chão do deserto, repleto de tiros de blaster. Mas esse é apenas o começo da história. Com a notícia da queda de Boba Fett se espalhando por toda a galáxia, alguém se ergue para vingá-lo. Mas quem se importaria com a morte de alguém como ele? Caçadores de recompensas não são exatamente conhecidos por suas amizades fortes e duradouras, porém até mesmo Fett tem família, e agora esses laços de sangue vão cobrar a vida de seus assassinos. E ainda: mais três eletrizantes aventuras estrelando o implacável caçador de recompensas: Sacrifício, Destroços e Boba Fett – Ação Desmedida.
Originalmente publicado em:
Star Wars - Blood Ties: Boba Fett is Dead 1 a 4
Star Wars - Boba Fett: Overkill
Star Wars: Empire 28
Star Wars: Empire 7
Detalhes da edição:
  • Publicação Especial
  • 17 x 26 cm
  • 172 páginas — Papel LWC
  • Capa Cartão — Lombada Quadrada
  • Distribuição Setorizada — Preço: R$ 19.90

Divulgado no
Boletim 103
Planet Mangá

20th Century Boy 14

Sentindo que estão em meio a uma contagem regressiva para o desastre completo,Kanna e seus amigos decidem correr um grande risco para tentar descobrir os planos do “Amigo”! Tudo leva a crer que a pista para a próxima crise deve ser encontrada no passado, assim como alguma luz sobre os tantos mistérios que ainda permanecem!
Originalmente publicado em:
20th Century Boy 14
Detalhes da edição:
  • Publicação Bimestral
  • 13.7 x 20 cm
  • 232 páginas — Papel Pisa Brite
  • Capa Cartão — Lombada Quadrada
  • Distribuição Setorizada — Preço: R$ 11.90

Divulgado no
Boletim 103
DC Comics

Esquadrão Suicida 3

Amanda Waller quer pôr as mãos naquela que considera a arma mais mortífera do planeta: OMAC. Mas tem muita gente interessada em impedi-la. Pego no meio de um conflito brutal, o Esquadrão Suicida precisa enfrentar toda a força bruta de Poderosa e a argúcia de Aço! Uma edição especialíssima escrita por Matt Kindt e ilustrada por um grupo de talentosos artistas.
Originalmente publicado em:
Suicide Squad 24-30
Detalhes da edição:
  • Publicação Especial
  • 17 x 26 cm
  • 156 páginas — Papel Pisa Brite
  • Capa Couché — Lombada Quadrada
  • Distribuição Nacional — Preço: R$ 16.20

Divulgado no
Boletim 103
Marvel Comics

Miracleman 2

O ano é 1982. Michael Moran é um jornalista freelance inglês de meia-idade com uma vida nada invejável. Sua carreira profissional está em baixa; suas noites são assombradas por um pesadelo recorrente, no qual ele sonha ser um super-herói; e suas manhãs são atormentadas por uma forte dor de cabeça que insiste em torturá-lo. Durante a cobertura de um protesto numa usina nuclear, Michael se vê preso em meio a um ataque terrorista, e de repente se lembra da “palavra mágica” que o transforma em Miracleman, o homem mais poderoso do universo. Ele finalmente se lembra de seu passado, e o divide com sua incrédula esposa, Liz. Mas por que sua vida parece tão absurda? E quem é a misteriosa pessoa que, no final do capítulo anterior, parecia tão terrivelmente abalada com a volta de Miracleman?
Originalmente publicado em:
Marvelman 102
Marvelman 65
Warrior 3-5
Detalhes da edição:
  • Publicação Mensal
  • 17 x 26 cm
  • 52 páginas — Papel LWC
  • Capa Couché — Lombada Grampo
  • Distribuição Nacional — Preço: R$ 7.50

Divulgado no
Boletim 103
DC Comics

A Sombra do Batman 29

Batman e Duas-Caras: será que o vilão alcançará a redenção? Prepare-se para se surpreender com o fim da saga. Batman e Robin: um belo conto do passado do Morcego. Vilania Eterna – Guerra Arkham: Bane alcança seu objetivo… e o futuro de Gotham será sombrio! Batwoman: como ficará a relação de Kate e Maggie depois dos acontecimentos da última edição? Leia também: Asa Noturna.
Originalmente publicado em:
Batman & Robin 28
Batman & Robin Annual 2
Batwoman 28
Forever Evil: Arkham War 5-6
Nightwing 28
Detalhes da edição:
  • Publicação Mensal
  • 17 x 26 cm
  • 148 páginas — Papel Pisa Brite
  • Capa Couché — Lombada Quadrada
  • Distribuição Nacional — Preço: R$ 15.90

Divulgado no
Boletim 103
Marvel Comics

Ultimate Quarteto Fantástico

Testemunhe o nascimento do Quarteto Fantástico numa incrível jornada repleta de aventuras fantásticas! Saiba como a família de aventureiros mais famosa dos quadrinhos se originou na versão Ultimate recriada por ninguém menos que os três dos maiores nomes dos quadrinhos atuais: Brian Michael Bendis, Mark Millar e Adam Kubert! Veja o início da rixa entre Reed Richards e Victor van Damme, a primeira viagem do grupo à Zona-N e como eles ganharam seus superpoderes… E ainda: o surgimento do primeiro vilão clássico do Quarteto!
Originalmente publicado em:
Ultimate Fantastic Four 1-6
Detalhes da edição:
  • Publicação Especial
  • 17 x 26 cm
  • 148 páginas — Papel LWC
  • Capa Cartão — Lombada Quadrada
  • Distribuição Nacional — Preço: R$ 18.90

Divulgado no
Boletim 103
DC Comics

Garra 3

Calvin Rose está numa corrida contra o tempo para derrubar a Corte das Corujas, derrotar de vez o Carniceiro de Gotham, seu parceiro Sebastian Clark, e libertar a pequena Sarah! Não será uma tarefa fácil! Acompanhe o destino derradeiro do Garra e de seus companheiros numa aventura explosiva!
Originalmente publicado em:
Talon 13-17
Young Romance III e V
Detalhes da edição:
  • Publicação Especial
  • 17 x 26 cm
  • 124 páginas — Papel Pisa Brite
  • Capa Couché —
  • Distribuição Nacional — Preço: R$ 15.90

Divulgado no
Boletim 103

X-Men Extra 12

Enquanto as integrantes da equipe de X-Men de Tempestade procuram por Arkea, a nova Irmandade procura duas novas (e perigosíssimas) vilãs para recrutar como suas aliadas. A Fabulosa X-Force no seu confronto definitivo com Cassandra Nova! David Haller, o Legião, enfrenta a destruição total de sua conturbada mente pela Fênix Sombria! O encontro jamais revelado antes (por alguns bons motivos) de Deadpool e o Capitão Maluco (pois é, ele mesmo…). E ainda, o ódio de Cable e seu desejo de vingança contra Bishop coloca sua X-Force contra a outra X-Force!
Originalmente publicado em:
Cable & The X-Force 18
Deadpool Annual 1
Marvel Holiday Special 2011
Uncanny X-Force 15
X-Men 10
X-Men Legacy 20 e 21
Detalhes da edição:
  • Publicação Mensal
  • 17 x 26 cm
  • 148 páginas — Papel Pisa Brite
  • Capa Couché — Lombada Quadrada
  • Distribuição Nacional — Preço: R$ 15.90

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Boletim 103

Ultimate Marvel 54

Enquanto Reed Richards procura a Joia do Infinito no cérebro de Tony Stark, os outros Supremos enfrentam Kang, Hulk e Mercúrio. E recebem a bem-vinda ajuda de Nick Fury e sua nova equipe secreta! E a guerra dos humanos contra os mutantes acabou… mas Utopia está longe de ficar em paz. Agora Jean Grey e o povo de Tian é são os novos inimigos de Kitty Pryde, os X-Men e sua jovem nação. E depois de voltar a usar o uniforme do Homem-Aranha, Miles junta-se à Mulher-Aranha e vai atrás da jovem e misteriosa garota superpoderosa conhecida como Granada!
Originalmente publicado em:
Ultimate Comics Spider-Man 26
Ultimate Comics Ultimates 27 e 28
Ultimate Comics X-Men 29 a 31
Detalhes da edição:
  • Publicação Mensal
  • 17 x 26 cm
  • 132 páginas — Papel Pisa Brite
  • Capa Couché — Lombada Grampo
  • Distribuição Nacional — Preço: R$ 13.90
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Boletim 103

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Review da graphic novel "Legião", de Salvador Sanz.


A simples expressão "Legião" já causa um certo impacto, muito disso, talvez, por causa da passagem bíblica. Mas essa é outra história...
Legião é mais uma obra do fantástico ilustrador Salvador Sanz (que também assina o roteiro). A graphic novel é uma ode ao horror no melhor estilo H.P. Lovecraft. 
Eu, assim como muitos, estou mal acostumado. Comecei a ler esta história ainda com a sensação de que havia esperança. Cinema, quadrinhos ou seja lá quais forem as referências, o fato é que faz tempo em que não vejo/leio algo onde o mal prevalece do início ao fim (não se assustem, isto não estraga a trama). 
Sanz traduz um horror de forma visceral. Suas imagens são impactantes e não poupam ninguém. Personagens morrem com uma facilidade só vista em Game of Thrones. O mal, nesta obra, é mais plausível que em Hellraiser, principalmente quando o assunto é poder.
Resumindo, entre de cabeça nesta trama, porém sem os arquétipos e estereótipos de filmes de terror ou de outras HQ. 

O roteiro

A trama está muito bem elaborada, ainda que eu a tenha achado curta. Os personagens são bons, porém não há aprofundamento, fruto da ação rápida que o autor impõe ao leitor. De qualquer forma, eu gostaria demais que essa narrativa fosse alongada, apesar das 60 páginas. A verdade é que devorei esta graphic em poucos minutos. Eu li como se algo estivesse me hipnotizando... e isso é ótimo.
A história se passa na Argentina. Lá, o caos se instaura com velocidade assustadora. Nada pode deter o mal que assumiu as rédeas do destino de todos os moradores, incluindo o poder sobre a vida e a morte. 
Inicialmente, uma mulher descobre uma nova cor, cujo nome é por si só, sugestivo: ultramal. Em paralelo a isso, outros fatos são somados e geram uma espécie de portal para o inferno. Mas não interrompemos a narrativa aí. Há criaturas que buscam as peças para completar esse portal. Tem início uma busca que não poupará crianças ou inocentes. 
Não vou entregar mais do roteiro, porém posso afirmar que há coerência na proposta de Sanz, talvez até mais do que em Hellraiser, já que os demônios são maus em níveis indizíveis e fortes a ponto de massacrar uma cidade inteira. 
Atentem para o final, quando as peças se encaixam. Lá vocês descobrirão que o roteiro é melhor do que aparentava.
Lasciate ogni speranza, voi che entrate. A Divina Comédia - Dante Alighieri 
Colorização e desenhos

Os desenhos são muito bons, mesmo que não haja o realismo de um Alex Ross. Eu vi os desenhos como um ponto muito atrativo da obra, principalmente quando são retratados os monstros, demônios e edifícios e esculturas demoníacas. Na verdade, há passagens que lembram muito os trabalhos de H. R. Gigger. 
A colorização é outro ponto forte da trama. A maioria dos quadros é composta de preto e branco. Há nuances onde o azul e o cinza também atuam em consonância com o branco. Em algumas partes, porém, há o destaque para o vermelho, criando um ambiente tenso e sombrio, também sendo usado para evidenciar algum personagem ou passagem. 

A Graphic Novel

Legião surpreende pelo apuro da editora Zarabatana Books. A capa é cartonada, as páginas são em papel couchê e o acabamento está impecável. 
Um sketchbook com as artes de alguns personagens dão uma ideia da dimensão do trabalho de Salvador, algo que fará com que valorizem ainda mais a revista. 
O Apogeu recomenda a leitura desta ótima obra dos quadrinhos.





Conheçam a Epic Tur: a empresa de viagens para nós, os Nerds.


Anderson Gaveta é um dos mais competentes editores de vídeo (inclua aí os efeitos especiais) do Brasil. Sua competência ganhou notoriedade e ele foi contratado pela equipe do Jovem Nerd. Editor principal dos vídeos JN, através do Gaveta Filmes, ele, unido à Flávia Gasi e Affonso Solano, criou uma das mais aguardas notícias para os apreciadores da cultura nerd: uma agência voltada para localidades e passeios que fazem parte dessa cultura, a Epic Tur (telefone: +55 (21) 3026-7002)
Só para exemplificar, basta dizer que haverá passeios com a temática "300" (Grécia), "Star Wars" (Orlando, Cabo Canaveral), "Norte da muralha" (Islândia), "Deserto Hi-Tech" (Dubai) e muitos outros ainda a confirmar. 
Esta divulgação não é por dinheiro, mas por se tratar de uma empreitada que realmente tem a ver com o Apogeu. Logo, eis o vídeo para que teçam suas próprias conclusões.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O Pequeno Príncipe. Trailer da nova produção da Paramount Pictures


Um dos mais conhecidos romances da história, o Pequeno Príncipe recebe uma nova versão em CGI e Stop Motion que irá despertar a imaginação de jovens e adultos.
A trama conta a história de uma garota que está envolta em um mundo sem emoção, apenas voltado aos estudos. Um dia, a menina recebe uma página do livro O Pequeno Príncipe em forma de uma aviãozinho de papel. Despertada sua curiosidade, um novo mundo de emoções e magia surge diante dela...
O longa-metragem tem estreia prevista para 07 de outubro de 2015.

Entre as vozes que dão vida às personagens estão:  Rachel McAdams, Mackenzie Foy, James Franco, Jeff Bridges, Marion Cotillard, Benicio Del Toro e Paul Giamatti. Vejam o trailer...


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Neil Gaiman: Faça boa arte. Advice for the young at heart.



Conselhos dados em um discurso de formatura na University of Arts - Philadelphia - no dia 17 de maio de 2012. Mas, acreditem, essas palavras precisam ser lidas e ouvidas sempre, principalmente se você pretende ser um artista (no sentido mais amplo da palavra "arte").
Ao final do post, o vídeo na integra e legendado.

"Eu nunca realmente esperei me encontrar dando conselhos para pessoas se graduando em um estabelecimento de ensino superior. Eu nunca me graduei em um desses estabelecimentos. E nunca nem comecei um. Eu escapei da escola assim que pude, quando a perspectiva de mais quatro anos de aprendizados forçados antes que eu pudesse me tornar o escritor que desejava ser era sufocante.
Eu saí para o mundo, eu escrevi, eu me tornei um escritor melhor na medida em que escrevia mais, e eu escrevi um pouco mais, e ninguém nunca parecia se importar que eu estava inventando as coisas à medida que prosseguia, eles simplesmente liam o que eu escrevia e pagavam por isso, ou não, e frequentemente eles me encomendavam alguma outra coisa pra eles.
O que me deixou com um saudável respeito e admiração pela educação superior do quais meus amigos e familiares, que frequentaram universidades, se curaram há muito tempo atrás.
Olhando para trás, eu trilhei uma caminhada memorável. Não tenho certeza de que posso chamá-la de uma carreira, porque uma carreira implica que eu tivesse algum tipo de plano de carreira, e eu nunca tive. A coisa mais próxima que tive foi uma lista que fiz quando tinha 15 anos com tudo que eu queria fazer: escrever um romance para adultos, um livro infantil, uma revista em quadrinhos, um filme, gravar um audiobook, escrever um episódio de Dr. Who… e assim por diante. Eu não tive uma carreira. Eu simplesmente fui fazendo a próxima coisa da lista.
Então pensei em contar para vocês tudo que eu gostaria de saber de saída, e algumas coisas que, olhando para trás pra isso, suponho que eu sabia. E também em dar o melhor conselho que já recebi, o qual falhei completamente em seguir.
O primeiro de todos: quando você começa em uma carreira nas artes você não tem ideia do que está fazendo.
Isso é ótimo. As pessoas que sabem o que estão fazendo conhecem as regras, e sabem o que é possível e o que é impossível. Vocês não. E vocês não devem. As regras sobre o que é possível e impossível nas artes foram feitas por pessoas que não tinham testado os limites do possível indo além deles. E vocês podem.
Se vocês não sabem que é impossível é mais fácil fazer. E porque ninguém fez antes, não inventaram regras para evitar que alguém faça de novo, ainda.
Em segundo, se você tem uma ideia do que você quer fazer, sobre o que você foi colocado aqui para fazer, então simplesmente vá e faça aquilo.
E isso é muito mais difícil do que parece e, algumas vezes, no fim, muito mais fácil do que você poderia imaginar.
Porque normalmente, há coisas que você precisa fazer antes de que você possa chegar aonde quer estar. Eu queria escrever quadrinhos e romances e histórias e filmes, então me tornei um jornalista, porque jornalistas têm permissão para fazer perguntas, e para simplesmente ir adiante e descobrir como o mundo funciona, e, além disso, para fazer essas coisas eu precisaria escrever e escrever bem, e eu estava sendo pago para aprender como escrever economicamente, claramente, às vezes em condições adversas, e em tempo.
Algumas vezes o caminho para fazer o que você espera fazer estará claramente delineado; e às vezes será quase impossível decidir se você estará ou não fazendo a coisa certa, porque você terá de balancear suas metas e esperanças, e alimentar-se, pagar as contas, encontrar trabalho, e se adequar ao que pode encontrar.
Uma coisa que funcionou para mim foi imaginar que onde eu gostaria de estar – um autor, principalmente de ficção, fazendo bons livros, fazendo bons quadrinhos e me mantendo através de minhas palavras – era uma montanha. Uma montanha distante. Minha meta.
E eu sabia que enquanto eu me mantivesse andando em direção à montanha eu estaria bem. E quando eu verdadeiramente não estava certo acerca do que fazer, eu podia parar, e pensar se aquilo estava me levando em direção à montanha ou me afastando dela. Eu disse não para trabalhos editoriais em revistas, trabalhos adequados que teriam pago um dinheiro respeitável porque eu sabia que, por mais atrativos que fossem, para mim eles estariam me deixando mais distante da montanha. E se essas ofertas tivessem aparecido mais cedo talvez as tivesse aceito, porque elas ainda me deixariam mais perto da montanha do que eu estava à época.
Eu aprendi a escrever escrevendo. Eu tendia a fazer qualquer coisa conquanto que parecesse uma aventura, e a parar de fazê-la quando parecia trabalho, o que significou que a vida não se parecia com trabalho.
Em terceiro lugar, quando você começa, você precisa lidar com os problemas do fracasso. Vocês precisam ser osso duro de roer, precisam aprender que nem todo projeto sobreviverá. Uma vida como freelancer, uma vida nas artes, é muitas vezes como colocar mensagens em garrafas, em uma ilha deserta, e esperar que alguém encontre uma de suas garrafas, e a abra, leia, e coloque algo em outra garrafa que fará seu caminho de volta até você: apreço, ou uma encomenda, dinheiro, ou amor. E vocês têm de aceitar que vocês poderão lançar uma centena de coisas para cada garrafa que aparecerá retornando.
Os problemas do fracasso são problemas de desencorajamento, de desespero, de ansiedade. Você deseja que tudo aconteça e você quer que as coisas aconteçam agora, e as coisas dão errado. Meu primeiro livro – uma peça de jornalismo que tinha feito pelo dinheiro, e que já tinha me comprado uma máquina de escrever eletrônica do adiantamento – deveria ter sido um bestseller. Deveria ter me pagado muito dinheiro. Se a editora não tivesse involuntariamente ido à bancarrota entre a primeira impressão se esgotar e a segunda sair, e antes que quaisquer direitos pudessem ser pagos, ele teria me dado muito dinheiro.
E eu dei de ombros, e eu ainda minha máquina de escrever eletrônica e dinheiro o bastante para pagar o aluguel por um par de meses, e decidi que eu faria o meu melhor para no futuro não escrever livros apenas pelo dinheiro. Se você não ganha o dinheiro, então você não tem nada. Se eu fizesse um trabalho do qual me orgulhasse, e não ganhasse a grana, ao menos eu teria o trabalho.
De vez em quando, eu esqueço essa regra, e sempre que o faço, o universo me bate com força e me relembra dela.
Eu não sei se isso é um problema para mais alguém além de mim, mas é verdade que nada que eu fiz na qual a única razão para fazê-lo fosse o dinheiro jamais valeu a pena, exceto como amarga experiência. Normalmente nunca dei o trabalho por encerrado ao receber o dinheiro, por outro lado. As coisas que fiz porque estava empolgado, e queria vê-las existirem na realidade, nunca me decepcionaram, e eu nunca me arrependi do tempo gasto com nenhuma delas.
Os problemas do fracasso são difíceis.
Os problemas do sucesso podem ser ainda mais difíceis, porque ninguém lhes avisa sobre eles.
O primeiro problema de qualquer tipo de sucesso limitado é a convicção inabalável de que você está fugindo com algo, e de que a qualquer momento irão descobri-lo. É a Síndrome do Impostor, algo que minha esposa Amanda batizou de Polícia da Fraude.
Em meu caso, eu estava convencido de que haveria uma batida na porta, e um homem com uma prancheta (não sei por que ele carregava uma prancheta, em minha cabeça, mas ele carregava) estaria lá, para me dizer que estava tudo acabado, e eles me pegariam e agora eu teria de ir e conseguir um trabalho de verdade, algum que não consistisse de inventar coisas e escrevê-las, e ler livros que eu quisesse ler. E então eu partiria silenciosamente e pegaria o tipo de trabalho no qual você não tem de inventar mais coisas.
Os problemas do sucesso. Eles são reais, e com sorte vocês irão experienciá-los. O ponto em que você para de dizer sim pra tudo, porque agora as garrafas que você lança ao oceano estão todas voltando, e você precisa aprender a dizer não.
Eu observei meus pares, e meus amigos, e aqueles que eram mais velhos que eu e observei quão infelizes alguns deles se sentiam: eu os ouvi contar pra mim que eles não podiam encarar um mundo no qual eles não podiam mais fazer o que sempre quiseram fazer, porque agora eles tinham de ganhar uma certa quantidade de grana todo mês apenas para se manter onde estavam. Eles não podiam ir e fazer as coisas que importavam, e que realmente queriam fazer; e isso me pareceu uma tragédia tão grande quanto qualquer problema de fracasso.
E depois disso, o maior problema do sucesso é que o mundo conspira para que você pare de fazer o que você faz, porque você é famoso. Houve um dia em que olhei e me dei conta de que eu tinha me tornado alguém que profissionalmente respondia a e-mails, e escrevia como um hobby. Eu comecei a responder menos e-mails, e fiquei aliviado por perceber que estava escrevendo muito mais.
Em quarto, eu espero que vocês cometam erros. Se vocês estão cometendo erros, significa que vocês estão por aí fazendo algo. E os erros em si podem ser úteis. Uma vez escrevi Caroline errado, em uma carta, trocando o A e o O, e eu pensei, “Coraline parece um nome real…”
E lembrem-se que não importa a área em que estejam, se você é um músico ou um fotógrafo, um artista fino ou um cartunista, um escritor, um dançarino, um designer, o que quer que você faça, vocês têm algo que é único. Vocês têm a habilidade de fazer arte.
E para mim, e para muitas das pessoas que conheci, isso tem sido um salva-vidas. O salva-vidas definitivo. Ele lhe leva através dos bons momentos e pelos outros.
A vida as vezes é dura. As coisas dão errado, na vida e no amor e nos negócios e nas amizades e na saúde e em todos os outros modos que a vida pode dar errado. E quando as coisas ficam difíceis, isso é o que vocês devem fazer.
Façam boa arte.
Eu estou falando sério. O marido fugiu com uma política(o)? Faça boa arte. Perna esmagada e depois devorada por uma jibóia mutante? Faça boa arte. IR te rastreando? Faça boa arte. Gato explodiu? Faça boa arte. Alguém na internet pensa que o que você faz é estúpido ou mau ou já foi feito antes? Faça boa arte. Provavelmente as coisas se resolverão de algum modo, e eventualmente o tempo levará a dor mais aguda, mas isso não importa. Faça apenas o que você faz de melhor. Faça boa arte.
Faça-a nos dias bons também.
E, em quinto: enquanto estiverem nisso, façam a sua arte. Façam as coisas que só vocês podem fazer.
O impulso, começando, é copiar. E isso não é uma coisa ruim. A maioria de nós só descobre nossas próprias vozes depois de termos soado como um monte de outras pessoas. Mas uma coisa que você tem que ninguém mais tem é você. Sua voz, sua mente, sua estória, sua visão. Então escreva e desenhe e construa e toque e dance e viva como só você pode viver.
No momento em que você sentir que, possibilidade, você está andando na rua nu, expondo muito de seu coração e de sua mente e do que existe em seu interior, mostrando demais de si mesmo. Esse é o momento em que você pode estar começando a acertar.
As coisas que fiz que mais funcionaram foram as coisas das quais menos estava certo, as estórias as quais eu tinha certeza de que ou funcionariam, ou, mais provavelmente, seriam o tipo de fracasso embaraçoso que as pessoas se juntam para falar a respeito até o fim dos tempos. Elas sempre tiveram isso em comum: olhando para em retrospectiva para elas, as pessoas explicam porque foram sucessos inevitáveis. Enquanto as estava fazendo, eu não tinha ideia.
E ainda não tenho. E onde estaria a graça de fazer alguma coisa que você soubesse que iria funcionar?
E às vezes as coisas que fiz realmente não funcionaram. Há estórias minhas que nunca foram reimpressas. Algumas delas nunca sequer saíram da casa. Mas eu aprendi com elas tanto quando aprendi com as coisas que funcionaram.
Sexto. Eu passarei algum conhecimento secreto de freelancer. Conhecimento secreto é sempre bom. E é útil para qualquer um que alguma vez já planejou criar arte para outras pessoas, em entrar em um mundo de freelance de qualquer tipo. Eu aprendi isso com os quadrinhos, mas se aplica a outros campos também. E é isto:
As pessoas são contratadas porque, de algum modo, elas são contratadas. Em meu caso eu fiz algo que atualmente seria fácil de checar, e me colocaria em problemas, e quando eu comecei, naqueles dias pré-internet, parecia uma estratégia de carreira sensata: quando editores me perguntavam para quem eu já tinha trabalhado, eu mentia. Eu listei uma série de revistas que soavam razoáveis, e soei confiante, e consegui os empregos. Então transformei em uma questão de honra conseguir escrever algo para cada uma das revistas que eu listei para conseguir aquele primeiro emprego, de modo que eu não menti de fato, só fui cronologicamente desafiado… Você começa a trabalhar por qualquer maneira que comece a trabalhar.
As pessoas se matêm trabalhando, em um mundo de freelances, e mais e mais do mundo de hoje é freelance, porque seu trabalho é bom, e porque são fáceis de conviver, e porque elas entregam o trabalho em tempo. E você nem precisa de todos os três. Dois em três está bem. As pessoas irão tolerar quão desagradável você é se seu trabalho for bom e você o entregar no prazo. Elas perdoarão o atraso do trabalho se ele for bom, e elas gostarem de você. E você não precisa ser tão bom quanto os outros se você é pontual e é sempre um prazer ouvi-lo(a).
Quando concordei em fazer este discurso, eu comecei tentando pensar em qual tinha sido o melhor conselho que já tinha recebido ao longo dos anos.
E ele veio do Stephen King, há vinte anos atrás, no auge do sucesso de Sandman. Eu estava escrevendo um quadrinho que as pessoas amavam e estavam levando a sério. King gostara de Sandman e de meu romance com Terry Pratchett, Belas Maldições (Good Omens), e ele viu a loucura, as longas filas de autógrafos, tudo aquilo, e seu conselho foi esse:
“Isso é realmente ótimo. Você deveria apreciar isso.”
E eu não aproveitei. O melhor conselho que já recebi que ignorei. Ao invés disso, eu me preocupei com aquilo. Eu me preocupei com o próximo prazo, a próxima ideia, a próxima estória. Não houve um momento nos próximos quatorze ou quinze anos em que não estivesse escrevendo algo em minha cabeça, ou imaginando a respeito. E eu não parei e olhei em redor e pensei, isso é realmente divertido. Eu queria ter aproveitado mais. Tem sido uma caminhada incrível. Mas houve partes da trilha que eu perdi, porque estava muito preocupado em as coisas darem errado, sobre o que viria depois, para apreciar a parte em que estava.
Essa foi a lição mais difícil pra mim, eu acho: relaxar e curtir a caminhada, porque a jornada o leva a alguns lugares memoráveis e inesperados.
E aqui, nesta plataforma, hoje, é um destes lugares. (E eu estou curtindo isso imensamente.)
Para todos os graduandos de hoje: eu desejo a vocês sorte. Sorte é útil. Frequentemente vocês descobrirão que quanto mais duro vocês trabalharem, e mais sabiamente, mais sortudos vocês serão. Mas existe sorte, e ela ajuda.
Nós estamos em um mundo em transição neste momento, se vocês estão em qualquer campo artístico, porque a natureza da distribuição está mudando, os modelos pelos quais os criadores entregavam seu trabalho ao mundo, e conseguiam manter um teto sobre suas cabeças e comprar alguns sanduíches enquanto faziam isso, estão todos mudando. Eu falei com pessoas do topo da cadeia alimentar em publicações, vendas de livros, em todas essas áreas, e ninguém sabe com o que a paisagem se parecerá daqui a dois anos, que dirá daqui a uma decada. Os canais de distribuição que as pessoas construíram ao longo do último século ou mais estão contínua mudança, para os impressos, para artistas visuais, para músicos, para pessoas criativas de todos os tipos.
O que é, por um lado, intimidante e, por outro, imensamente libertador. As regras, as suposições, os agora nós devemos fazer de como você consegue expor seu trabalho, e o que você faz a seguir, estão ruindo. Os porteiros estão deixando seus portões. Vocês podem ser tão criativos quanto precisarem para conseguir visibilidade para seus trabalhos. YouTube e a web (e o que quer que venha depois do YouTube e da web) podem dar a vocês mais pessoas de audiência do que a televisão jamais deu. As velhas regras estão desmoronando e ninguém sabe quais são as novas regras.
Então inventem suas próprias regras.
Alguém recentemente me perguntou como fazer alguma coisa que ela achava que seria difícil, em seu caso, gravar um audiobook, e eu sugeri que ela fingisse que ela era alguém que poderia fazê-lo. Não fingir fazê-lo, mas fingir que era alguém que podia fazer. Ela colocou uma nota para este efeito na parede do estúdio, e disse que isso ajudou.
Então sejam sábios, porque o mundo necessita de mais sabedoria, e se vocês não puderem ser sábios, finjam ser alguém que é sábio, e então apenas se comportem como eles se comportariam.
E agora vão, e cometam erros interessantes, cometam erros maravilhosos, façam erros gloriosos e fantásticos. Quebrem regras. Façam do mundo um lugar mais interessante por vocês estarem aqui. Façam boa arte."

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