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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Ferdinando, o Touro. Será que o filme fará jus ao curta-metragem?




Baseado em uma obra literária de Munro Leaf, ilustrada por Robert Lawson, o curta-metragem da Disney "Ferdinando, o touro" fez sucesso ao mostrar um touro espanhol que se rendia aos encantos das flores. 
Então, recentemente recebemos a notícia de que haverá um longa baseado no desenho da Disney. 
O Touro Ferdinando seguirá, pelos que as aparências apontam, a mesma premissa de suas origens, mostrando um animal dócil e sonhador.
Mas qual o atrativo em uma história como essa? E será que teremos algo à altura da obra original?
Bem, as primeiras cenas já dão uma clara ideia do que teremos. Ferdinando é um touro que sofre com a incompreensão dos humanos e o escárnio de seus semelhantes. Ele é calmo, dócil, apaixonado por flores e, sobretudo, incapaz de machucar alguém.
Sua imponência e porte mantêm todos afastados, algo que ele não deseja. Ferdinando é um amante da vida e jamais poria a vida de outro ou a sua própria em risco por conta de diversão.
Na narrativa da animação da Disney Ferdinando e os outros touros estão passando por uma seleção para participar da tourada, a honra máxima para um touro. Sem qualquer vontade de participar, ele vai se sentar à sombra de uma árvore e um acidente o deixa descontrolado, provocando a admiração dos homens que vieram escolher El Toro.
Eu vi a animação - que está disponível ao final deste post - e assisti, obviamente, ao primeiro trailer dessa nova versão do Touro bondoso. As duas estão bem similares.
O que me anima é a possibilidade de abordar mais da infância de Ferdinando, descobrir como ele foi quando pequeno e ver o quanto de criatividade os roteiristas aplicarão para dar credibilidade a uma história como essa. 
Isso é apenas uma parte da trama, já que essa história é - em sua essência - uma ode ao respeito pela individualidade. Ferdinando não é igual a todos os outros. Isso o torna especial. Ele vive em seu mundo e isso lhe basta. Com essa premissa, Ferdinando faz o papel de milhões de pessoas que sofrem por suas particularidades, por seu jeito de ser, cor e até pela raça. 
O que aguardo é o já característico tom bem humorado e, além disso, uma crítica social velada que faça o espectador refletir sobre a própria vida.
Afinal, somos todos iguais, apesar das incontáveis diferenças. E que esse simpático tourinho ajude a aumentar a consciência da necessidade de convivermos em paz.
A direção do longa contará com Carlos Saldanha, o brasileiro responsável por Rio. A previsão de estreia é para o dia 14 de dezembro de 2017.


Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.


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