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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Estrelas do MMA vestem rosa no octógono contra o câncer de mama.


Criada pela agência Porta-Voz para o Hospital de Câncer de Barretos,
ação #SejaParceiroNessaLuta vai usar as redes sociais para conscientizar
os homens a não abandonarem suas parceiras na luta contra a doença
Em homenagem ao Outubro Rosa, mês escolhido para a conscientização da população contra o câncer de mama, a agência Porta-Voz criou a campanha ‘Seja Parceiro Nessa Luta’ (vídeo no final do post).
A ação, que tem como beneficiário o Hospital de Câncer de Barretos, reuniu no octógono da academia Bodytech o famoso árbitro do UFC Mario Yamasaki, além dos lutadores Marco Aurélio Borges e Paulo Bananada. Em uma ação inédita, o trio vestiu uniformes cor de rosa com o objetivo de chamar a atenção para a causa.
O tema da campanha ressalta a importância do apoio dos companheiros de mulheres diagnosticadas com o câncer de mama na ‘luta’ contra a doença. Da mesma maneira que não há luta sem parceiro na hora de encarar o octógono, as mulheres também sofrem muito mais quando não têm o apoio de seus namorados e maridos. Segundo estudos, cerca de 30% dos casais se separam após o diagnóstico do câncer de mama, mas relatos de médicos indicam que o número de mulheres abandonadas pelos companheiros pode ser muito maior.
A campanha, que também estimula a prevenção, pretende resgatar a dignidade de quem, além dos seios, perdeu os cabelos e, como consequência disso, acaba perdendo também o relacionamento. O beneficiário é o Hospital de Câncer de Barretos, que assina a campanha por meio do seu Instituto de Prevenção ao Câncer.
A campanha tem ainda o apoio de Mario Yamasaki, da Bodytech, da agência digital Ahead, da produtora Weathermen e da agência Água Benta Fotografia.

Informações pertinentes sobre o Hospital do Câncer de Barretos:

Excelência em oncologia, o Hospital registra 4.100 atendimentos/dia, 100% SUS. Acolhe pacientes de todo o Brasil, com profissionalismo e humanização, o grande diferencial da instituição. Em 2000, foi escolhido pelo Ministério da Saúde como o melhor hospital público do país. Em 2011, tornou-se “instituição irmã” do MD Anderson Cancer Center (EUA), o maior centro de tratamento e pesquisa de câncer do mundo, e ainda recebeu um prêmio da AVON como “Campeão Mundial em Avanço na Área Médica no Combate ao Câncer de Mama”. Em 2012 assinou acordo com o Saint Judes Children´s Research Hospital e tornou-se “instituição gêmea”.
O Hospital de Câncer de Barretos foi o grande destaque da 4ª Edição do Prêmio “Melhores Hospitais”, projeto realizado pela Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo, realizado em dezembro de 2014. A instituição ganhou em três categorias: melhor hospital, internação e ambulatório. Excelência em oncologia, o Hospital de Câncer de Barretos registra 4.100 mil atendimentos/dia, 100% SUS. Acolhe pacientes de todo o Brasil, com profissionalismo e humanização.
O principal objetivo da premiação é monitorar a qualidade de atendimento e a satisfação do usuário, reconhecer os bons prestadores, identificar possíveis irregularidades e ampliar a capacidade de gestão eficiente da saúde pública. Na categoria “Internação”, o Hospital de Câncer de Barretos liderou o ranking interior, com mais de 97% de aprovação. A instituição também teve um alto índice no quesito “Ambulatório” - 96,5% dos usuários disseram estar satisfeitos com o trabalho realizado.
O Hospital fechou o ano de 2014 com 740.069 atendimentos realizados a 129.550 pacientes vindos de 1.756 municípios de todos os estados do país - um recorde de cobertura. Foram realizados 12.149 procedimentos cirúrgicos, 70.078 quimioterapias, 7 mil refeições servidas/dia e déficit operacional de R$ 11 milhões/mês. Além disso, reúne 380 médicos e mais de 3.500 funcionários.
Todas as unidades do Hospital somam mais de 100 mil m² de área construída.
Hospital de Câncer de Barretos – Barretos - SP
Hospital São Judas Tadeu – Barretos - SP
Hospital de Câncer Infantojuvenil – Barretos – SP
Hospital de Câncer – Unidade Jales – SP
Hospital de Câncer – Unidade Fernandópolis – SP
Hospital de Câncer – Unidade Porto Velho – RO
Hospital de Câncer – Unidade Juazeiro – BA
Hospital de Câncer – Unidade Campo Grande – MS
Unidades de Prevenção: atualmente são seis unidades móveis e quatro fixas, nas cidades de Barretos/SP, Fernandópolis/SP, Juazeiro/BA e Campo Grande/MS.
Instituto de Ensino e Pesquisa – Barretos – SP
IRCAD – Barretos – SP
Mais informações: www.hcancerbarretos.com.br



Chico e Vinicius para crianças: a história por trás do DVD.


O sucesso em DVD Chico e Vinicius para Crianças é uma compilação, na verdade, de algumas das músicas dos LP da década de 1980, A Arca de Noé 1 e 2.
O DVD conta com versões originais de 13 músicas escolhidas dos dois discos, acrescidos de desenhos animados que realmente marcam a imaginação das crianças.









A obra foi um sucesso estrondoso à época e agora repete as boas vendas. Mas antes de ser apenas um ganhador do DVD de ouro, a obra atual é uma boa forma de apresentar músicas divertidas e bem escritas, voltadas em sua essência ao público infantil. Claro que nós, pais, também acabamos por aproveitar esses clássicos da música brasileira.
Para descobrir a íntegra de A Arca de Noé, acessem o Álbum Itaú Cultural. Além de uma bela aula de história, vocês terão a oportunidade de conhecer ou lembrar os bastidores da criação de um sucesso que irá se perpetuar por gerações...
Esse post é uma forma de frisar a importância da reedição dessa obra que marcou uma geração. 


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Feliz aniversário, Mauricio de Sousa. Parabéns!!!!!


Por: Franz Lima.
Amigos, não vou me ater ao histórico - um relato linear e temporal - de Mauricio de Sousa. Suas proezas e legado para os quadrinhos nacionais e do mundo são notórias. A Turma da Mônica é conhecida em muitos países e, principalmente, respeitada por trazer alegria a incontáveis gerações.
Dito isto, o que mais poderia escrever sobre esse mito dos quadrinhos? Mauricio não só criou um universo que esteve e está presente em gerações de leitores, mas é um referencial quando o assunto é sucesso.
A Turma da Mônica é unanimidade entre os leitores de HQ. E o que a levou a esse patamar? Bem, as tramas da turma do bairro do Limoeiro são simples em sua essência, cheias de humor e com uma linguagem acessível a pessoas de todas as idades. Não é preciso sequer saber ler para curtir as aventuras, fato que comprovo com a alegria que minha filha demonstra ao "ler" os gibis. Ao ver uma criança pegar uma revistinha e dela obter boas risadas, além de adquirir o gosto pela leitura, só posso concluir que o material que ela tem em mãos é digno do meu respeito.
As criações do aniversariante Mauricio de Sousa já são um patrimônio de nossa cultura. Cada personagem tem sua própria legião de fãs que, por sua vez, seguem e idolatram o pai de uma família que é parte indissolúvel da infância de incontáveis crianças... e também dos adultos que eles se tornarão.
Mauricio é um vencedor por sua persistência e foco. Ele venceu onde muitos tombaram, insistiu nas animações em uma época onde tudo era difícil e desacreditado. Um desenho animado com qualidade, feito no Brasil? Muitos riram dessa possibilidade. Muitos erraram...
Suas personagens evoluíram em visual, fato que não comprometeu a  docilidade de suas personalidades. O tom infantil torna a leitura agradável, mas isso não impediu que Mauricio criasse histórias incluindo cegos, cadeirantes e outras pessoas com necessidades especiais. 
Contemplando o futuro, o autor lançou DVD com a linguagem em libras, ideal para os surdos. 
Porém, como um pai que reconhece que seus filhos cresceram, ele não privou suas crias da liberdade. Todo pai é uma referência eterna para seus filhos. O amor deles não diminuirá, mesmo quando novos horizontes surgirem. Assim, Mauricio de Sousa lançou o selo Graphic MSP, onde seus filhos recebem abordagens diferentes, mais maduras e plenas de emoção. Não há ciúme por causa disso, apenas o sentimento de que o futuro é promissor. 
Ontem ele completou 80 anos, cheio da vitalidade que só tem quem faz o que ama. O dia 27 de outubro é uma data especial, onde nós, leitores e fãs, comemoramos a vida e a produtividade de um homem que acreditou em si mesmo e é inspiração para muitos.
O sempre simpático Mauricio de Sousa é um vencedor cuja importância no vasto universo das HQ é tão importante  quanto gênios do peso de Will Eisner e Walt Disney.
Feliz aniversário, Mauricio! Que sua turminha continue a encantar os meus filhos e os filhos que deles virão. 

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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Conheçam o veículo anti-zumbi.




Não adianta. Por mais ficção que seja, o medo de uma invasão - ou apocalipse - zumbi é algo que atormenta a mente de muitas pessoas. Sobreviver é algo que ganhou importância em diversos tipos de mídias, incluindo os quadrinhos, cinemas e até mesmo por meio de algumas pessoas com alto nível de criatividade. 
Um desses exemplos é o tanque anti-zumbi. Dotado de metralhadoras, esteiras que são lâminas e canhões, este é um artefato que faria sucesso na série The Walking Dead. Com aparente capacidade para um tripulante, antes de ser uma barreira contra os mortos-vivos, o tanque é uma arma de destruição em massa.
O visual também lembra o Batmóvel que Frank Miller idealizou para o Cavaleiro das Trevas.
Qual será a habilitação necessária para pilotar uma máquina dessas?

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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Filhos do Éden: Paraíso Perdido. Conheçam a trama, data de lançamento e personagens.




LANÇAMENTO - Definida uma data oficial para o lançamento: 31 de outubro 2015 (Dia das Bruxas).
O motivo da demora é justificável. Ao longo desse um ano e meio que trabalhei na obra (desde janeiro de 2014) “Paraíso Perdido” exigiu - e ainda tem exigido, durante as revisões - um grau excepcionalmente elevado de atenção. Não é novidade para ninguém que esse volume irá não apenas encerrar a trilogia como abrirá caminho para os eventos retratados em “A Batalha do Apocalipse” (que transcorre “em um futuro próximo”). Então, é preciso ter um cuidado especial com a coerência, para não correr o risco de deixar pontas soltas.

TRAMA


O que se segue é um resumo da trama, SEM SPOILERS para quem já leu os títulos anteriores. Se você ainda não teve a oportunidade de conferir “Herdeiros de Atlântida” e “Anjos da Morte”, continue por sua conta e risco.

Metatron - O enredo central de “Paraíso Perdido” gira em torno da caçada a Metatron, o Primeiro Anjo, chamado ainda de Rei dos Homens Sobre a Terra, o mais antigo e poderoso entre os anjos, que recentemente (“Herdeiros de Atlântida”, capítulo 49) escapou de seu cárcere na Gehenna e que agora pretende retomar o controle do planeta, desafiando tanto as legiões do arcanjo Miguel quanto as tropas revolucionárias de seu irmão, Gabriel.

Os sentinelas - Para quem não lembra, Metatron é (foi) o supremo líder dos sentinelas, um grupo enviado à terra por Deus, no princípio dos tempos, com a função de proteger e instruir a humanidade. Quando os arcanjos decidiram acabar com os seres humanos, Metatron e seus asseclas se revoltaram (“Herdeiros de Atlântida”, capítulos 2 e 32), tornando-se inimigos do céu e sendo posteriormente acossados.

Primeira Parte - “Paraíso Perdido” é dividido em três partes, cada qual com uma atmosfera própria e personagens diferentes. O primeiro trecho se passa inteiramente em Asgard, a dimensão dos deuses nórdicos, onde Denyel acorda ao final de “Anjos da Morte” (páginas 549 e 550), após ser sugado pelo rio Oceanus. Kaira, Urakin e Ismael vão ao seu encontro, para tentar resgatá-lo e regressar à Haled, através da legendária ponte Bifrost.

Segunda Parte - A segunda parte tem lugar nos dias anteriores ao dilúvio. Conforme mostrado em “Anjos da Morte” (páginas 553 a 555), Ablon (no passado, enquanto general de Miguel) é ordenado a capturar Metatron e trazê-lo vivo aos Sete Céus. O segundo terço do livro destaca esse período, revelando um Ablon diferente daquele que conhecemos em “A Batalha do Apocalipse”, ainda fiel às forças do Paraíso.

Terceira Parte - Essas duas jornadas convergem na parte três, que finalmente explicará como Ablon, há 35 mil anos, conseguiu enclausurar Metatron, e como Kaira, Urakin e Denyel, no presente, farão para enfrentar o Rei dos Homens Sobre a Terra, um celeste muitíssimo mais forte que eles, invencível sob vários aspectos.

Em homenagem a Cazuza, Converse estreia campanha nacional "Made by You"


Cazuza com seu Converse
São Paulo, 26 de outubro – Estreia nesta segunda-feira a campanha nacional da CONVERSE Inc., “Made by You”, que tem como principal objetivo celebrar os fãs da Converse, que ao longo dos anos expressaram sua criatividade de várias formas na utilização de seus tênis no dia a dia.
Um vídeo criado pela agência DAVID, intitulado “Passos da Vida”, com veiculação exclusiva na internet, homenageia Cazuza, cantor, compositor e ícone pop brasileiro. O conteúdo traz de uma forma autêntica o que o artista representou para a história do Brasil e mundo, e o que a Converse apoia: a celebração da autoexpressão.
“Passos da vida” fala sobre a intensidade de cada momento e a coragem para valorizar as experiências. Com a trilha sonora “O Tempo não Para” os personagens aparecem tomando atitudes ousadas. Ao final, a assinatura “Cazuza viveu como o último dia. Até o último dia” encerra a homenagem ao artista.
Além disso, a campanha traz ainda o icônico modelo Converse Chuck Taylor All Star branco que pertencia a Cazuza, e também aparece em um portrait com a assinatura do músico, cedida pela Sociedade Viva Cazuza. O tênis está em exposição nesta instituição, localizada no Rio de Janeiro, dentro de um projeto criado para manter viva a imagem do cantor.
Homenagear o Cazuza é, ao mesmo tempo, uma forma de regionalizar nossa campanha e permitir uma conexão emocional forte do nosso público com um ícone tão importante para o Brasil”, comenta Rodrigo Grau, vice-presidente de criação da DAVID.
Com o intuito de destacar o espírito criativo de cada um em diversos lugares no mundo, na maneira de criar, pensar e agir, para complementar a campanha brasileira foram selecionados mais dois influencers, respeitados cada um em seu universo: Bárbara Eugenia, cantora, e Rafael Grampá, renomado quadrinista brasileiro. Eles e Cazuza se unem a ícones como Andy Warhol, Patti Smith, Futura, Jefferson Hack, Sayo Yoshida, Kate Lanphear e Glenn O’Brien, que estiveram presentes com seus portraits na campanha “Made by You”, que teve inicio no começo deste ano.
“Made by You” é uma celebração de indivíduos criativos, suas histórias e seus tênis. Se eles são pintados à mão, coberto de lama ou desgastados com buracos, cada um retrata e conta uma história profundamente pessoal da transformação de um tênis branco, preto, vermelho ou azul marinho em uma obra de arte notável.
O vídeo está no final do post...

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Ficha Técnica
Título: “Passos da vida”
Agência: DAVID The Agency
Cliente/Produto: Converse/Converse Chuck Taylor All Star
VP de criação: Rodrigo Grau
Criação: Bruno Luglio e Ivan Guerra
Produção executiva: Mariane Göebel
Planejamento: Luiz Arruda
Atendimento: Natalie Bursztyn e Carolina Vieira
Direção-geral/DAVID: Karina Ribeiro
Produtora: Primo Buenos Aires
Produção/PBA: Mayra Gama, Markinhos Fagundes e Fernanda Gomes
Diretor de cena: Brian Kazes
Diretor de fotografia: Guillermo Garza
Montagem: Ivan Kanter Goldman
Pós-produção: Outra Post
Produtora de áudio: Antfood
Aprovação/cliente: Inês Azumendi


A CONVERSE Inc. busca inspiração na convergência de quatro elementos-chave da street culture: arte, música, fashion e skate. Por isso, além dos produtos e parceria com diversas marcas de moda importantes, como é o caso da colab com a Missoni, a marca investe em diversas ações importantes que estejam ligadas ao seu DNA, como o “Converse Rubber Tracks”, que é uma plataforma que funciona como um estúdio de gravação, e que fornece todos os aparatos necessários para artistas envolvidos com música liberarem seu espírito criativo. O primeiro estúdio fixo está localizado no Brooklyn, em Nova York. Já o segundo país a receber esse projeto foi o Brasil. Além disso, o CRT também promove festivais de música pelo mundo. Fundada em 1908, a marca, que lançou o Converse All Star, o primeiro tênis de performance para basquete do mundo, hoje possui sede em Boston, Massachusetts, e oferece um portfólio diversificado, presente em mais de 160 países.

MADE BY YOU

A plataforma “Made by You” é uma celebração de indivíduos criativos, suas histórias e seus tênis. Se eles são pintados à mão, cobertos de lama ou desgastados com buracos, cada um retrata e conta uma história profundamente pessoal da transformação de um tênis em uma obra de arte notável. A Converse buscou no mundo os modelos que mais representavam seus donos na maneira de criar, pensar e agir. Após essa busca, a campanha “Made by You” estreou no começo deste ano com diversas ações pelo mundo, uma delas a coleção de retratos dos tênis Converse Chuck Taylor All Star, apresentando a diversidade infinita dos indivíduos do passado e do presente que utilizaram o modelo. Os retratos trazem a imagem dos tênis de ícones internacionais como Patti Smith, Andy Warhol, Futura, Jefferson Hack, Sayo Yoshida, Kate Lanphear e Glenn O’Brien, e foram apresentados ao lado de retratos do cotidiano utilizados em exposições globais. São desde músicos, artistas, fashionistas, até desconhecidos. Seus retratos oferecem uma lente contemporânea para os mundos distintamente único que habitam. Além disso, a campanha pretende destacar o espírito criativo das comunidades locais com seus artistas.

CAZUZA

Ícone dos anos 80, o cantor, compositor e poeta Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como o Cazuza, começou sua carreira como vocalista do Barão Vermelho, banda na qual compôs os sucessos "Todo amor que houver nessa Vida", "Pro dia Nascer Feliz", "Maior Abandonado", "Bete Balanço" e "Bilhetinho Azul". Já em carreira solo, ficou conhecido pelos sucessos “Exagerado”, “Ideologia” e “O Tempo não Para.” Irreverente, rebelde e polêmico essas eram as características mais presentes no artista. Em 1989, Cazuza declarou ser soropositivo e desde então lutou contra imunodeficiência. Considerado um dos maiores compositores da música brasileira, em outubro de 2008, a revista Rolling Stone divulgou uma lista com os “Cem Maiores Artistas da Música Brasileira”, Cazuza ficou na 34a posição.

VIVA CAZUZA

Fundada em 1990, em memória do cantor e compositor Cazuza, que faleceu naquele ano vítima da Aids, a instituição iniciou seus trabalhos junto ao Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, no Rio de Janeiro. Em 1992 se desligou daquele hospital e iniciou um trabalho independente fornecendo medicamentos, exames e assistência a pessoas carentes portadores do HIV. Em 1993, após conseguir a cessão de uso de um imóvel da Prefeitura do Rio de Janeiro, montou a primeira Casa de Apoio Pediátrico do Município. A casa tinha como finalidade fornecer abrigo, tratamento médico, educação, reintegração familiar, lazer, cultura. Hoje a Viva Cazuza conta também com um Projeto de Adesão ao Tratamento, atendendo mensalmente 140 pacientes, em tratamento na rede pública do Rio de Janeiro. Neste ano a Sociedade Viva Cazuza completa 25 anos.


sábado, 24 de outubro de 2015

Ganhe todos os livros lançados pela Darkside Books!


Fonte: Darkside Books

Para quem adora terror, fantasia e cultura pop, os últimos três anos valeram por mais de três décadas. Em outubro de 2012, mais precisamente no Dia das Bruxas, nascia a DarkSide®, a primeira editora brasileira totalmente dedicada ao lado dark da literatura.
Em apenas 36 meses, a DarkSide® desenterrou grandes clássicos, como Tubarão, Psicose e Os Goonies; apresentou novos autores de sucesso internacionais, como Mark Lawrence, da Trilogia dos Espinhos, e Peter V. Brett, do Ciclo das Trevas; inaugurou o segmento Crime Scene, com o aval de Ilana Casoy, maior especialista do país em Serial Killers; dissecou segredos dos bastidores filmes consagrados, como Evil Dead e Sexta-Feira 13. Com tanto conteúdo, a DarkSide® chegou à impressionante marca de 1 milhão. São 500 mil livros vendidos + 500 mil fãs nas redes sociais. E isso é só o começo.

Há três anos, os leitores apostaram no escuro e adotaram a DarkSide® como sua editora do coração. Claro que eles não poderiam ficar de fora das comemorações de outubro! Estão todos convidados para brincar neste aniversário. Os três leitores que cumprirem os 3 desafios vão receber um prêmio do tamanho do seu amor pela literatura: o catálogo completo dos 3 anos da DarkSide® Books. Isso mesmo, uma cópia de todos os livros lançados entre 2012 e os últimos livros da fornada de 2015: Prince of Fools, de Mark Lawrence, e A Lança do Deserto, de Peter V. Brett.

Participar da brincadeira é fácil.
- Cumpra cada uma das 3 tarefas com todo o seu amor e imaginação para chegar até o fim.
- Você deverá postar as fotos comprovando a realização das tarefas em suas redes sociais (Facebook, Instagram e/ou Twitter), em modo público, com a hashtag #DarkSide3Anos e preencher o formulário no link indicado adiante nessa página. Os formulários ficarão abertos até 23h39 do dia 31 de outubro de 2015.
- Ao término das 3 missões, a Caveirinha irá eleger três bravos leitores que cumpriram todas as missões com criatividade e carinho para receber a premiação completa em casa. A seleção será feita considerando o melhor conjunto da obra.

USE SEMPRE #DARKSIDE3ANOS


TAREFA 1: A LOGOMARCA

Crie uma logo especial para os 3 anos da DarkSide®. Use como inspiração tudo aquilo que você espera encontrar nas páginas de um livro com a Caveirinha DarkSide® na lombada: ousadia, diversão, surpresas, coragem e uma boa dose de arrepios. O design da marca pode ser feito como você achar melhor, do computador de última geração à canetinha, o que vale é a criatividade. E claro, a paixão. Quando terminar, poste a marca em suas redes sociais, em modo público e com a hashtag #DarkSide3Anos, e preencha o formulário desta tarefa clicando aqui.

TAREFA 2: DANDO O SANGUE

É hora de dar o sangue pela Caveirinha. Faça uma selfie doando sangue em outubro e poste em suas redes sociais com a hashtag #DarkSide3Anos em modo público. CASO VOCÊ NÃO POSSA DOAR SANGUE, leve alguém que possa e tirem uma foto juntos fazendo a doação. Uma plaquinha com seu nome em uma foto postada em suas redes sociais com seu amigo também vale. #doaçãosemdesculpa <3 Não esqueça de preencher o formulário oficial clicando aqui.

TAREFA 3: SOMOS CAVEIRA

Faça uma assustadora fantasia de Halloween. Você pode ser um zumbi, bruxa, vampiro, Jason Voorhees, o que você quiser <3 Não esqueça de tirar uma foto sua de antes e depois, postar em suas redes sociais (em modo público e com a hashtag #DarkSide3Anos) e preencher o formulário desta tarefa clicando aqui.

Aqui embaixo tem alguma sugestões, mas sinta-se à vontade para criar o que quiser:


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Primeiras impressões da série Lúcifer.



Por: Franz Lima

Muitas séries foram interrompidas após a apresentação de seu episódio piloto. Honestamente, espero que Lúcifer não seja cancelada pois apresenta muito de sua fonte de inspiração - no caso as histórias em quadrinhos do selo Vertigo -, ainda que haja diferenças que agradarão ao público que não conhece a trama original e, em contrapartida, trarão uma leve desconfiança para os leitores das revistas.

Ao final do post deixei um link para que leiam todas as edições das Graphics Novels em português. Espero que curtam!

Lúcifer segue a mesma premissa das graphics novels onde o Diabo resolve abandonar o inferno para viver e conviver conosco, os humanos, na Terra, longe das obrigações impostas a ele por Deus. Uma das ironias da trama está na localização do lugar que ele escolhe para morar: Los Angeles, a cidade dos anjos. 
Vivendo como um humano "normal", Lúcifer (Tom Ellis) gerencia uma boate que tem um seleto grupo de frequentadores. Tal como nas HQ, a boate foi nomeada como Lux (luz em latim) e é o palco da primeira cena de ação que irá colocar o protagonista em rota de colisão com a detetive Chloe (Lauren German). Na Lux também ocorre a primeira aparição de Amenadiel (um enviado de Deus interpretado por D. B. Woodside). O ódio entre o anjo e o Portador da Luz é facilmente percebido pelo espectador.
O episódio piloto mostra um Lúcifer mais ameno, com sotaque britânico e sedutor, algo pouco visto nas edições que li. Em contrapartida é mantido seu poder de influência, a força e a "honra" que só o próprio dono do inferno teria. 



Pequenas nuances entre a série de TV e as graphic novels.

Mazikeen  é a guarda-costas do Diabo. Ela é retratada de forma diferente dos quadrinhos, incluindo a grafia do nome, Maze, que indica uma abreviatura ou apelido. Interpretada por Lesley-Ann Brandt, a personagem tem um comportamento menos soturno que a versão dos quadrinhos e, até o momento, não apareceu com a máscara.
Sua participação no primeiro episódio foi pequena, impossibilitando identificar maiores traços em comum com sua versão quadrinizada. 
A ambientação, como dito no início, está bem próxima da que existe nas HQ, porém ainda não foi possível ver todo o potencial sombrio da história se compararmos com a narrativa original.
Uma pequena parcela dos poderes do protagonista foi mostrada no episódio piloto, mas, se você é um leitor das graphics sabe que os "truques" do Senhor do Inferno são inúmeros.

O que esperar no futuro?

Lúcifer está na Terra após abandonar, literalmente, seu posto no Inferno. Para simbolizar sua saída, nas HQ, ele pede a Morpheus (o Sandman) que o ajude a arrancar suas asas. Mais do que um ato brutal, isso é uma afronta direta a Deus, um recado para evidenciar que o abandono de sua função não terá retorno. 
Como podem ver, se o Sandman apareceu, então a probabilidade de termos a presença dos Perpétuos é enorme, incluindo a própria Morte. 
A menos que eu esteja muito equivocado, há um grande potencial de surgir uma nova série com os próprios Perpétuos, isso no caso de ocorrer o sucesso de Lúcifer.
As histórias envolvendo as hostes celestiais e os demônios que vivem na Terra também podem render ótimos episódios, porém eu espero que o tom da série fique mais sombrio, mais próximo do que lemos nos quadrinhos.
Outro ponto positivo em Lúcifer está nos criadores deste universo: Sam Kieth, Mike Dringenberg e Neil Gaiman. A simples menção do nome de Gaiman já indica o potencial criativo das tramas. Óbvio que a censura imposta pelos produtores e o próprio tom mais ameno do episódio piloto podem ser indícios de que minhas esperanças são vãs.

Conclusão

Lúcifer é uma boa pedida para os fãs de Gaiman e das nuances de suas histórias. Caso a série siga os mesmos moldes das HQ, teremos um sucesso avassalador. Mas se os produtores não optarem pelo tom extremamente sombrio, algo que parece que não ocorrerá, ao menos será possível curtir uma trama divertida, com tons fortes de humor negro e uma ironia incrível. 
Como ainda há muito a ser mostrado, não há como julgar plenamente a série, mas é nítido que o potencial, caso sigam o mínimo dos quadrinhos, é gigantesco. Que Lúcifer, literalmente, ganhe asas!
Aproveitem e leiam as histórias publicadas no Brasil através da HQ Online. Divirtam-se e não se esqueçam de curtir a fanpage do Apogeu do Abismo.



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Lançamentos literários de outubro da editora Rocco.



O regresso, de Lúcia Bettencourt, é o encontro da ficção com a poesia. O romance trata do retorno do poeta Arthur Rimbaud (1854-1881) à França, em seus últimos meses de vida, depois do longo e misterioso período em que passou na África, trabalhando como comerciante de café, traficante de armas e mercador de escravos, entre outras ocupações.
A narrativa revela a trajetória repleta de angústia e rebeldia de um artista atípico, um gênio precoce que escreveu toda a sua obra na adolescência (o “Barco ébrio” e outros poemas fundamentais) e antes dos 20 anos já havia abandonado a escrita. Mesmo assim, influenciou a literatura moderna e também a contemporânea, influência que perdura até os dias de hoje.
 
A escolha de personagem tão fascinante e contraditório confirma a sensibilidade e ousadia do projeto romanesco da autora, que mistura a primeira e a segunda pessoa num texto de prosa nervosa e, em seus pontos mais altos, poética. É um Rimbaud virado ao avesso, em sua busca particular pela liberdade e pela verdade, aquele que surge das páginas do livro.

O romance inicia com a frase “Não há partida”. Cabe lembrar que Rimbaud foi um andarilho famoso, tendo percorrido boa parte da Europa a pé – Inglaterra, Áustria, Alemanha, Itália, Suécia: “Desde cedo fui especialista em partir. Ensaios a que me levaram minhas longas pernas camponesas, habituadas aos terrenos mais ásperos, e minha eterna inquietude. Começava a andar e era como se o mundo, do qual apenas conhecia a versão por escrito, me chamasse. E, mesmo quando imóvel, viajava.”

Lúcia Bettencourt também abre espaço para abordar o relacionamento de Arthur Rimbaud com Paul Verlaine (1844-1896). O encontro dos dois poetas na Paris dos cafés e do clima cultural que atraía exilados de todas as nacionalidades foi além da simples troca de versos e impressões. Rimbaud e Verlaine formaram um dos casais mais famosos da literatura, retratado com delicadeza no livro: “Dizem que o encontro com Paul foi sua perdição. Dizem que o encontro com Paul foi sua salvação. Ao chegar em casa, o poeta feio encontrou um jovem de longos cabelos dourados e sujos, olhos muito azuis, mal vestido, e muito magro. Sua voz oscilava entre graves e agudos, e ele corava sempre que os sons se aflautavam demais.”

Na epígrafe do livro, uma citação – “Silêncio, exílio e engenho” – que traduz a concepção do romance, sua engenharia em dois blocos, uma dupla exposição que é perfeita para retratar um personagem tão ambíguo. Tudo nos é lembrado e contado por um homem no limiar da loucura, sofrendo as dores de um câncer ósseo na perna. Em outro plano, um leitor apaixonado folheia os versos do poeta, como quem os reescrevesse, e refaz a sua biografia. Conjugando de maneira notável História e ficção, Lúcia Bettencourt convida o leitor a um privilégio que só a literatura é capaz de proporcionar: viajar no tempo e penetrar a intimidade de um artista genial. 

O regresso

A última viagem de Rimbaud

Autor: Lúcia Bettencourt
Preço: R$ 29,50
192 pp.  14 x21 cm
ISBN: 978-85-325-3012-7
Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, FICÇÃO NACIONAL

Imenso, poderoso, frágil, atônito, surpreendente, mentor, castrador, pecador, um homem maior que todos, ou um homem como qualquer um.  Uma imensa reflexão sobre a figura paterna, em muitas de suas representações, dá o mote ao romance O pai morto, do norte-americano Donald Barthelme. Publicado originalmente em 1975, e lançado agora pela primeira vez no Brasil, o livro marcou uma geração de escritores ao unir maestria literária e humor inconfundível para narrar, de forma única, a libertina e desvairada morte do seu protagonista, que ao invés de conduzir o enredo vai sendo arrastado, a contragosto, para um destino que ignora, por um cabo que envolve seu corpo descomunal. Suas ordens, máximas e imprecações não conseguem interromper, porém, o falatório amalucado que se desenrola entre as pessoas à sua volta.
Revelado nos anos 1960 nas páginas da revista The New Yorker, Donald Barthelme (1931–1989) se tornou nos anos seguintes um dos expoentes do que a crítica viria a chamar de pós-modernismo. Ganhador do National Book Award e autor de livros de ensaios, contos e romances, sua obra marcou profundamente a cultura americana nas últimas décadas do século XX. Para além dos rótulos críticos, seus livros continuam hoje a repercutir na obra de autores do mundo inteiro que o reconhecem como um desses raros escritores capazes de trazer algo de novo à velha arte de contar histórias. Barthelme marcou uma geração de romancistas - Salman Rusdie, David Foster Wallace, Dave Eggers, entre outros, estão entre seus fãs. No Brasil, O pai morto chega às livrarias com tradução de Daniel Pellizzari e prefácio do romancista Donald Antrim.

O fio condutor do enredo é a saga dos filhos para enterrar o Pai Morto, uma figura gigantesca, que não está totalmente convencido sobre o fim de sua existência. Transportado para o local de sepultamento, ele conversa com os filhos, questionando o fato de que sua morte física já aconteceu. É clara a sua esperança de que permaneça no mundo e que a dificuldade de enfrentar a separação da família é semelhante à tristeza que os filhos experimentam por sua ausência.

As contradições se apresentam ao longo de toda a narrativa, apresentando um pai sob a visão infantil de Todo-Poderoso: ele tem o poder de aniquilar ou de manter vivos animais, embora esteja nas mãos dos integrantes do cortejo fúnebre. O Pai Morto experimenta sensações e sentimentos confusos em relação aos filhos, que pode proteger, mas que também conseguiria destruir, se assim quisesse.  Entre os personagens estão Thomas, o filho que lidera o grupo, acompanhado por sua namorada Julie. Juntam-se ao cortejo, Emma, amante de Thomas, que se confunde, no texto e na mente do Pai Morto, com Julie. O alcoólatra Edmundo, o outro filho, também integra o grupo.

Ousado ao explorar diferentes formas de narrativa, Barthelme levanta a ambiguidade de sensações e sentimentos que permeiam as relações entre pais e filhos. E, acima de tudo, promove um carnaval literário, ao mesclar gêneros e estilos – fábulas com definições enciclopédicas, diálogos íntimos com reflexões metafísicas – para surpreender e divertir o leitor. 

O pai morto

Autor: Donald Barthelme

Tradução: Daniel Pellizzari
Preço: R$ 34,50
240 pp. | 14x21 cm
ISBN: 978-85-325-2975-6
Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA

Olivia Rönning é uma jovem estudante da Academia de Polícia. Filha de um policial do departamento de homicídios, ela é perspicaz, determinada e muito inteligente, o que fará dela uma ótima investigadora. Seu faro para juntar pistas e resolver mistérios será posto à prova em um dos trabalhos que recebe na academia: ela deve escolher um homicídio não concluído, prestes a parar no arquivo morto da polícia, e verificar se, com os recursos tecnológicos atuais, seria possível trazer uma solução para o caso. O assassinato de uma mulher grávida, ocorrido na praia da gelada e chuvosa ilha de Nordkoster, em 1987, durante o fenômeno da maré viva, fenômeno que ocorre quando Sol e Lua se alinham com a Terra, e gera uma diferença significativa entre maré baixa e maré alta, é o alvo de Olivia. O que ela não imagina, porém, é que este caso trará muito mais questões do que soluções, incluindo uma inimaginável conexão entre ela e o assassinato.
Maré viva, da dupla sueca Cilla e Rolf Börjling, é um alucinante thriller policial. O mistério e o suspense, a rapidez dos diálogos e a construção de personagens cativantes são a receita do casal de escritores. Olívia é uma protagonista absolutamente crível e sua personalidade magnética seduz o leitor a acompanhá-la em sua busca para resolver o assassinato ocorrido em 1987. Ela começa se baseando em informações deixadas no processo original: mulher grávida enterrada na praia – e cujo corpo foi revelado pelo fenômeno da maré viva –, uma criança como testemunha... E mais detalhes a serem obtidos com o investigador responsável na época:  Tom Stilton. Ao procurá-lo, porém, mais um mistério: o detetive desaparecera e todos se calam quando ela pergunta por ele. Para Olivia, esse seria mais um caso e fácil seria desistir diante das dificuldades, mas há um detalhe:  seu pai, já falecido, esteve envolvido nas investigações.

A busca de Olivia por Stilton a leva à ilha de Nordkoster, envolta por uma atmosfera fria e por uma teimosa tempestade, assolada pela “invasão” de novos-ricos noruegueses, que ficam ancorados em seus iates de luxo consumindo a lagosta pescada na região. Voltar ao local do crime é o que ela precisa para iniciar a jornada que levou à morte a mulher grávida, até hoje não identificada, em um crime sem motivo aparente. Terá sido algum sacrifício ritual, alguma seita macabra?  E por que Olivia se envolve tão profundamente na investigação?  Seria sua motivação unicamente o fato de seu pai ter sido um dos detetives do caso?  E, afinal, onde está Tom Stilton?

Paralelamente, assassinatos de moradores de rua em Estocolmo têm comovido a opinião pública. O que choca são os requintes de crueldade: os espancamentos dos sem-teto são filmados por seus algozes e postados na internet. A comunidade de moradores de rua é organizada e tem até uma revista, a Situation Sthlm, vendida pelos sem-teto nas ruas da cidade e que, assim, funciona como fonte de renda para eles. Vera Zarolha é a personagem-âncora dessa trama paralela, ou quase: haveria alguma conexão entre a violência contra os moradores de rua na capital sueca e a morte da mulher grávida numa remota ilha? 

Maré viva

Autor: Cilla & Rolf Börjlind

Tradução: Luciano Dutra
Ilustração: 978-85-325-2933-6
Preço: R$ 59,50
512 pp. | 16x23 cm
ISBN: 978-85-325-2933-6
Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, POLICIAL, SUSPENSE

Para cada problema, uma solução que pode – e deve – ser buscada dentro de cada um. Olhando para si mesmo, revendo os passos e impasses mais importantes em cada trajetória é que se caminha, deduz Adriano Silva, no tocante e corajoso Ansiedade CorporativaConfissões sobre estresse e depressão no trabalho e na vida. O livro, que dá sequência ao bem-sucedido O Executivo Sincero, escancara a vida corporativa e seus fantasmas.

No livro, escrito em primeira pessoa, Adriano Silva volta no tempo para recordar a trajetória do jovem saído do interior do Rio Grande do Sul que vai cursar faculdade em Porto Alegre para, a partir daí, seguir seu rumo: São Paulo, Japão, Rio de Janeiro, entre outras paradas. Dos empregos mal pagos de início de carreira à primeira passagem por um cargo de chefia, nenhuma etapa é ou foi cumprida sem alguma dose de angústia, medo ou ansiedade.

Com uma sinceridade desconcertante, Adriano Silva vai muito além das paredes dos escritórios para explicar que trabalho se faz de vida – de renúncia, de anseios, de sonhos – e de sentimentos. A coragem necessária para galgar etapas profissionais também está presente em cada linha desse texto, no qual Adriano não se furta a falar dos próprios fantasmas para chegar nas conquistas e desafios que o moveram.

Em Ansiedade Corporativa, a melancolia perpassa a narrativa. Para o autor, “tristeza é autocomiseração”, enquanto a ansiedade é a inimiga de todas as horas. Para qualquer situação, a sugestão do autor é não colocar a própria felicidade no colo da outra pessoa. Adriano é categórico: enfrente seus medos. Encare tudo aquilo que é capaz de paralisar e não deixe que o pânico assuma o controle. Contra-ataque – esse é o lema do autor.

Ansiedade, depressão, tristeza, angústia, falta de estima por si mesmo, o enorme receio de sair do lugar são algumas das sensações mais comuns para quem vive o mundo corporativo e fora dele também. Sair da inércia e aproveitar o tempo deve ser prioridade sempre. Afinal, a vida é um romance a ser escrito diariamente. Não há outra saída se não reagir. Portanto, mexa-se. E comece hoje. Não há nada a perder. É o conselho de Adriano Silva.

Ansiedade corporativa

Confissões sobre estresse e depressão no trabalho e na vida

Autor: Adriano Silva
Preço: R$ 34,50
272 pp. | 15x22 cm
ISBN: 978-85-325-3008-0
Assuntos: ADMINISTRAÇÃO & NEGÓCIOS/ECONOMIA, LIDERANÇA/DESENVOLVIMENTO PESSOAL, EMPREENDEDORISMO


Até o final do primeiro capítulo, acendi todas as luzes de casa, embora ainda fosse meio-dia” — eis a reação de Wes Craven, diretor e produtor de clássicos modernos do terror e suspense, como os filmes das séries A hora do Pesadelo e Pânico, ao ler o lançamento do selo Fábrica 231, Sobrenatural – The Haunting ofSunshine girl, escrito pela jovem Paige Mckenzie em parceria com Alyssa Sheinmel. O livro, com adaptação garantida para o cinema, é o primeiro da websérie de sucesso The Haunting of Sunshine girl, produzida e estrelada pela própria Page, que, desde 2010, arrebanha fãs em seu canal no YouTube, e conta com cerca de 350 mil assinantes e quase 180 milhões de visualizações.

Descrito como o encontro entre as séries televisivas Buffy, a Caça-Vampiros, cujo personagem-título combatia o “sobrenatural”, e Veronica Mars: A Jovem Espiã, em que a protagonista divide o seu tempo entre a escola e a firma de investigação particular de seu pai, o título acompanha os passos e pensamentos — e temores! — de Sunshine Griffith, uma garota que, pouco após completar 16 anos, vê-se em meio a uma mudança maior e mais inesperada do que as já enfrentadas por qualquer adolescente: sair da radiante cidade texana de Austin, onde passara toda sua vida e criara raízes, para morar numa nova casa na úmida e distante Ridgemont, em Washington.

Kat, sua mãe adotiva, recebera de última hora uma oferta irrecusável de emprego como enfermeira-chefe na nova unidade neonatal de Ridgemont e não poderia perder esta chance. Mudar-se do ensolarado Texas para o chuvoso estado de Washington, no entanto, não parecia uma “grande oportunidade” para Sunshine, independentemente do apoio irrestrito que sempre dera à sua mãe — além de ter que deixar para trás o seu passado, a jovem precisaria começar toda uma nova vida. Assim que cruzou a fronteira de Washington, Sunshine sentiu seu mundo escurecer e foi tomada por um mau pressentimento que ela não sabia como explicar.

Embora Kat não percebesse nada de diferente em seu novo lar, apesar da poeira e do aspecto sombrio do local, Sunshine sente que existe algo de aterrorizante na casa. Em sua primeira noite em Ridgemont, a garota é despertada pelo som de passos vindo de cima, seguido de um riso fantasmagórico de uma criança. Portas se fechando sozinhas e vozes no meio da noite são apenas algumas das coisas que, nos dias subsequentes, vão tornando o lugar cada vez mais assustador. Alheia ao terror da filha, Kat insiste que tudo não passa da imaginação prodigiosa de Sunshine.

Determinada a provar não só que sua mãe está errada, mas também que elas estão correndo sério perigo ali, a jovem começa a tirar fotografias desesperadamente para colher evidências da presença sobrenatural naquela casa. Em sua nova escola, ela conhece Nolan Foster, um colega de classe bonito, até que estudioso, apaixonado por fotografia e — mais importante — por fantasmas! Sensibilizado pela aflição dela e obviamente interessado em tais acontecimentos inusitados, ele se oferece para ajudá-la a descobrir o que de fato está acontecendo.

O que eles descobrem, contudo, é muito maior, mais profundo e intenso do que poderiam imaginar. À medida que os espíritos que assombram sua casa e os acontecimentos adensam em estranheza, Sunshine descobre, para sua perplexidade, que tudo o que sabia até então sobre o seu passado estava errado. Com sua família sob risco iminente, ela precisará enfrentar os seus piores medos — e encarar o “sobrenatural” — antes que seja tarde demais. 

Sobrenatural

The Haunting of Sunshine Girl

Autor: Paige Mckenzie Com Alissa Sheinmel
Tradução: Edmundo Barreiros
Preço: R$ 29,50
304 pp. | 14x21 cm
ISBN: 978-85-68432-39-6
Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, TERROR



Desde Michael Pollan não surgiu um escritor tão poderoso
em busca de uma revolução no sistema alimentar.
The Washington Post

Dan Barber escreve com a mesma exuberância contida com que cozinha. Um manifesto provocador, que consegue
equilibrar uma originalidade corajosa com pesquisa meticulosa.
— ANDREW SOLOMON, autor de Longe da árvore e O demônio do meio-dia

Combinar a excelência do sabor com a qualidade nutritiva do alimento é a principal tarefa de um bom cozinheiro. Segundo Dan Barber, um chef reconhecido pela militância em prol da agricultura orgânica, essa combinação pode ser menos lucrativa para produtores, mas garantirá a saúde de todos. Sua pesquisa de dez anos sobre as formas de cultivo agrícola e criação de animais para abate está em O terceiro prato – Notas de camposobre o futuro da comida, que chega às livrarias pelo Bicicleta Amarela, o selo de bem-estar da Editora Rocco.

Partindo de uma reflexão sobre o que seria o alimento básico dos norte-americanos na metade do século XXI, Barber faz um levantamento do cultivo em seu país e na Europa. O primeiro prato corresponderia ao jantar típico nos Estados Unidos a partir dos anos 1950: um suculento bife, cuja carne seria de um boi criado em cativeiro e alimentado com milho, acompanhado por uma pequena porção de cenouras. O segundo prato seria o que se consome atualmente – um bife pequeno, com carne de boi criado em pasto aberto, alimentado naturalmente, mais cenouras orgânicas em quantidade razoável. O terceiro prato, a ser servido daqui a 35 anos, imagina o chef, teria uma cenoura em forma de bife, com molho de carne.

Um dos adeptos do movimento “farm-to-table”, Dan Barber questiona o quanto esse modelo de cultura orgânica incentiva uma alimentação cara e insustentável, desperdiçando partes dos produtos (talos de verduras e espinhas de peixe, por exemplo). Enquanto faz a defesa intransigente da agricultura natural, ele prega o aproveitamento do que é tradicionalmente desprezado na cozinha. A culinária requintada só tem a ganhar em sabor, diz Barber, descrevendo o prazer ao provar um prato do chef espanhol Ángel Leon, que engrossa molhos de pescado usando, em vez de manteiga, um purê de globo ocular de peixe. A criação de animais em vastos espaços, com liberdade de circulação e alimentando-se naturalmente, é também essencial para a boa alimentação, diz Barber, que preconiza que todos os restaurantes devem “saber o nome do produtor” que fornece os alimentos.

Informações sobre a história da alimentação e da agricultura nos Estados Unidos e no mundo estão em todo o texto, que descreve o preparo do solo e de alimentos, além de apresentar figuras pitorescas entre criadores e biólogos que cuidam de animais. Um deles, o espanhol Eduardo Souza, cria gansos para a produção de foie gras, sem submetê-los à alimentação forçada para aumentarem a gordura do fígado. Apaixonado pelas aves, ele cuida até que o abate delas seja o menos doloroso possível.

Os relatos sobre encontros com agricultores, criadores, biólogos e com outros chefs de cozinha e donos de restaurante são pincelados por doses de observações filosóficas e anotações sobre a prática predatória da indústria de alimentação. Segundo Barber, os paradoxos do cultivo industrial estão em todos os aspectos dos processos de produção. A maior ameaça às aves, diz, hoje não é a caça, mas a agricultura intensiva com agrotóxicos. Desde 1980, as populações aviárias nas fazendas europeias diminuíram cerca de 50%. Mais do que falar sobre gastronomia, O terceiro prato pretende advertir para o mundo que deixaremos aos nossos netos, recomendando a conservação e a proteção de espécies ameaçadas pela indústria da comida, como o atum vermelho.

O terceiro prato

Observações sobre o futuro da comida

Autor: Dan Barber
Tradução: Ana Deiró
Preço: R$ 59,50
480 pp. | 16x23 cm
ISBN: 978-85-68696-16-3
Assuntos: SAÚDE/ ALIMENTAÇÃO, ENSAIO, MEIO AMBIENTE/ECOLOGIA

Praticamente pela primeira vez na vasta literatura sobre o tema, os integrantes da Comuna
são apresentados e ganham vida como indivíduos complexos, em vez de heróis proletários esquemáticos.”
The New Yorker

“Esta vívida narrativa resulta de uma vida de estudos ricos e detalhados dos movimentos sociais franceses no século XIX. É incomparável nas descrições do papel das mulheres na Comuna e da maneira como os conservadores estigmatizavam os pobres de Paris.” – The New York Review of Books

Uma sociedade mais igualitária, fraterna e livre era a promessa de um governo criado por militantes de esquerda na poderosa Paris da segunda metade do século XIX. Nesta comunidade, ou melhor, comuna, as classes populares formadas por trabalhadores, operários e miseráveis, oprimidas pelas péssimas condições de vida, poderiam finalmente circular na face iluminada da Cidade Luz, cuja ribalta era reservada somente para uma elite que desfrutava dos confortos remanescentes do passado imperial da capital francesa. Mas os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, lemas da Revolução Francesa, viriam a ser esmagados sob o som das baionetas, fuzis e das mitrailleuses – que inspiraria a criação da metralhadora. Por uma semana, Paris mergulhou em sangue. O governo francês instalado em Versalhes reprimiu violentamente essa sociedade autônoma. Em uma semana, corpos de homens, mulheres e crianças, fossem ou não simpatizantes da Comuna, tomaram as ruas de Paris no que foi chamado de Semana Sangrenta, de 21 a 28 de maio de 1871, considerado o maior massacre da Europa no século XIX.

A Comuna de Paris – 1871: origens e massacre, do prestigiado historiador da Universidade de Yale John Merriman, conta a história dessa sociedade que pretendia realizar o sonho de uma cidade onde todos se cumprimentassem pelo nome de cidadãos, e não de monsieur e madame, retrato de uma sociedade desigual, dominada por uma elite desumana, que vivia às custas de uma imensa classe de trabalhadores. Esses últimos, por sua vez, apesar de viverem em Paris, jamais podiam ser vistos circulando no Champs Elisées ou passando o tempo nas inúmeras cafeterias e bistrôs da capital francesa.

Em 18 de março de 1871, parisienses que moravam em Montmartre despertaram ao som das tropas francesas tentando se apoderar dos canhões da Guarda Nacional. As tropas estavam sob ordens de Adolphe Thiers, conservador que era chefe de um governo provisório recentemente instalado em Versalhes, antes residência dos Bourbon, monarcas do Antigo Regime. Thiers, temendo a mobilização de parisienses irados e radicais, queria desarmar Paris e sua Guarda Nacional. Os postos da Guarda eram preenchidos, em sua maior parte, por trabalhadores que queriam uma república forte e estavam enfurecidos com a capitulação do governo provisório na desastrosa guerra contra a Prússia, que começara em julho do ano anterior e causara a queda do Segundo Império (1852-1870), liderada pelo fraco Napoleão III.

Apesar dos esforços do exército francês, os homens e mulheres de Montmartre, Belleville e Buttes-Chaumont impediram corajosamente que as tropas tomassem os canhões. Frustrado, Thiers retirou suas forças de Paris para Versalhes, onde planejou reagrupá-las e, mais adiante, retomar a cidade. Milhares de parisienses ricos se juntaram a ele. Em Paris, militantes de esquerda proclamaram a Comuna, um governo autônomo e progressista que trouxesse liberdade para os parisienses. Famílias de bairros proletários passeavam pelos beaux quartiers da capital, imaginando uma sociedade mais justa, e se preparavam para tomar medidas a fim de tornar isso realidade. O hino da Comuna era “A Marselhesa”, que posteriormente tornou-se o hino nacional francês. A Comuna durou dez semanas antes de ser aniquilada durante a última e sangrenta semana de maio. Foi um massacre: em uma semana, foram executados mais de 15 mil parisienses.
Merriman retrata a criação e queda da Comuna por meio, principalmente, de seus personagens. A revolucionária Louise Michel foi considerada a representante maior da força feminina da Comuna, na qual as mulheres tiveram papel essencial na defesa da cidade. As parisienses não só cuidavam dos feridos atacados pelo Exército de Versalhes como também pegavam em armas na defesa do ideal da Comuna. O arcebispo Georges Darboy foi um dos muitos representantes da Igreja Católica feitos refém pela administração da Comuna. A Igreja era responsabilizada por representar os valores aristocráticos e por compactuar com o profundo abismo social existente na cidade. Por isso, durante a Comuna, vários prédios e instalações com símbolos religiosos foram atacados, num prenúncio ao laicismo que marca a sociedade francesa atual. À medida que Thiers se aproximava da capital, demolindo as defesas deficientes da Comuna, reféns significavam a última alternativa de resistência dos militantes. Dezenas deles foram executados pelos communards, entre eles, o arcebispo.

As mortes imputadas pelas tropas francesas a seus próprios compatriotas prenunciaram os demônios do século seguinte. Porque eles queriam ser livres. Este talvez tenha sido o principal significado da Semana Sangrenta, de 21 a 28 de maio de 1871, o maior massacre da Europa no século XIX.

A Comuna de Paris

1871: origens e massacre

Autor: John Merriman
Tradução: Bruno Casotti
Preço: R$ 59,50
400 pp. | 16x23 cm
ISBN: 978-85-69474-02-9
Assuntos: HISTÓRIA, POLÍTICA

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