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quinta-feira, 31 de março de 2016

O Grito, tela de Munch, ganha vida...


Uma das mais conhecidas e copiadas (até satirizada) obras de arte da história ganhou movimento. O Grito (Skrik), de Edvard Munch, foi transformada em um gif muito interessante. Compare a obra original, abaixo, com a versão animada.


Conto escrito por Inteligência Artificial é selecionado em concurso literário japonês.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Divulgada pela Superinteressante, esta é uma notícia que surpreende e acende a polêmica sobre o uso da Inteligência Artificial. Entretanto, a verdade é que um computador, programado por humanos e com diretrizes e palavras-chave específicas para um fim único, obteve a seleção entre mais de 1400 contos em um concurso literário. Mesmo não tendo prosseguido para as fases seguintes, a notícia é espantosa, principalmente se considerarmos o processo de criação do texto: 
Os cientistas selecionaram palavras e frases que seriam usadas na narrativa, e definiram um roteiro geral da história, que serviria como guia para a inteligência artificial. A partir daí, o computador criou o texto combinando as frases e seguindo as diretrizes que os cientistas impuseram.
Ainda assim, um conto feito exclusivamente por Inteligência Artificial estar entre os primeiros trabalhos selecionados é muito animador. 
As possibilidades da IA são infinitas, mas estamos muito distantes ainda do androide David  de A.I., o homem bicentenário Andrew, os androides de Blade Runner ou os Agentes da Matrix. Seja como for, esse é um passo que pode provocar desconforto nos divulgadores das teorias de conspiração, porém é algo a ser comemorado com estardalhaço. É bom lembrar que a IA pode ser aplicada em automóveis, cirurgiões-robô, trânsito, pesquisas científicas e uma infinidade de aplicações benéficas à humanidade. 
Pena que o conto "O Dia em que um Computador Escreveu um Conto" não foi disponibilizado para leitura. 


quarta-feira, 30 de março de 2016

Anna Todd e outros autores estão entre os novos livros da Companhia das Letras.


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Linha M, Patti Smith (Tradução de Claudio Carina)
Depois do cultuado Só garotos, a lendária cantora e escritora Patti Smith volta à sua odisseia pessoal neste Linha M, que ela chama de “um mapa para minha vida”. O livro começa no Greenwich Village, o bairro que tanto marcou sua história. Todos os dias a artista vai ao mesmo café e, munida de seu caderno de anotações, registra suas impressões sobre o passado e o presente, a arte e a vida, o amor e a perda. É desse café que ela nos conduz ao México, onde visita a Casa Azul de Frida Kahlo em Coyoacán; a uma conferência dos membros do Instituto Alfred Wegener em Bremen, na Alemanha; e ao bangalô em Rockaway Beach que ela compra pouco tempo antes de o furacão Sandy atingir o país. Patti Smith, uma leitora voraz, nos conduz também pelo labirinto de suas paixões literárias. Conhecemos, de um ponto de vista privilegiado, sua opinião sobre escritores como Murakami, Jean Genet, Sylvia Plath e Rimbaud. As ideias de Smith abrem uma janela para sua arte e seu processo de criação, que são revelados com candura sinceridade tocantes. Em meio a essas leituras, ela costura também as próprias memórias, desde a vida em Michigan até a dor irremediável pela perda do marido, Fred Sonic Smith, num depoimento ao mesmo tempo emocionante e honesto sobre o amor. Num tom que transita entre a desolação e a esperança – e amplamente ilustrado com suas icônicas polaroides -, Linha M é uma reflexão sobre viagens, séries de detetives, literatura e café. Um livro poderoso e comovente de uma das mais multifacetadas artistas em atividade.
 
Os Buddenbrook, Thomas Mann (Tradução de Herbert Caro)
Primeiro romance de Thomas Mann, publicado em 1901, este livro monumental acompanha a saga dos Buddenbrook, uma família de comerciantes abastada do norte da Alemanha. Quatro gerações são retratadas na crônica familiar inspirada na linhagem do próprio escritor e situada numa cidade com todas as características de Lübeck, a terra natal dos Mann. Com personagens vívidos, diálogos brilhantes e elevada riqueza de detalhes, o autor lança um olhar preciso sobre a vida da burguesia alemã – entre nascimentos e funerais; casamentos e separações; desentendimentos e rivalidades; sucessos e fracassos. Esses acontecimentos sucedem-se ao longo dos anos, mas à medida que os Buddenbrook sucumbem à sedução da modernidade, o declínio moral e financeiro parece estabelecido. O leitor contemporâneo encontra intactos o frescor e o fascínio deste que é considerado um dos principais romances do século XX.

Para poder viver, Yeonmi Park (Tradução de Paulo Geiger)
Yeonmi Park não sonhava com a liberdade quando fugiu da Coreia do Norte. Ela nem sequer conhecia o significado dessa palavra. Tudo o que sabia era que fugir era a única maneira de sobreviver. Se ela e sua família ficassem na terra natal, todos morreriam – de fome, adoentados ou mesmo executados. Park cresceu achando normal que seus vizinhos desaparecessem de repente. Acostumou-se a ingerir plantas selvagens na falta de comida. Acreditava que o líder de seu país era capaz de ler seus pensamentos.  Aos treze anos, quando a fome e a prisão do pai tornaram a vida impossível, Yeonmi deixou a Coreia da Norte. Era o começo de um périplo que a levaria pelo submundo chinês de traficantes e contrabandistas de pessoas, a uma travessia pela China através do deserto de Gobi até a Mongólia, à entrada na Coreia do Sul e, enfim, à liberdade.  Neste livro, Yeonmi conta essa história impressionante pela primeira vez. Uma história repleta de coragem, dignidade – e até humor. Para poder viver é um testamento da perseverança do espírito humano. Até que ponto estamos dispostos a sofrer em nome da liberdade? Poucas vezes a resposta foi dada de modo tão eloquente.

Paralela

Before, Anna Todd (Tradução de Carolina Caires Coelho)
Antes de Tessa, Hardin era um jovem rude e, às vezes, cruel. O que será que fez com que ele se tornasse esse bad boy tão revoltado? E o que se passava em sua cabeça naqueles primeiros momentos com Tessa, a menina irritantemente certinha de quem ele não conseguia ficar longe? Contado sob o ponto de vista de Hardin e de outros personagens da série, Before acompanha de perto esse complexo e cativante personagem, desde seus problemas de infância até sua turbulenta juventude. O livro traz também passagens inéditas do romance de Tessa e Hardin e revela, ao fim, o futuro desse casal intenso que conquistou o coração de leitores no mundo inteiro!

Romance Moderno, Aziz Ansari (Tradução de Christian Schwartz)
Aziz Ansari tem discutido os romances modernos há tempos em suas apresentações de stand-up e no seriado Master of None, escrito, dirigido e protagonizado por ele. Mas agora, em Romance moderno, decidiu levar o assunto a outro nível. Aziz se juntou ao sociólogo Eric Klinenberg para desenvolver um projeto de pesquisa que se estendeu de Tóquio a Buenos Aires, passando por Paris, Doha e Wichita. Com o auxílio dos mais renomados pesquisadores, a dupla analisou dados comportamentais, entrevistou centenas de pessoas e criou um fórum no site Reddit, obtendo milhares de respostas. O resultado é um livro único, em que o humor irreverente de Aziz é veículo para pesquisas sociais inovadoras. Um tour pelo nosso universo romântico como nunca visto antes.

Seguinte

A profecia do pássaro de fogo, Melissa Grey (Tradução de Flávia Souto Maior)
No subterrâneo de lugares onde é muito difícil chegar, duas antigas raças travam uma guerra milenar: os Avicen, pessoas com penas no lugar de cabelos e pelos; e os Drakharin, que têm escamas sobre a pele. Ambas possuem magia correndo nas veias, o que os esconde de todos os humanos… menos de uma adolescente chamada Echo. Echo conheceu os Avicen quando era criança, e desde então eles são sua única família. A pedido de sua tutora, a garota começa uma jornada em busca do pássaro de fogo, uma entidade mítica que, segundo uma velha profecia, é a única forma de acabar com a guerra de vez. Mas Echo precisa encontrar o pássaro antes dos Drakharin, ou então os Avicen podem desaparecer para sempre…

Alfaguara

O pescoço da girafa, de Judith Schalansky (Tradução de Petê Rissatti)
Inge Lohmark é a última de sua espécie. Professora de biologia no Colégio Charles Darwin, na antiga Alemanha Oriental, ela sabe que adaptação é tudo. Mas as coisas estão mudando muito rapidamente. As pessoas já começam a olhar para o Ocidente em busca de empregos e oportunidades de vida; sua própria filha deixa o país. O ambiente conhecido está desaparecendo. E, mesmo que os alunos e colegas da escola não sejam os espécimes mais brilhantes da manada, parece que Lohmark está ficando para trás. Escrito com elegância e ironia, O pescoço da girafa é uma crítica mordaz ao ambiente escolar, à competição selvagem da vida e à ideia de que os mais fortes são sempre claramente reconhecíveis

Vilões de Dragon Ball Z ganham versões realistas pela arte de Geokeeno.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

O desenhista estadunidense Geokeeno criou versões realistas dos principais vilões de Dragon Ball Z que impressionam. Inimigos clássicos de Goku e cia. ganham vida pelo traço apurado do artista. Mas ele não se limita ao universo de DBZ e investe em outras criações, quase todas relacionados ao universo da animação ou quadrinhos.
A grafia dos nomes é a adotada pelo idioma inglês. 
Conheça mais do trabalho de Geokeeno acessando sua página do Deviantart.






 


De bônus, uma imagem de autoria de Kolby Jukes onde Frieza ganha ares de um monstro realmente assustador.



terça-feira, 29 de março de 2016

Beetlejuice 2: sequência terá Michael Keaton e Winona Ryder.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

As expectativas são enormes. A aguardada sequência do clássico Beetlejuice (Os Fantasmas se Divertem) não está presa no mundo de Sandman. 
Segundo declarações do próprio diretor, Tim Burton, a continuação ocorrerá e já tem roteiro preparado. O novo filme aguarda apenas autorização da Warner Bros para ser filmado e terá alguns dos atores do primeiro longa: Winona Ryder e Michael Keaton.
Para quem não se lembra, Beetlejuice conta a história de um casal que morreu em um acidente e fica preso à casa onde morava. Com a chegada dos novos donos, eles descobrem que podem expulsá-los com a ajuda de um especialista no assunto, o Beetlejuice, um ser mais alucinado que o Máscara e com poderes demoníacos. O filme inicial contou com Alec Baldwin, Geena Davis, Michael Keaton, Winona Ryder e grande elenco. Com um humor diferenciado e mórbido, Tim Burton trouxe uma verdadeira trama de humor negro com piadas que marcaram época, incluindo a cena onde uma parte do elenco canta e dança Day-O (Banana Boat Song). Vejam abaixo...



segunda-feira, 28 de março de 2016

Eventos literários anunciados pela Companhia das Letras em RJ, SP, RS e MG.



Lançamento de O reino partido ao meioTerça-feira, 29 de março, às 19h
Rosa Amanda Strausz autografa o lançamento da Companhia das Letrinhas, O reino partido ao meio, no Rio de Janeiro.
Local: Livraria da Travessa Botafogo — Rua Voluntários da Pátria, 97 — Rio de Janeiro, RJ

Ruy Castro no Sempre um PapoTerça-feira, 29 de março, às 19h30
A edição de Belo Horizonte do Sempre um Papo recebe este mês o autor Ruy Castro para falar sobre o livro A noite do meu bem.Local: MM Gerdau (Museu de Minas e do Metal) — Prédio Rosa — Praça da Liberdade s/n. — Belo Horizonte, MG

Luiz Ruffato autografa em Porto Alegre
Terça-feira, 29 de março, às 19h
Lançando seu novo romance, De mim já nem se lembra, Luiz Ruffato participa de sessão de autógrafos em Porto Alegre.
Local: Palavraria Livros & Café — Rua Vasco da Gama, 165 — Porto Alegre, RS

Lançamento de A espiral da morteTerça-feira, 29 de março, às 19h
Claudio Angelo fala sobre as consequências do aquecimento global em A espiral da morte, que autografa em São Paulo.
Local: Livraria Saraiva Shopping Pátio Higienópolis — Rua Doutor Veiga Filho, 133 — São Paulo, SP

Palestra sobre o livro Flores, votos e balasTerça-feira, 29 de março, às 19h
Angela Alonso participa de palestra falando sobre o livro Flores, votos e balas, que conta a história do movimento abolicionista no Brasil.
Local: Centro de Pesquisa e Formação (CPF) do Sesc — Rua Dr. Plínio Barreto, 285, 4° andar, Bela Vista — São Paulo, SP

Debate sobre a literatura de Amós Oz
Quarta-feira, 30 de março, às 19h
Participe do debate sobre Como curar um fanático Judas, livros de Amós Oz, no Rio de Janeiro.
Local: Midrash Centro Cultural — Rua General Venâncio Flores, 184 — Rio de Janeiro, RJ

Noemi Jaffe no Café Literário com Jota
Quinta-feira, 31 de março, às 19h30
Noemi Jaffe, autora de Írisz: as orquídeas, conversa com os autores Flavio Cafieiro e Estevão Azevedo sobre os desafios da escrita propostos por ela para publicação de suas histórias pelo selo Jota, que pretende trabalhar com a criatividade de novos autores propondo desafios formais na elaboração de histórias curtas.
Local: Livraria da Vila Fradique — Rua Fradique Coutinho, 915 — São Paulo, SP

Vitimizando o opressor: a Galileu manipula o leitor com sua parcialidade.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

A violência é uma ferramenta que tem garantido a manutenção dos poderosos nos cargos e funções. Na verdade, a promessa do fim ou diminuição da violência é usada como moeda de troca em tempos de eleições. E quais os motivos para que a criminalidade - e a violência nela contida - nunca caia de fato?
Eu enxergo, infelizmente, um lucro incalculável na "busca" pela ordem. Combater o crime é promessa que garante votos. Por sua vez, já eleito, as promessas perdem força conforme os meses vão se passando. Salvo um ato de maior vulto - arrastões, assaltos com vítimas em shoppings ou até a morte de alguém de classe alta ou destaque. Enfim, promessas somem com a mais leve brisa.
Mas essa não é a base de nossa conversa hoje. Nosso assunto hoje é algo que envolve a violência, a manipulação de informações e a ineficiência da justiça brasileira. Hoje, falaremos sobre uma matéria publicada na revista Galileu, edição 295, cuja principal matéria faz alarde com a seguinte chamada: 'o bandido está morto. E agora?'. O texto está assinado por Nathan Fernandes.



A dramaticidade do conteúdo da reportagem principal dessa edição é surpreendente. Desde a capa, os editores buscaram minimizar o papel dos malfeitores na sociedade. Pior ainda, a edição tenta atrair a opinião do leitor para o lado da revista, ora valendo-se do apelo pelas maiorias marginalizadas (negros e pobres) ora impondo sua própria violência com um pôster - com tamanho aproximado de quatro capas - onde um ator é mostrado "linchado", despido e amarrado. O pseudo-agredido é retratado como alguém que cometeu um pequeno crime e morto por uma multidão revoltada - representada por pegadas de vários tipos de sapatos (o que evidencia a participação de gente de classes sociais diferentes) e, afastado do corpo, um porrete de aço. 
Em toda a matéria o bandido é tratado como vítima. Há partes em que concordo, principalmente quando o assunto é a reação de multidões diante de crimes cuja violência impacta. Bem, o problema é que as imagens contradizem o texto. São imagens de um homem assustado correndo com a bolsa cara de uma mulher - pressuponho - bem sucedida. O ladrão usa chinelos, uma calça simples e camiseta regata. Ele é magro, tem a barba por fazer e aparenta o desespero próprio dos que não têm mais opções. Enfim, a Galileu quer - por meio das imagens - induzir o leitor a ter simpatia pela "vítima", nesse caso, o ladrão. É uma total inversão de valores...
Vamos a alguns fatos que a conceituada revista Galileu "esqueceu" de incluir na matéria. Primeiro, o nível de violência envolvendo pequenos roubos tem aumentado gradualmente. O meliante não está satisfeito por apenas roubar, ele quer impor o medo e descontar sua frustração com a sociedade opressora. Assim, você e eu, cidadãos comuns, recebedores de salários, somos o alvo. Somos, na visão do criminoso, também responsáveis por sua miséria. Com base nesse tipo de pensamento, muitas vítimas são esfaqueadas, baleadas e até estupradas, mesmo que não tenham esboçado a menor reação. A violência é gratuita e praticada com certa dose de prazer. É a vingança do oprimido.

"Se um animal mata um humano, ele é caçado. Por que não caçar um assassino?"

O paternalismo presente nessa matéria chega a preocupar. Óbvio que há ações tomadas por populares que são extremas, quiçá desnecessárias. Mas é preciso frisar que também há ocasiões onde a justiça com as próprias mãos tem sua justificativa. Eis um dos casos que o autor do texto faz questão de evidenciar como injusto:

Era o mesmo ódio que os moradores do Sertão de Canudos carregavam no caminhão que se dirigia à delegacia onde estava preso Edvaldo, o assassino da professora Rosângela*. Os moradores arrombaram a porta, renderam os guardas e “fizeram justiça” ali mesmo. Depois de espancarem Edvaldo com pedaços de pau, facas, facões e revólveres, levaram-no para o caminhão. Ali, ele teve partes do rosto e os testículos arrancados, como que para privá-lo da identidade e da masculinidade. Enquanto ainda estava vivo, outros pedaços de seu corpo iam sendo decepados. À medida que era esquartejado, Edvaldo ia deixando de existir. Já quase desfeito, os moradores o jogaram no local do crime e atearam fogo em seus restos com gasolina. A professora continuou morta. A cidade continuou triste. Isso tudo aconteceu em 1996. Mas poderia ter sido hoje. Pode ser amanhã.

* Rosangela abriu sua casa para receber Edvaldo, um ex-aluno dela, que não só tentou estupra-la em frente à avó como a espancou e a matou. 

Vamos nos valer da honestidade. O caso acima merecia o perdão? Caso fosse sua filha, você o deixaria vivo? Quais as garantias de que um indivíduo frio como esse não tornaria a praticar crimes similares? Quantas vidas foram poupadas com a morte desse assassino?

O autor do texto - sejamos honestos - mostra casos onde os excessos são evidentes por parte da população que está cada dia mais acuada. Mas é fato que as cadeias estão superlotadas, que a justiça é lenta e que o número de bandidos soltos pela mesma justiça é uma afronta aos policiais cujas vidas são postas em risco para prender esses marginais. Não há credibilidade no sistema penal, na justiça e nos efeitos corretivos (que deveriam existir) no indivíduo que está em uma prisão. Some-se a isso a afirmativa dele onde diz que mantemos uma cultura escravocrata, uma alusão ao alto índice de negros mortos em decorrência de crimes, confrontos com policiais ou executados. Há um racismo velado no Brasil, não duvidem, mas afirmar que persistimos em uma cultura escravocrata é apelativo, um chamado para que pessoas cujas ideologias se baseiem nessa crença deem apoio ao autor e sua tese.
Nathan é tão manipulador que apela até para o uso de frases retiradas de séries como Jessica Jones. Ele quer a simpatia do leitor para, aos poucos, convencê-lo da verdade em suas palavras.
Outra forma de guiar o leitor foi usada quando ele cita um quase linchamento de um garoto, uma criança acusada de furto durante uma manifestação. Mas não há um esclarecimento sobre essa criança, quem é, sua idade e seu porte físico. As ditas crianças, amparadas pelo ECA, podem ser bebês de 17 anos, violentas e fortes. Crianças que se valem do amparo legal para roubar, matar e, quando apreendidas, ficar em uma instituição para menores onde as fugas são rotina. Eles vão voltar a praticar seus crimes até que a vida de um inocente seja tirada friamente. Afinal, "ser di menor me garante que não serei preso", como muitas criancinhas praticantes de crime já afirmaram em jornais e programas de tv.

O texto mostra um preconceito latente contra o governo e as leis. Novamente, o criminoso é mostrado como vítima:

Todas as medidas que o governo toma são no sentido de criminalizar o jovem. Se ele quer melhores condições de estudo, o governo chama a polícia e resolve com surra e bomba; se não aceita pagar mais pelo transporte público, não pode protestar que é levado a uma ratoeira e massacrado. Não oferecem alternativa. O que precisamos é de uma política pública inclusiva, de educação e renda. São coisas que falamos há mais de cem anos e não fizemos até hoje."

Ninguém duvida da necessidade de uma educação melhor, de uma renda condizente, capaz de sobrepor a inflação e as perdas salariais, de melhorias em geral... mas a triste realidade é a de que há pessoas cuja tendência para o crime está acima da capacidade de reparo da educação, da religião ou de quaisquer outras instituições. Para essas pessoas, penas rigorosas e duradouras são a única alternativa. Reparem que não estou apoiando a pena de morte, apenas uma prisão irrevogável para crimes hediondos ou criminosos comprovadamente impossíveis de recuperação.
As soluções violentas não são as ideais. Isso, contudo, não significa que a morte de um assassino, traficante ou político corrupto não seja algo justificado. Todos os citados, de uma forma ou outra, são responsáveis pela perda de vidas. O traficante e o político que desvia verba pública também o são, ainda que indiretamente. Caso tenha perdido alguém para as drogas, sabe do que falo. E se um dia, infelizmente, um parente ou conhecido perecer por falta de atendimento médico ou por policiamento defasado, saiba que as verbas roubadas foram vitais para isso.

Voltando a um ponto muito interessante e controverso do texto publicado na Galileu, percebi que há uma insistência em dizer que a sociedade está fracionada entre os ricos e os miseráveis que, via de regra, são a fonte dos males. Ser pobre não é uma sentença onde a punição é a entrada no mundo do crime. Há muita gente pobre com mais princípios morais que os ricos. O crime está diretamente ligado a uma educação desprovida de valores morais, a uma sociedade que valoriza o fútil como status, a subculturas onde ser agressivo e violento é a porta de entrada para a aceitação. Hoje, digo com tristeza, a morte perdeu impacto. Recebemos vídeos e fotos de assassinatos pela tv, smartphones, jornais, etc, como se nada fosse. O sofrimento alheio não mais emociona, exceto quando se trata de pessoas próximas a nós. Temos, acredito, o costume de esquecer os males que atingem os outros, de reduzir a gravidade de crimes, esquecemos com facilidade as mortes praticadas por pessoas frias, já que teoricamente nunca estarão próximas a nós. Em suma, estar distante do crime e da morte é um meio para diminuir ou desprezar os resultados destes.

O mote principal desta matéria é o uso da violência para penalizar culpados por crimes. Há os chamados pequenos crimes, talvez motivados por desespero ou ausência de recursos provocada pelo desemprego, porém há os crimes cuja única finalidade é impor o medo e tirar vidas. Para o primeiro caso, creio ser possível - a longo prazo - estabelecer uma política de educação onde a preparação para o concorrido mercado de trabalho seja um dos pontos principais, mas nunca o único, já que é fundamental ter uma ótima educação para estar preparado para os desafios que a vida oferece e, ainda, um bom convívio com os demais integrantes da sociedade.
São muitos os problemas que levam uma sociedade a desejar a morte de um ser humano. A violência sem controle, o estado de sítio mascarado pela tecnologia e os pequenos 'mimos' que a diversão oferece, a sensação de fraqueza quando nos deparamos com algo violento, a perda de pessoas amadas... tudo isso colabora para uma explosão de raiva diante de um malfeitor aprisionado. A raiva ganha ares de ódio e foge ao controle. Claro que isso pode gerar a injustiça de alguém ser punido sem culpa. Não cabe ao cidadão comum a prática da justiça, porém é fato que a justiça, o sistema penal e as leis estão defasadas, incoerentes com a realidade atual. Sem algo que satisfaça o clamor por uma verdadeira justiça, aquela que inibirá outros a praticar crimes, o cidadão não vê solução para algo que se aproxima cada vez mais rápido de sua realidade. Enquanto estamos longe do mal, ele é apenas uma 'notícia', algo que não irá nos tocar. Mas a probabilidade de sermos sumariamente atingidos pela quase irrefreável onda de crimes é grande. 

Um último ponto que me desapontou demais nessa matéria é o uso de uma visão romanceada dos criminosos. Pôr um cara com expressão de coitado na matéria ou mostrá-lo espancado funciona como uma justificativa para o crime por ele cometido (Nathan não se esforça para evidenciar algo que sabemos: assaltantes não apenas roubam. Eles torturam, matam, aterrorizam e impõem marcas na vida das pessoas que irão atormentá-las por toda uma vida) é um golpe baixo. Por que a Galileu não se esforça tanto - com um texto dramático, imagens chocantes e depoimentos embasados por sociólogos - para evidenciar os traumas das vítimas dos crimes nas cidades? Ou que tal fazer um trabalho tão minucioso para destacar a destruição das famílias dos policiais mortos em combate? Há uma nítida inversão de valores, algo próprio de quem é um defensor dos direitos humanos mesmo em detrimento dos direitos dos humanos vítimas do descaso da lei, dos governos e da mídia sensacionalista.  

Não achou a matéria sensacionalista? Bem, que tal o uso dessa declaração de Marcelo Freixo:
"Não precisa cometer um crime para ser uma ameaça. Se você não circula nos shoppings e não é um cidadão consumidor, não tem direitos, vira uma ameaça."
Isso é exagero e busca colocar os leitores em choque, uns contra os outros, conforme a classe social e a ideologia. Isso é manipulação... 

quinta-feira, 24 de março de 2016

Sua navegação até o Apogeu do Abismo ficou mais fácil. Novo endereço!!!


Para curtir sua página de entretenimento e cultura favorita, você era obrigado a digitar um endereço eletrônico (URL) muito grande. Agora, basta digitar apogeudoabismo.xyz (diga "xis") e ir direto para seu espaço de cinema, quadrinhos e literatura. Ah! Também temos tatuagem, música e espiritualidade...
Não se esqueça. Basta dizer "xis" e ir para o site que cresce mais a cada dia...
apogeudoabismo.xyz .... nunca foi tão fácil.

Lançamentos mais recentes de livros pela Companhia das Letras.


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Esta terra selvagem, Isabel Moustakas


João é um repórter policial de um grande jornal paulistano. Aos trinta e dois anos, já coleciona um casamento fracassado e ainda não fez nada de muito grandioso na profissão. Mas o envolvimento na investigação de um crime hediondo irá transformar sua vida de modo devastador. Uma jovem que assistiu à tortura e ao assassinato brutal dos pais — um boliviano e uma descendente de italianos —, e que depois fora abusada das piores maneiras, ainda não havia falado com a imprensa. Sete meses após esses crimes, João é o primeiro jornalista a ouvir o relato de cada detalhe perturbador do que ela havia presenciado. Ao final do depoimento, a garota tira a própria vida diante dos olhos dele. A partir deste terrível episódio, o repórter irá seguir pistas que o levarão a um suposto grupo racista que vem cometendo atrocidades contra imigrantes, negros, judeus, nordestinos, gays e quaisquer pessoas que considera impuras. O pouco do que se sabe sobre eles é que usam coturnos pretos com cadarço verde-amarelo. Neste romance de estreia, Isabel Moustakas cria uma trama extremamente ágil e violenta, que mal permite um respiro do leitor.

Alfaguara

Arranjos para assobio, Manoel de Barros

Arranjos para assobio, de 1982, marca o período em que Manoel passou a ser reconhecido pelo grande público, ao redimensionar a relação entre homem e natureza, marcando o território de sua criação como contrário a tudo o que é útil ou racional.



Face imóvel, de 1942, antecipa os ecos de uma poesia meditativa, em que fica evidente a ampliação de sua experiência de mundo, sua releitura do espaço urbano.

Companhia das Letrinhas

A mãe que chovia, José Luís Peixoto

O menino desta história é filho da chuva. E, com uma mãe tão necessária a todos, tem de aprender, a duras penas, a partilhar com o mundo todo o seu cuidado e dedicação. Através do seu percurso, ele dá aos leitores uma lição de generosidade e perseverança — e acaba por descobrir uma das forças mais poderosas da natureza: o amor incondicional das mães.

Análise do trailer do filme O Lar das Crianças Peculiares, de Tim Burton.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Baseado nos romances de Ransom Riggs e dirigido por Tim Burton, O Lar das Crianças Peculiares é uma obra que promete muito. Tanto a direção de Tim Burton, cujo nome está vinculado a sucessos como Edward, mãos de tesoura, Alice no País das Maravilhas, Frankenweenie, Os Fantasmas se Divertem, Noiva Cadáver, Grandes Olhos, entre outros, como a presença de Eva Green, Samuel L. Jackson, Asa Butterfield e Ella Purnell são indícios que teremos uma obra de fantasia inesquecível. 
A premissa apresentada no trailer é a de que existem crianças com dons especiais, as chamadas Crianças Peculiares, cujas vidas estão confiadas à senhorita Peregrine (Eva Green). As crianças vivem em um universo à parte, isoladas dos preconceitos e maldades de nosso mundo. Uma delas, aparentemente a pedido da própria Peregrine, traz a este recanto de paz um menino chamado Jacob que não crê nos prodígios que lhe são apresentados. 
Entretanto, aos poucos, o menino se acostuma aos poderes das outras crianças e descobre que nem tudo são flores. Hà uma presença maligna no universo das crianças, uma forma de pura maldade que quer atingi-las. É nesse contexto que a senhorita Peregrine revela a Jacob que ele tem um dom... e uma missão: a de proteger as demais crianças. 
Algumas das cenas do filme lembram muito O Labirinto do Fauno e ganham força - no trailer - com a bela canção ao fundo. 
Eu aposto alto nesse filme e irei acompanhar de perto as demais notícias sobre a produção. Enquanto isso, divirtam-se com algumas imagens extraídas do livro, bastidores do filme e do trailer.









terça-feira, 22 de março de 2016

Com você... até o fim.


Oi. Que tal estou?
Sabe, faz anos que nos conhecemos e ainda não compreendo nossa relação. Afinal, o que quer de mim? Já não lhe dei meus suspiros e lágrimas? Acaso isso foi pouco? Diga-me o que mais deseja, pois temos pouco tempo juntos.
Eu toco meu peito e sinto você em mim. Nem o sono mais pesado consegue nos manter distantes. Afinal, o que quer de mim?
Olho para o espelho e vejo outra pessoa, uma mais madura e, infelizmente, frágil. Tanta fragilidade gerada por nosso relacionamento. Cada segundo juntos trouxe dois sentimentos: o temor e o amor. Temor por nossa separação. Amor próprio. Sei que nunca mais serei a mesma sem você, porém quero o fim. Não podemos continuar juntos ou, do contrário, morreremos. Você é ácido, frio e mal, ainda que não perceba. Sua natureza é essa. Mas eu preciso de mais tempo para reparar erros, viver aquilo que você manteve distante de mim e, sobretudo, amar as pessoas que realmente me amam.
A luz está diminuindo. Meus olhos pesam e todos me olham. Alguns estão confiantes no fim dessa controversa relação, mesmo a um preço tão alto. Eu? Eu quero viver...


Maria morreu em um sono profundo, cheia de paz, esperança e isenta de dores. Ela não resistiu ao câncer, porém sobreviveu ao medo. Ela permanecerá viva em nossos corações.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Serial Killers - Anatomia do Mal. Análise de um livro onde o mal é a matéria-prima.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Aparentemente assuntos onde a morte esteja entrelaçada são alvo da curiosidade do público comum. Quando digo comum refiro-me às pessoas que não são obrigadas por força da profissão a conviver com algo tão complicado e impactante. Policiais, técnicos em necrópsia, bombeiros, médicos, enfermeiros e outros são, por causa das peculiaridades da profissão, obrigados a ver diariamente os resultados da morte. Óbvio que cada um com diferentes nuances entre si, mas não há como evitar a proximidade dos efeitos da perda d vidas no cotidiano.
Então, se existem apenas algumas pessoas são forçadas a lidar com o fim de vidas, o que pode explicar a grande quantidade de leitores, consumidores ávidos eu diria, de textos sobre assassinatos, tortura, genocídios. O que há de tão atrativo em temas controversos como o 'modus operandi' de serial killers, os assassinos em série? Por que Jack, o estripador, é um dos temas de maior procura em sites de busca até hoje? 
Seja por mera curiosidade ou um prazer mórbido, seja por se tratar de um tema onde a mente humana é mostrada em sua forma mais sombria, a verdade é que livros, filmes, quadrinhos e séries sobre serial killers são um estrondoso sucesso. Dexter, Hannibal Lecter, o Zodíaco, American Horror Story são apenas alguns dos exemplos do alcance de filmes, séries e livros cuja abordagem principal é a ação de matadores seriais. Alguns são, inclusive, simpáticos ao público, fato que cria laços entre o espectador e o matador. Quaisquer que sejam os reais motivos, é inegável que o tema atrai e vende muito.
Mas há algo que ainda estava em falta no mercado literário brasileiro: a presença de obras com uma abordagem séria sobre o tema. Livros como a série Dexter e as obras de Thomas Harris sobre o célebre e encantador assassino Hannibal Lecter são fáceis de encontrar, porém é fato que são ficção. Então, eis que a editora Darkside Books consegue colocar obras de grande relevância sobre o tema e, ainda mais, com autores de grande prestígio na área. Além de Ilana Casoy (especialista brasileira em crimes e assassinos seriais), também fomos brindados com Harold Schechter, cujos livros com temática sobre crimes têm grande prestigio no exterior.


Serial Killers - Anatomia do Mal - é um livro completo com o histórico e os fatos que cercam os principais serial killers da América do Norte e, ainda, de outros países. Um fato muito importante está na distinção entre assassinos seriais, assassinos de massa e simples matadores. Também o leitor poderá constatar que não há um padrão visual para o serial killer, já que somos bombardeados com os estereótipos fornecidos pelo cinema e outras mídias. A raça ou o biotipo não são indicativos ou garantias para se identificar um assassino em série.
Antes de mais nada, o serial killer é um ser humano movido por impulsos e por uma frieza incalculável, motivado, sobretudo, pelo anonimato que seus atos exigem e a proteção que essa condição fornece. Não há um padrão, uma vez que os crimes têm as mais distintas variáveis para iniciar, indo desde os maus tratos quando o assassino era criança até o simples prazer de matar. Um dos poucos fatos que servem para a caracterização desse tipo de crime está na peridiocidade em que os fatos ocorrem e na semelhança entre os crimes ou vítimas. 
Outro ponto extremamente positivo do livro está na disponibilização informações sobre outras mídias que abordam o tema, como quadrinhos, cinema, séries, animes e muito mais. 
Então, se você é um apreciador do assunto, quer compreender mais sobre as mentes doentias por trás de tantas maldades e deseja um livro com conteúdo selecionado e não fantasioso, essa obra é 100% indicada.


Sobre o autor: Harold Schechter é professor de Literatura Americana e Cultura na Faculdade de Queens, na Universidade da Cidade de Nova York. Entre seus livros de não ficção estão os clássicos sobre crimes históricos Fatal, Fiend, Deviant, Deranged e Depraved. Ele também autor da aclamada série ficcional de suspense estrelada por Edgar Allan Poe, que inclui  Nevermore, The Tell-Tale Corpse, The Hum Bug e The Mask of Red Death. Saiba mais em seu site www.haroldschechter.com

Brasil, nossa pátria.


Por: Isabela Niella. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Fala-se muito o quanto nosso país está em crise e como sentimos vergonha dos atuais acontecimentos e principalmente dos nossos representantes políticos. Não vou ser mais uma a fazer o discurso de que precisamos, em primeiro lugar, ser honestos nas pequenas coisas e termos consciência do nosso papel como seres políticos.

Eu quero apenas lembrar que nada passa ou acontece sem que Deus esteja ciente e no total controle da situação, e tudo que aparenta ser um grande caos é na verdade, o processo de transformação, o fim de tempos obscuros e o início de novos tempos, mais límpidos e amenos. A questão é que para remover a sujeira é preciso sacudir primeiro a poeira, tirar os móveis do lugar, trocar os lençóis e finalizar a limpeza com água, muita água… 

Não precisamos temer o futuro, precisamos reescrever nosso presente, sempre dispostos ao trabalho e abertos às mudanças. Que sejamos mais otimistas e acreditemos que estamos nas mãos dAquele que é todo poder e bondade, lembrando que quanto mais conectados a Ele estivermos, mais rápido as mudanças serão processadas e poderemos ver nossa pátria livre e nossos representantes mais dignos deste país.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Nota de repúdio: até mafioso pode ser Ministro.


Por: Franz Lima
Hoje é um dia de extrema tristeza para o Brasil. A nomeação de Lula para o cargo de ministro chefe da Casa Civil, envolvido no escândalo da Lava-Jato, entre outras tramoias, é um atestado de culpa por parte de Dilma Rousseff e do próprio ex-presidente. Além disso, a entrada do escorregadio Lula gerará uma verdadeira 'dança das cadeiras' nos ministérios, a mando do próprio mafioso.
A população brasileira não pode ficar calada diante de algo tão indigno, uma jogada política que irá afastar Lula das mãos de Sergio Moro, uma vez que o investigado terá direito a foro privilegiado, cabendo uma provável prisão ser autorizada apenas pelo STF. Caso não esteja compreendendo o alcance de tal manobra, basta citar que Eduardo Cunha - envolvido em sujeira até o pescoço - ainda recorre de todas as denúncias e está sendo julgado pelo STF.
Eu vejo manobras. Não manobras políticas, mas mafiosas. Isso é uma afronta à inteligência do povo e da justiça em nosso país. Pior ainda é o fato de que essa jogada estava anunciada. Todos que compreendem um pouco mais de política anteviam o "golpe". 
Agora me digam: alguém ainda tem coragem de afirmar que o ex-presidente e atual investigado na Lava-Jato não é o cara que comanda as linhas da marionete chamada Dilma Rousseff?
Que nossas vozes não se calem diante de tamanha prova de corrupção. Caso Lula fosse realmente inocente, ele jamais deveria recorrer a um artifício tão ardiloso e covarde.
Sinto vergonha da política brasileira...


terça-feira, 15 de março de 2016

Agenda cultural divulgada pela Companhia das Letras.


Papos & Ideias com Luiz Hanns

Quinta-feira, 17 de março, às 20h
Autor de A arte de dar limites, Luiz Hanns conversa sobre o livro no encontro Papos & Ideias.
Local: Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi Alphaville — Alameda Rio Negro, 111, Alphaville — Barueri, SP


Lançamento de Ah, como era boa a ditadura…

Quinta-feira, 17 de março, às 18h
Luiz Gê autografa Ah, como era boa a ditadura… em São Paulo.
Local: Cia. dos Livros Mackenzie — Rua da Consolação, 896, Higienópolis — São Paulo, SP


Lançamento de Histórias de antigamente

Sábado, 19 de março, às 13h
Patricia Auerbach e os alunos dos 3º anos do Centro Educacional Brandão participam do lançamento do livro Histórias de antigamente.
Local: Livraria Casa de Livros — Rua Capitão Otávio Machado, 259 — São Paulo, SP

segunda-feira, 14 de março de 2016

Batman: Arkham Night, um magnífico lançamento da Darkside Books.


O morcego e a caveira finalmente juntos

Era inevitável: o Cavaleiro das Trevas e a DarkSide® Books acabam de unir forças. E já podemos avistar o bat-sinal do que vem por aí: uma das mais sombrias aventuras do eterno Homem-Morcego.
BATMAN: ARKHAM KNIGHT é a adaptação literária oficial do game que conquistou fãs e críticos em 2015. Uma parceria entre a DC Comics, a Warner e a DarkSide® Books que virá com aquele padrão quase psicopata de qualidade que os fãs brasileiros merecem.

Se você já jogou Arkham Knight, prepare-se para reviver a história com uma resolução muito maior que a de qualquer console ou pc: a da sua imaginação. As páginas do romance têm adrenalina de sobra, e mesmo quem não é íntimo dos videogames vai se sentir explorando os becos escuros de Gotham City.

Tudo começa um ano após a morte do Coringa. A cidade, que havia se transformado num hospício a céu aberto, finalmente volta à sua rotina normal. Mas é claro que a paz não pode ser duradoura em uma metrópole que esconde vilões como Charada, Pinguim, Hera Venenosa, Arlequina e Duas Caras.

Desta vez, quem inicia uma nova onda de terror é o insano Espantalho. Na noite do Dia das Bruxas (31 do outubro, aniversário da DarkSide® Books!), o vilão detona um ataque químico para demonstrar o poder de sua toxina do medo. Os infectados sofrem delírios terríveis e, em seu desespero, acabam matando uns aos outros. Quase 6 milhões de habitantes fogem às pressas. Mas um certo herói jamais deixaria sua cidade natal à mercê dos bandidos.

Com o apoio de Robin, Oráculo, Asa Noturna, Alfred e do comissário Gordon, Batman parte para a batalha. Munido de inteligência dedutiva, resistência física invejável e aparatos tecnológicos que nem os exércitos mais bem armados do mundo têm acesso, Bruce Wayne não necessita de superpoderes – o que não significa que essa vai ser uma tarefa fácil...

Dois inimigos fatais surgem para desafiar o Homem-Morcego. O primeiro é o misterioso Cavaleiro de Arkham – um assassino com habilidades e armadura tão semelhantes às do herói mascarado que é quase como se Batman enfrentasse um clone. E para desequilibrar ainda mais essa luta, o segundo inimigo surge do nada. Mas ele não estava morto? O Coringa está de volta... ou é só um delírio? Descubra nas páginas de BATMAN: ARKHAM KNIGHT. Pronto para jogar?

Especificações técnicas:

Título - Batman: Arkham Knight
Autor - Marv Wolfman
Tradutor - Alexandre Callari
Editora - DarkSide®
ISBN - 9788566636826
Edição -  1ª
Idioma - Português
Especificações - 272 páginas (estimadas), Limited Edition (capa dura)
Dimensões - 16 x 23 cm

Stephen King e outros autores estão entre os lançamentos da semana na Cia das Letras.



Mais um dia magnífico no mar, Geoff Dyer (Tradução Pedro Maia Soares)

Dyer relata aqui a experiência de passar duas semanas num porta-aviões norte-americano. Em 45 pequenos capítulos, escritos no estilo elegante e divertido que o tornou célebre, Dyer descreve cada aspecto da vida num navio de guerra – os marinheiros encarregados de administrar freezers gigantescos de comida processada, a academia de ginástica repleta de oficiais obcecados por musculação, o bloco prisional ocioso, que transforma os vigias em verdadeiros cativos obrigados a supervisionar celas vazias. É um cotidiano completamente oposto aos hábitos do autor. Alto, magro, incapaz de andar no convés sem se curvar, é também, em suas próprias palavras, um ranzinza cheio de restrições alimentares, com aversão a motores, ruído e combustível, e disposto a infernizar a tripulação até conseguir uma cabine privativa – luxo impensável a bordo de um porta-aviões. Ainda assim, seu relato é leve e generoso, cheio de curiosidade e respeito pelo trabalho incansável dos tripulantes: consertar aviões, lançá-los ao céu e recebê-los quando voltam da missão. Um inglês típico frente a um mundo profundamente americano, com suas constantes incitações ao sucesso e à superação, Dyer registra com brilho o cotidiano no navio. O porta-aviões é a representação de uma sociedade em que disciplina, conformidade, dedicação e otimismo se transmutam em formas de identidade.

Penguin

O homem dos lobos, Sigmund Freud (Tradução de Paulo César de Souza)

No início do século XX, Sigmund Freud revolucionou o estudo das ciências humanas ao publicar ensaios sobre o inconsciente e a sexualidade. Embora suas teorias tenham sofrido grande resistência da sociedade e em especial da classe médica, foram muito disseminadas, alterando radicalmente a percepção do indivíduo sobre o mundo e sobre si mesmo. O homem dos lobos, como ficou conhecido um dos mais instigantes casos clínicos de Freud, conta a história de um garoto amável que se torna, sem razão aparente, irritadiço e amedrontado. E dá ao leitor o privilégio de ver o pai da psicanálise destrinchar as memórias mais remotas de seu paciente, repletas de nuances e contradições, até chegar a um diagnóstico.

Objetiva

Quando os fatos mudam, Tony Judt (Tradução de Claudio Figueiredo)

Editado e apresentado pela viúva de Tony Judt, a historiadora Jennifer Homans, Quando os fatos mudam reúne importantes ensaios escritos ao longo da carreira de Judt de modo a compor uma crônica tanto da evolução de seu pensamento como da notável coerência de seu intenso engajamento e entusiasmo intelectual. Seja ao abordar a pobreza acadêmica da nova história social, a obstinada cegueira da memória coletiva francesa sobre o que aconteceu aos judeus do país na Segunda Guerra Mundial ou o desafio moral enfrentado por Israel em face à questão palestina, a grandeza da obra de Tony Judt reside na combinação de franqueza, brilho intelectual e clareza ética.

Companhia das Letrinhas

Vou crescer assim mesmo, Carlos Drummond de Andrade

Todo mundo foi criança um dia. Mas nem todo mundo fez desse tempo poesia, como Carlos Drummond de Andrade. Nos poemas reunidos neste livro, Drummond fala sobre a infância de um jeito que só os artistas sabem fazer – e é impossível não se identificar. Quem é que nunca levou uma bronca do pai, comeu jabuticabas do pé, ouviu a pergunta “o que você vai ser quando crescer”? Este livro faz parte da coleção Lembrete, que procura despertar o gosto pela leitura com o melhor da literatura brasileira, em seleções pensadas para o público entre 9 e 13 anos.

Suma de Letras

Mr. Mercedes, Stephen King (Tradução de Regina Winarski)

Ainda é madrugada e, em uma falida cidade do Meio-Oeste, centenas de pessoas fazem fila em uma feira de empregos, desesperadas para conseguir trabalho. De repente, um único carro surge, avançando para a multidão. O Mercedes atropela vários inocentes, antes de recuar e fazer outra investida. Oito pessoas são mortas e várias ficam feridas. O assassino escapa. Meses depois, o detetive Bill Hodges ainda é atormentado pelo fracasso na resolução do caso, e passa os dias em frente à TV, contemplando a ideia de se matar. Ao receber uma carta de alguém que se autodenomina o Assassino do Mercedes, Hodges desperta da aposentadoria deprimida, decidido a encontrar o culpado.

Paralela

A cadeia da sereia, Sue Monk Kidd (Tradução de Thereza Christina Rocque Motta)

Na abadia de santa Senara, batizada com o nome de uma santa celta que fora sereia antes de ser convertida, existe uma cadeira encantada. Reza a lenda que quem tomar assento e fizer um pedido a santa Senara será ouvido. Quando Jessie Sullivan precisa retornar à ilha para cuidar de sua mãe, deixando o marido, Hugh, para trás, é forçada a encarar uma série de dúvidas sobre o seu casamento. Apesar do amor cordial que sente pelo companheiro, ela se vê atraída por um monge, o irmão Thomas, que está prestes a fazer seus votos solenes. Em meio ao mistério que envolve os poderes da “santa pecadora”, Jessie luta contra os desejos que parecem tomar conta de sua vida. Ao ser tocada pela liberdade que a Ilha inspira, seria Jessie capaz de deixar de lado a responsabilidade e o conforto do lar que criou ao lado de Hugh? Uma história comovente sobre espiritualidade e as escolhas que precisamos fazer.

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