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quinta-feira, 28 de maio de 2015

As mulheres de Frank Cho. Arte e sensualidade.


Batman e Hera
A beleza feminina é, literalmente, algo belo para ver. Seja na vida real, em pinturas, desenhos ou animação, a mulher, quando bem retratada, chama a atenção. 
Um dos desenhistas que mais se destaca na interpretação da sensualidade e da beleza da mulher é Frank Cho. Conhecido artista dos quadrinhos, Cho tem o dom de desenhar as mais belas heroínas e vilãs dos universos Marvel, DC, Dynamite e Image (além de outras editoras). 
Valendo-se de um talento nato, o ilustrador mostra que é possível sensualizar sem banalizar a imagem feminina. Seu taleto é comparável ao do grande Milo Manara, mesmo quando a nudez é explícita.
Duvidam? Então vejam algumas de suas ilustrações e me digam se concordam ou não...

Batgirl

Rainha dos Goblins


Sonja, a guerreira.



Katniss

Paródia da Mulher-Aranha de Milo Manara (Arlequina)

Paródia da Mulher-Aranha de Milo Manara (Gwen Stacy)

Paródia da Mulher-Aranha de Milo Manara (Mulher-Maravilha)

A Mulher-Aranha original de Milo Manara



Miss Marvel


Frank Cho finalizando uma pintura
Feiticeira Escarlate

Mulher-Hulk e um leve problema com roupas que não esticam

Sketch
Teela


Mulher-Maravilha também com problemas com as roupas
O bom humor é uma de suas marcas registradas

domingo, 24 de maio de 2015

Quatro autores se destacam nos lançamentos da Companhia das Letras.


A ilha da infância, de Karl Ove Knausgård (tradução de Guilherme Braga). Medo da água, medo da escuridão, medo do pastor-alemão dos vizinhos, medo do pai – a infância é uma época aterrorizante. Nas fantasias do menino Karl Ove, os adultos vivem num mundo à parte e têm o poder de deuses, às vezes benevolentes como sua mãe e às vezes tirânicos como seu pai. Como reconstruir as lembranças desse tempo, anterior a toda lembrança? O que há em comum entre o bebê que nossos pais fotografaram e a pessoa que somos hoje? Depois de A morte do pai e Um outro amor, no terceiro volume da série autobiográfica Minha Luta, Knausgård investiga, com o estilo direto e arrebatador que lhe é característico, a memória, o universo familiar e a construção da identidade.

Companhia das Letrinhas

Menina Japinim, de Ana Miranda. Esta é a história de uma menina que tinha uma vida como a de qualquer outra criança que vive em uma aldeia indígena. Ela gostava de brincar de fazer casinha, de balançar e cair no rio para se banhar, de pescar e de subir em árvores. Mas sua mãe tinha muito medo de que ela se machucasse e por isso sempre dizia que quem sobe muito em árvore ou vai pra longe de casa acaba virando passarinho. Um dia, essa menina resolve desafiar a mãe e não apenas sobe na árvore como, ao avistar o regatão, se esconde e sua canoa acaba sendo levada para a aldeia dele. Quando ela volta pra casa, já não é mais a mesma: virou japinim!

Portfolio – Penguin

Atitudes empreendedoras, de Carlos Hilsdorf. Realizar sonhos e transformar o mundo ao nosso redor são duas das mais fascinantes competências humanas. Muitos pensam que empreendedorismo é um termo apenas ligado a negócios, mas Carlos Hilsdorf propõe que empreender é sonhar com conhecimento e atitude e, por este caminho, imprimir a nossa marca na história da humanidade e das pessoas que nos são caras. O empreendedorismo é tratado aqui de modo absolutamente inovador, com consequências e repercussões transcendentes. Um livro que apresenta as atitudes que lhe permitirão realizar seus desejos e fazer seu projeto de vida acontecer!

Paralela

Curiosidade Mórbida, de Mary Roach (tradução de Donaldson M. Garschagen)
Curiosidade mórbida é uma leitura cativante e divertida que explora a vida após a morte, mas não no sentido sobrenatural: a autora Mary Roach investiga o que acontece com os cadáveres, revelando que eles têm rotinas inesperadas e surpreendentes. Por dois mil anos, eles estiveram envolvidos nas descobertas e pesquisas científicas mais ousadas: foram cobaias nas primeiras guilhotinas da França e, os primeiros a navegarem em foguetes da Nasa e estiveram presentes em todos os novos procedimentos cirúrgicos, fazendo história de forma silenciosa.

O que acontecerá ao Rio de Janeiro após o término das Olimpíadas?


Olá, amigos leitores. Este texto é uma forma que encontrei para expressar os temores que me atormentam. Por ser morador do Rio de Janeiro, cidade-sede das Olimpíadas, outrora uma das mais violentas do mundo, passei a refletir sobre o que será desta cidade e do país após o término do "carnaval" que foi a Copa e será, brevemente, o advento das Olimpíadas.
Vamos, primeiramente, observar as melhorias voltadas para estes eventos esportivos e suas efetividades:

UPP

As Unidades de Polícia Pacificadora foram uma forma encontrada pelo governo para controlar uma guerra que faz parte da realidade do carioca há décadas.
Fruto de governantes despreparados, corruptos e que ganhavam com o tráfico e a violência, a segurança pública foi motivo de piadas no Rio. Jornais sensacionalistas exibiam corpos calcinados ou decapitados e policiais e bandidos crivados de tiros. Isso, não duvidem, vendia e continua vendendo muito. A violência era tanta que em muitas favelas os moradores comemoravam o assassinato de policiais, pois o apoio que eles recebiam era dado pelo tráfico, não pelo governo Estadual ou a Prefeitura.
Foram décadas de descaso com a segurança. Criou-se uma política de isolamento da violência, onde o policial evitava entrar na favela para não gerar conflito com o bandido. Sendo assim, o marginal ficava em seu gueto, negociava drogas e armas em paz e, em contrapartida, o índice de violência não subia, já que os confrontos ocorriam menos.
Este cenário, ainda que ridículo, ocorria em todo o país, mas principalmente no Rio de Janeiro. Policiais nunca tiveram apoio por parte do governo. Salários baixos, material sucateado, armamentos defasados... esta era a realidade de quem se expunha para combater o crime. Milhares de pais e mães fardados morreram diante de uma guerra que foi criada por políticos e empresários corruptos e malignos, cujos lucros eram incessantes. A violência e o temor foram ferramentas de domínio por muito tempo, seja no Rio de Janeiro ou em outros estados brasileiros.
Então, "miraculosamente", uma mente brilhante resolve adotar um sistema já existente em outro país. Criou-se as UPP. Estas Unidades são compostas por policiais (em algumas localidades também há militares das Forças Armadas) que ocupam áreas antes dominadas pelo tráfico. A criminalidade caiu muito nestas regiões agora dominadas pelas UPP, fato. Entretanto, observemos que estas ocupações ocorreram em regiões privilegiadas, seja por serem localidades onde o padrão de vida é mais alto, seja por serem bairros onde acontecerão os eventos olímpicos ou próximos deles.
Dúvida? Então vejamos os gráficos de ocupação das UPP e os bairros onde ocorrerão os eventos das Olimpíadas:


E eis as localidades escolhidas para sediar as competições dos Jogos Olímpicos (fonte Wikipedia):
InstalaçãoDesportosBairroRegião
Golfe Reserva MarapendiGolfeBarra da TijucaBarra
Arena Olímpica do Rio POGinástica artística, rítmica e trampolim
Centro Aquático Maria Lenk PONado sincronizado e saltos ornamentais
Centro Olímpico de Tênis POTênis
Estádio Olímpico de Desportos AquáticosPONatação e polo aquático
Hall Olímpico 1 POBasquetebol
Hall Olímpico 2 POJudô e lutas
Hall Olímpico 3 POEsgrima e taekwondo
Hall Olímpico 4 POHandebol
Velódromo Olímpico do Rio POCiclismo (pista)
Riocentro – Pavilhão 2HalterofilismoCamorim
Riocentro – Pavilhão 3Tênis de mesa
Riocentro – Pavilhão 4Badminton
Riocentro – Pavilhão 6Boxe
Arena de DeodoroBasquetebol e pentatlo moderno (esgrima)Vila MilitarDeodoro
Arena de Rugby e Pentatlo ModernoPentatlo moderno (hipismo e evento combinado) e rugby
Centro Aquático de Pentatlo ModernoPentatlo moderno (natação)
Centro Nacional de HipismoHipismo
Centro Nacional de Tiro EsportivoTiro esportivo
Centro Olímpico de HóqueiHóquei sobre a grama
Centro Olímpico de BMXCiclismo (BMX)
Estádio Olímpico de Canoagem SlalomCanoagem (slalom)
Parque Olímpico de Mountain BikeCiclismo (mountain bike)
Estádio Olímpico João HavelangeAtletismoEngenho de DentroMaracanã
SambódromoAtletismo (maratona) e tiro com arcoCidade Nova
Estádio do MaracanãFutebol (finais) e cerimônias de abertura e encerramentoMaracanã
Ginásio MaracanãzinhoVoleibol
Parque Aquático Júlio DelamarePolo aquático
Estádio de CopacabanaVoleibol de praiaCopacabanaCopacabana
Forte de CopacabanaNatação (maratona aquática) e triatlo
Lagoa Rodrigo de FreitasCanoagem (velocidade) e remoLagoa
Marina da GlóriaVelaGlória
Parque do FlamengoAtletismo (maratona e marcha atlética) e ciclismo (estrada)Flamengo

Compreendem o que isto quer dizer? Eles estão protegendo regiões onde houve os jogos da Copa e onde ocorrerão os Jogos Olímpicos. É preciso manter a segurança das comissões e dos representantes dos países que participarão das Olimpíadas. Porém, para que isso ocorra, é preciso minimizar a violência de forma radical, remover os criminosos de forma literal. Eis as UPP.
Em diversas favelas a ocupação ocorreu através de avisos antecipados sobre a invasão. Sim, a notícia de que o BOpE, Fuzileiros Navais, Polícia Civil e sabe-se lá quem mais iria tomar o "morro" chegou aos traficantes. Obviamente que morrer não é uma opção para ninguém e, sendo assim, ocorreu o Êxodo de marginais das regiões ocupadas para a Baixada, Região dos Lagos e demais áreas ainda não ocupadas.
A violência diminuiu onde há UPP? Claro. Porém pergunte a quem mora longe dessas regiões sobre a segurança e a violência. Em um gráfico X-Y, onde "X" é a segurança e "Y" a violência, vocês veriam um xis decadente e, em contrapartida, um ípsilon em ascensão ininterrupta. Houve uma migração de bandidos. Prisões foram mínimas, apreensões de armas e drogas idem.
As UPP são parte da solução do problema de segurança no Rio de Janeiro e podem ser aplicadas a outros estados onde a violência também ocorre. Contudo, o gerenciamento equivocado destas ocupações, o envio de tropas cujo preparo está sendo acelerado para ter quantitativo, não qualidade, trará consequências. O policial tem que lidar diariamente com pessoas que criaram uma mentalidade de medo diante da farda, algo que não irá mudar da noite para o dia. Acrescente a isso um salário baixo (acha muito, então diga-me quanto você cobraria para expor sua vida à possibilidade de morte), treinamento inadequado para lidar com o público e, ainda, a onda de violência contra policiais. Noticiários exibem diariamente a perda de um combatente diante do tráfico que insiste em não cair. Até um militar do Exército já foi abatido.
Enfim, o que ocorrerá com o Rio de Janeiro após o término das Olimpíadas? As UPP serão usadas como moeda de troca, com fins eleitoreiros? O Governo sabe que muitos policiais estão migrando para outras áreas com melhor remuneração, mais segurança e distante desta triste realidade? Quais os incentivos reais para que um policial continue fazendo parte do contingente de uma UPP?
Honestamente, eu vejo a violência avançar gradativamente, retomando seu espaço. Assim que a Tocha Olímpica for enviada para a nova cidade-sede, infelizmente, o caos pode retornar à cidade maravilhosa.

Transporte

A locomoção do carioca está cada vez mais complexa. Temos uma das mais bizarras vias de acesso a uma cidade que já vi no mundo, a Avenida Brasil. Caótica como o país que lhe deu o nome, a sinistra avenida é a principal via de acesso à rodoviária, Baixada, Niterói e Centro da cidade. Lá, registramos engarrafamentos diários que minam as forças do trabalhador. Some-se a isso um índice de violência gritante, pois as cercanias da mesma são tomadas por áreas de conflito ou são ermas.
Há inúmeros planejamentos de ampliação, melhorias e modernização. Há planos de tornar este acesso mais seguro, seja para o carioca ou para o turista. É algo imprescindível, óbvio, porém ainda não compreendo o porquê de isso só ocorrer agora, às vésperas de outro evento internacional. Por que não fizeram isso tudo antes, com tempo e menor constrangimento para o morador? Governos e mais governos passaram sem que nada ocorresse. Então, agora, tudo tem que ocorrer em tempo recorde. Não importa o desconforto, o sofrimento ou as quatro ou cinco horas que o cidadão levará para chegar em sua casa. Afinal, em um futuro próximo seremos detentores de monotrilhos, BRT, BRS e sabe-se lá quantas outras siglas virão. O que conta, efetivamente, é o sucesso dos Jogos Olímpicos.
Grades do BRT destruídas
A cidade está um caos com incontáveis engarrafamentos. Frotas de ônibus ainda contam com uma enorme quantidade de veículos sem ar-condicionado (tivemos um dos mais desgastantes verões que se teve notícia até o momento) e desconfortáveis, isso sem contar com as tarifas altas, não condizentes com a qualidade do serviço oferecida.
Mas o futuro é promissor. Tudo passará e a cidade será uma das mais belas e acessíveis do mundo, dotada de um sistema de transporte público ímpar... Será? Bem, os investimentos estão quase tão altos quanto o que foi roubado na Petrobras. Os transtornos a que o carioca se submete diariamente estão acima até de uma cidade do porte de São Paulo. Hoje, chegar ao lar se tornou um martírio. Eu espero que todo esse sofrimento seja justificado. Apoio tais reformas e sei de sua importância, porém ainda não entendi o motivo para que isso só ocorresse após o anúncio do Rio como a capital da Copa do Mundo e das Olimpíadas.
Definitivamente, a capital carioca tem muito a melhorar no transporte. Entretanto, as melhorias que estão acontecendo - principalmente as que durarão mais - são as das áreas mais necessárias aos turistas e às comitivas olímpicas. Assim como as UPP, o VLT e as ampliações de ruas, recapeamento, modernização e outras melhorias são mais visíveis em áreas privilegiadas como o Centro da cidade, Zona Sul, Barra da Tijuca...
Coincidência ou não, os lugares onde haverá disputa pelos jogos Olímpicos recebem prioridade, ao passo que a Baixada, região dos Lagos e outras áreas afastadas têm obras, não nego, porém a qualidade do que lá é feito está muito abaixo das regiões "olímpicas". Uma prova disso é o desgaste que algumas pistas dos BRT apresentam, isso sem falar na pouca fiscalização que já gerou algumas mortes por atropelamentos, algo que dificilmente ocorrerá em Copacabana ou um lugar similar.
Infelizmente, a política de privilegiar o privilegiado não mudou muito. O carioca que reside na baixada ou outras regiões onde o poder aquisitivo não é tão grande está à mercê do abandono. Pequenas obras surgem, mas nada efetivo é feito para melhorar, definitivamente, a condição de vida do cidadão que está "à margem". 
Mas não paremos o debate sobre transporte por aqui. O que falar de nossos aeroportos. Temos o Santos Dumont, estrategicamente situado no centro da cidade, acessível por várias vias e, em breve, também o será pelo VLT. Bom demais, certo? Errado. 
O aeroporto Santos Dumont ainda sofre com o descaso de seus administradores. Não há áreas que acomodem de forma condizente os passageiros dos já corriqueiros atrasos ou cancelamentos. E o que dizer do overbooking ainda praticado em épocas de alta temporada, sem que haja punições para as empresas que o praticam? Bagagens extraviadas ou despachadas erradamente. Descaso total das autoridades fiscalizadoras e dos governantes que nada fazem para reprimir o destrato com o passageiro.
Quanto ao aeroporto internacional do Galeão, acrescentarei aos problemas acima citados a péssima estrutura que passa por constantes reparos. Houve uma época em que viajar pelo Galeão era transitar por um verdadeiro canteiro de obras. A ausência de um planejamento para problemas comuns como escadas rolantes quebradas ou até as tomadas para os viajantes que necessitam de energia para celulares e tablets também perdura. Mas não é possível deixar de citar o abuso dos preços dos alimentos nos dois aeroportos. Um simples café pode custar quase dez reais, algo não condizente com a realidade da maioria dos brasileiros que voam com o "auxílio" das promoções ou através de parcelamentos das viagens. 
Goteiras no Galeão em 2014
Para reforçar minha tese de que as obras são para 'inglês ver', eis uma observação feita pela revista Exame em agosto de 2014 sobre o novo consórcio do Galeão: "O consórcio vai investir R$ 5 bilhões no Galeão nos 25 anos de concessão, dos quais R$ 2 bilhões até a Olimpíada, daqui a dois anos." Essa priorização dos investimentos é fruto direto da Olimpíada (40% da verba total), já que o aeroporto ficou às traças por longos anos. Entretanto, o que esperar de reformas feitas a "toque de caixa"? Fica a dúvida...
A situação está ruim por via terrestre e aérea, porém nem citei as barcas, uma das principais formas de se chegar a Niterói e outras áreas como Cocotá, na Ilha do Governador.
As barcas são antigas (algumas da década de 1970). Para as regiões menos privilegiadas como Cocotá, as embarcações apresentam áreas tomadas por ferrugem, baratas, desconforto e até usuários fumando maconha durante o trajeto. Como os turistas não usarão este meio de transporte, os investimentos para melhorar tendem a ser mínimos ou nulos. 
Ao buscar a fuga dos engarrafamentos rotineiros na hora do rush, os moradores de Niterói optam pelas barcas, cujos preços são elevados, viajam quase sempre lotadas, estão com atrasos constantes e também apresentam grande desgaste de material. 
Mas nem tudo é caos. Os trens estão bem melhores do que há poucos anos, embora estejam muito cheios na hora do rush e as quebras ocorram com mais frequência do que gostaríamos. Novas composições foram adquiridas, ainda que a maioria só será posta para operação a partir de 2016 (ano de qual evento esportivo?).


O que quero evidenciar ao final deste texto é o seguinte: a mudança da violência da Capital para a Baixada não é sinônimo de extinção da mesma. As UPP são uma melhoria desde que sejam verdadeiramente implementadas. Do jeito que as coisas estão, o futuro reserva péssimas notícias para nós, moradores do Rio de janeiro, pois o retorno do tráfico e da violência para as regiões "pacificadas" é uma realidade gritante. As mortes de policiais, os baixos salários dos mesmos e o despreparo (causado pela prontificação das tropas a toque de caixa) são fatores capazes de gerar o desconforto dos policiais, a corrupção e a desconfiança dos moradores. Todos querem morar em um lugar onde é possível sair sem ser baleado, porém o tráfico retorna "pelas beiradas" ao seu lugar de origem. Todos veem, poucos agem.
Os investimentos na melhoria dos transportes e do trânsito são bem vindos. O que não é aceitável é o sacrifício da população para receber turistas que ficarão dias aqui. Quando o furor dos jogos Olímpicos passar, quem ficará com as obras feitas às pressas cujo emprego de materiais de qualidade duvidosa será o cidadão comum, sujeito aos ônibus sem ar e aos engarrafamentos cada vez mais constantes. 
O Rio de Janeiro merece respeito por sua história. O cidadão carioca merece respeito pelos sacrifícios diários feitos em prol do turismo. Entretanto, nada justifica a falta de planejamento absurda, responsável pelo caos no trânsito. Horas são perdidas dentro de ônibus e automóveis para que o evento principal seja um sucesso. O carioca não quer o fracasso das Olimpíadas, quer apenas mais dignidade e respeito, principalmente por saber que tais melhorias poderiam ter sido feitas com muito mais planejamento, tempo e tranquilidade, o que minimizaria o desgaste do cidadão comum. 
Ainda que tardiamente, vou citar que as obras para criação dos piscinões na região da Praça da Bandeira estão indo bem. Ponto para os governantes. Só falta agora investir nas outras regiões onde os menos favorecidos estão sujeitos aos alagamentos, perdas de suas posses, destruição de suas casas e até correm risco de morte. Óbvio que investir em uma localidade que dá acesso à Avenida Brasil, Niterói, Centro da cidade e outras regiões importantes é prioridade "uno" para governo e prefeitura. Quando sobrar tempo e dinheiro, talvez isso seja colocado em pauta...
P.S.: alguém sabe me dizer se o Magneto já foi preso pelo roubo das vigas do elevado da Perimetral?






quinta-feira, 21 de maio de 2015

Marque na agenda! Via Companhia das Letras.


Encontro de fãs de A herdeira
Sábado, 23 de maio, às 16h
Para comemorar o lançamento de A herdeira, quarto livro da série “A seleção”, fãs de Kiera Cass se reúnem em São Luís.
Local: Livraria Leitura do São Luís Shopping — Av. Professor Carlos Cunha, 1000 — São Luís, MA


Drauzio entrevista especial
Segunda-feira, 25 de maio, às 19h30
Com seu novo livro, Correr, chegando nas livrarias, Drauzio Varella promove uma edição especial de lançamento no seu encontro mensal na Livraria Cultura.
Local: Teatro Eva Herz na Livraria Cultura do Conjunto Nacional — Av. Paulista, 2073 — São Paulo, SP


Marçal Aquino no Sempre um Papo
Terça-feira, 26 de maio, às 20h
Marçal Aquino, autor de Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, conversa sobre cinema e literatura com Santiago Nazarian em mais um Sempre um Papo.
Local: Sesc Vila Mariana — Rua Pelotas, 141, Vila Mariana — São Paulo, SP

domingo, 17 de maio de 2015

Site da Receita Federal tem endereço eletrônico diferente. Entenda mais...


Ao acessar o site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br), não se surpreenda se aparecer um endereço diferente. Agora, o Governo Federal implantou a Identidade Digital de Governo - IDG - projeto para padronização dos sites dos órgãos públicos federais onde a meta é tornar mais amigáveis os portais dos órgãos públicos federais e otimiza a comunicação com o cidadão.
Mesmo que digite o endereço antigo, você será redirecionado para o http://idg.receita.fazenda.gov.br/. Logo, não se preocupe. Não é uma página clonada ou algo similar.





sexta-feira, 15 de maio de 2015

Finalmente J.K. Rowling revela o verdadeiro nome da Murta Que Geme.


Fonte: Livros e Pessoas.

A autora da franquia de livros “Harry Potter”, a britânica J.K. Rowling, revelou nesta segunda-feira (11) o nome verdadeiro da personagem Murta Que Geme.
A fantasma, de acordo com a escritora, se chama Myrtle Elizabeth Warren. O nome gerou controvérsia e ela teve de se explicar nas redes sociais.
O nome é idêntico a de uma ex-senadora dos Estados Unidos – Elizabeth Warren. Contudo, J.K. afirmou que a semelhança é mera coincidência.
“Elizabeth é apenas um daqueles clássicos nomes do meio no Reino Unido”, afirmou a autora dos livros.

Eventos culturais de 15 a 18 de maio. Via Companhia das Letras.





Encontro em Quadrinhos com Fábio Moon e Gabriel Bá

Sexta-feira, 15 de maio, às 20h
Fábio Moon e Gabriel Bá conversam sobre quadrinhos e autografam Dois irmãos em Goiânia.
Local: Fnac do Flamboyant Shopping Center — Av. Jamel Cecílio, 3.300 — Goiânia, GO


Encontro de fãs de A herdeira

Para comemorar o lançamento de A herdeira, quarto livro da série “A seleção”, fãs de Kiera Cass se reúnem em várias cidades do Brasil para falar sobre os livros! Veja a programação:

  • Sábado, 16 de maio, às 13h30
    Local: Saraiva MegaStore do Shopping Praia de Belas — Av. Borges de Medeiros, 90110 — Porto Alegre, RS
  • Sábado, 16 de maio, às 14h
    Local: Saraiva MegaStore do Shopping Center Norte — Rua Treze de Maio, 1947 —São Paulo, SP
  • Sábado, 16 de maio, às 14h
    Local: Livraria Saraiva do Shopping Recife — R. Padre Carapuceiro, 777 — Recife, PE
  • Sábado, 16 de maio, às 14h
    Local: Saraiva MegaStore do Belém Boulevard Shopping — Avenida Visconde de Souza Franco, 776 — Belém, PA
  • Sábado, 16 de maio, às 14h
    Local: Livraria Saraiva do Shopping Midway Mall — Avenida Bernardo Vieira , 3.775 — Natal, RN
  • Sábado, 16 de maio, às 14h
    Local: Saraiva MegaStore Manauara Shopping — Av. Mario Ypiranga Monteiro, 1300 —Manaus, AM
  • Sábado, 16 de maio, às 14h
    Local: Saraiva MegaStore Shopping da Bahia — Avenida Tancredo Neves, 148 —Salvador, BA
Encontro de fãs de Doctro Who

Sábado, 16 de maio, às 15h
Fãs de Doctor Who se reúnem para comemorar o lançamento de O prisioneiro dos Daleks.
Local: Livraria Cultura do Shopping Bourbon — Rua Turiassú, 2100 — São Paulo, SP


Lançamento de Malala, a menina que queria ir para a escola

Sábado, 16 de maio, às 16h
Adriana Carranca autografa o livro Malala, a menina que queria ir para a escola, em São Paulo.
Local: Livraria da Vila — Alameda Lorena, 1731 — São Paulo, SP


Dois irmãos na Mercearia São Pedro

Segunda-feira, 18 de maio, às 20h
Chegou a vez de a Mercearia São Pedro receber Fábio Moon e Gabriel Bá para mais um evento de lançamento de Dois irmãos.
Local: Mercearia São Pedro — Rua Rodésia, 34, Vila Madalena — São Paulo, SP

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Conheça alguns dos autores convidados da Flip.


Fonte: Companhia das Letras.


Roberto Saviano

Nascido em Nápoles, em 1979, Roberto Saviano é autor de Gomorra (Bertrand Brasil, 2008), livro polêmico que o fez ser jurado de morte pela máfia italiana após sua publicação. Gomorra foi traduzido em mais de quarenta países, ultrapassou 10 milhões de exemplares vendidos e originou o filme de mesmo nome, vencedor do Grand Prix do Festival de Cannes em 2008. Saviano também é autor de A máquina da lama (Companhia das Letras, 2012), e Zero zero zero (Companhia das Letras, 2014), livro em que narra detalhes do mercado mundial e milionário da cocaína. Na Flip, Saviano irá falar sobre a máfia e o narcotráfico.


Colm Tóibín

Um dos principais nomes da ficção estrangeira, o irlandês Colm Tóibín ganhou o Costa Book Award e o Los Angeles Times Book Prize, entre diversos outros prêmios. É autor de seis livros, todos publicados no Brasil pela Companhia das Letras: A luz do farol (2004), O mestre (2005), Mães e filhos (2008), Brooklyn (2011) — que ganhou uma adaptação para os cinemas — e O testamento de Maria (2013). Seu romance mais recente, Nora Webster, está nas listas de melhores livros de 2014 dos principais jornais e revistas literárias, e chega em junho às livrarias brasileiras. O autor vive em Dublin e em Nova York.


Eucanaã Ferraz

Eucanaã Ferraz nasceu no Rio de Janeiro em 1961. É autor de, entre outros, Martelo(1997), Desassombro (2002) — vencedor do prêmio Alphonsus Guimarães, da Biblioteca Nacional, de melhor livro de poesia de 2002 — e Cinemateca (2008). É professor de literatura brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro e, além de autor, também foi organizador de livros como Letra só (2003) e O mundo não é chato (2005), de Caetano Veloso. É coordenador editorial da Coleção Vinicius de Moraes. Seu livro de poemas mais recente, Escuta, foi lançado março deste ano. Na Flip, Eucanaã vai participar da mesa “A Cidade e o Território”, um diálogo entre arquitetura e literatura brasileira com Antonio Risério.

Ngũgĩ wa Thiong’o

Ngũgĩ wa Thiong’o é um escritor queniano. A sua obra inclui novelas, peças teatrais, contos e ensaios, da crítica social à literatura infantil. Um grão de trigo, publicado originalmente em 1967, será lançado no Brasil pela Alfaguara em junho e trata do difícil processo de independência do Quênia. O autor participa da mesa com Richard Flanagan sobre literatura no Hemisfério Sul.

Eduardo Giannetti

Eduardo Giannetti nasceu em Belo Horizonte em 1957. É formado em economia e em ciências sociais pela USP e PhD em Economia pela Universidade de Cambridge. Foi o vencedor do Prêmio Jabuti de 1994 na categoria Estudos Literários (Ensaio) com o livroVícios privados, benefícios públicos?e no Jabuti de 2006 ficou em segundo lugar na categoria Economia, Administração, Negócios e Direito com O valor do amanhãGiannetti participa de uma conversa sobre a mente na mesa com o neurocientista Sidarta Ribeiro.

José Miguel Wisnik

Nasceu em São Vicente, São Paulo, em 1948. É professor de literatura brasileira na Universidade de São Paulo, além de pianista e compositor. Pela Companhia das Letras, publicou O som e o sentido — Uma outra história das músicas (1989) e Veneno remédio — O futebol e o Brasil (2008). Também selecionou e escreveu o prefácio do livro Poemas escolhidos de Gregório de Matos (2010). Em sua mesa, que encerra a Flip 2015, fará um retrato de Mário de Andrade, autor homenageado desta edição.

Rafael Campos Rocha

Nascido em São Paulo, em 1970, Rafael Campos Rocha já trabalhou como produtor gráfico, desenhista de animação, professor de história da arte, cenógrafo, artista plástico, cartunista e ilustrador. Em 2012 lançou pela Quadrinhos na Cia. a sua primeira graphic novelDeus, essa gostosa, em que Deus assume a forma de uma mulher negra, proprietária de um sex-shop, ligada nos movimentos mais exóticos (e esotéricos) do assim chamado amor carnal. Vai participar da mesa com Riad Sattouf, ex-colaborador da Charlie Hebdo, sobre batalhas culturais nas HQs.

Arnaldo Antunes

Músico, compositor, artista visual e poeta, Arnaldo Antunes nasceu em São Paulo em 1960 e foi integrante da banda Titãs até 1992. Entre projetos solo e com outros músicos, é um dos principais compositores brasileiros. Já tem 18 livros publicados, entre eles As coisas, que ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia em 1993. Em junho, lança pela Companhia das Letras Agora aqui ninguém precisa de si. Rock e poesia se unem na mesa com o autor e a estreante Karina Buhr.

Roberto Pompeu de Toledo

Roberto Pompeu de Toledo nasceu em São Paulo. Desde 1991 assina uma coluna na revista Veja. Trabalhou no Jornal da Tarde, no Jornal da República, na revista Isto É e no Jornal do Brasil. É autor de reportagens sobre política, cultura e história e autor dos livros A capital da solidão e A capital da vertigem, que chega em breve nas livrarias. Participa da mesa “Como era a cidade em que o Mário viveu?”.

Reinaldo Moraes

Nasceu em São Paulo, em 1950. Estreou na literatura em 1981 com Tanto faz e depois publicou Abacaxi (1985) — reeditados em 2011 num volume único pelo selo Má Companhia. Passou dezessete anos sem publicar ficção, até lançar o romance juvenil A órbita dos caracóis (2003), os contos de Umidade (2005), a história infantil Barata! (2007) e o romance Pornopopéia (2009, Objetiva). Reinaldo Moraes vai participar da mesa Os Imoraes sobre literatura erótica e pornográfica.

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